PORT MORESBY (Papua-Nova Guiné):

O Porto de Port Moresby.

PORT MORESBY (Papua-Nova Guiné) – É a capital e maior cidade deste país. Tem uma população de pouco mais de um quarto de milhão de habitantes e fica situada no Golfo de Papua, na costa sudeste da ilha da Nova Guiné. A área em que a cidade está fundada foi habitada pelos povos Motu-Koitabu durante séculos. Embora os malaios se estabelecessem na costa oeste da ilha em 1350, os portugueses só aqui chegariam no séc. XVI, a que dariam o nome da “ilha do cabelo enrolado”, Ilha dos Papuas (do malaio “papuwah”), depois os alemães denominaram-na Nova Guiné, por se parecer com a Guiné africana. Posteriormente, espanhóis, holandeses e ingleses, também tomaram parte na conquista. Já no séc. XIX, a ilha foi dividida em três partes. Os holandeses ocuparam a parte ocidental, ao norte os alemães e ao sul os ingleses. Foi avistada pela primeira vez, em 1873, pelo então Capitão John Moresby que lhe deu o nome, em homenagem a seu pai, o Almirante Sir Fairfax Moresby. Ao interior do porto chamou-lhe Fairfax Harbour e as demais áreas de Port Moresby. A costa é bastante recortada por areia e rodeada por várias ilhas, escassamente povoadas. A efectiva anexação do local à Grã Bretanha só ocorreria uma década mais tarde, quando a parte sudeste da ilha da Nova Guiné foi anexada pelo Império Britânico. No séc. XX a parte britânica foi entregue à Austrália, a qual após a I Guerra Mundial ocupou a zona alemã. Durante a II Guerra Mundial o Japão ocupou a maior parte da ilha. Após as guerras europeias, a Austrália passou a administrar o território sob o controle da ONU. A British New Guinea foi passada para o recém- criado Commonwealth da Austrália, em 1906 e tornou-se conhecida por Papua. Desde então e até 1941 Port Moresby cresceu lentamente. O principal crescimento foi na península, onde as instalações portuárias e outros serviços foram gradualmente melhorando. A electricidade foi introduzida em 1925 e o abastecimento de água canalizada foi concedida em 1941. Em Setembro de 1975, a cidade de Port Moresby tornou-se a capital do Estado Independente da Papua-Nova Guiné. Quando aqui estive pela primeira vez, em 7-6-1976 a cidade e o país ainda viviam a euforia da independência. Recentemente, em 2004, Port Moresby foi classificada como a pior cidade do mundo para se viver, no ranking da Economist Intelligence Unit, de 130 das cidades capitais do mundo. Altos níveis de violação, roubo e homicídio e vastas áreas da cidade controladas por Ganges de criminosos, conhecidos localmente como ‘malandros’ (raskol em Tok Pisin). A taxa de desemprego é estimada entre 60 e 90% e as taxas de homicídios três vezes mais que em Moscovo e 23 vezes a taxa de Londres. Na cidade encontram-se variadíssimos restaurantes com ofertas de comida francesa, vietnamita, chinesa, japonesa, tailandesa, indonésia, filipina e hindu. Mas o povo, esse, contenta-se com taro, inhame e bananas acompanhados de arroz ou peixe, a base da alimentação do país é o Sagú ou Saksak. Trata-se de um extracto de fécula que costuma ir acompanhado do sumo de palmeira. Nas Terras Altas consome-se preferencialmente os Kaukau, espécie de batata-doce que foram incorporadas à dieta da zona, depois de os espanhóis as trazerem da América do Sul. Dentro dos pratos de melhor sabor, destaca-se o Soto Daging, uma deliciosa sopa de carne com especiarias. É costume cozinhar em fornos construídos dentro da terra chamados Mumu, para guisados de carne. Quanto a bebidas consomem-se sobretudo sumos de frutas. Porém, em Port Moresby pode-se beber, com uma certa dificuldade, as principais marcas das bebidas internacionais. E embora a água seja potável, é aconselhável beber só água engarrafada.

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MONTEGO BAY (Jamaica):

Tss Fairwind

MONTEGO BAY (Jamaica) – É a capital da paróquia de Saint James, no Condado de Cornwall, na Jamaica. É a segunda maior cidade da Jamaica por área e a terceira em população. É o maior destino turístico com ‘duty free shoppings’, terminal de cruzeiros e lindas praias. A cidade é apoiada pelas pitorescas montanhas baixas. Não é propriamente uma cidade arrumada e elegante, mas compara-se a qualquer lugar das Caraíbas, barulhenta, desarrumada e com um charme muito próprio desta zona. A arquitectura é uma mistura do século passado, casas de madeira intercaladas com prédios modernos, muitos dos quais com fachadas harmoniosas georgianas que nunca saíram de moda. O nome de Montego Bay deriva do espanhol ‘manteca bahía’ (Baía de Banha), assim chamado por causa da indústria de banha, decisão tornada possível pela caça de javalis selvagens que abundavam nas colinas circundantes. Também o couro e a carne bovina eram exportados. Colombo passou por aqui em 1494, dando-lhe o nome de Golfo de Buen Tiempo. A Jamaica foi uma colónia de Espanha de 1511 a 1655 até que Oliver Cromwell aqui chegou à ilha Fair Wheater Golfo. Durante a ‘escravidão’, a partir de meados do séc. XVII, até 1894, e no século XX, a cicade funcionou primeiramente como um porto de escoamento de açúcar. Durante a última revolta dos escravos, a chamada Rebelião de Natal ou a Guerra Batista (1831-1832) foi uma rebelião que mobilizou 60 mil escravos e teve lugar em redor de Montego Bay. O líder da revolta, Samuel Sharpe foi enforcado lá em 1832. Em 1975, Sharpe foi proclamado herói nacional da Jamaica e a praça principal da cidade foi rebaptizada em sua homenagem. Montego Bay era uma cidade de açúcar e banana, mas as fábricas de açúcar foram fechadas e as bananas são exportadas a partir de Kingston e Port Antonio de modo que a visão pitoresca de mulheres carregando bananas na cabeça e cantando o TallyMan depois da realização do seu árduo trabalho, é uma coisa do passado. A Praça (Sam Sharpe Square) é o centro da cidade e onde se ergue o Cage, uma ex-prisão para escravos fugitivos e as ruínas do Palácio da Justiça, construído em 1804 e destruído por um incêndio há 20 anos. As praias oferecem aos visitantes o melhor das águas da ilha para a natação e outros desportos aquáticos, porque a geografia da baía protege os nadadores de correntes favoráveis. Doctor’s Cave Beach é a área mais popular, com as suas areias brancas e uma plenitude de bares e restaurantes. Também não falta o Mercado de Rua com o seu artesanato. Montego Bay oferece diversidade constante para satisfazer os desejos tropicais de cada um. Seja qual for a sua fantasia de culinária, a Jamaica tem de tudo. Desde um simples lanche rápido ou uma refeição de luxo, seja comida italiana, japonesa, francesa ou mesmo da Jamaica, há cozinheiros para atender todos os caprichos assim como há preços para servir todos os bolsos. Mas eu aconselho que não se deve abandonar a Jamaica sem provar iguarias como o Ackee (Ackee é a fruta nacional da Jamaica, proveniente do oeste africano Akye Fufo, o seu nome cientifico é Blighia sapida) e Saltfish (Bacalhau Salgado), Ackee & Saltfish é uma confecção que junta estes dois ingredientes. Arroz de Ervilhas, Sopa de Abóbora, Fruta-pão assado, Galinha de Empurrão, Rissóis ou Cerveja de Gengibre Jamaicana. Tudo isto eu provei quando por aqui passei em 29-5-1986 a bordo do “Tss Fairwind”. Convivi muito com jamaicanos e posso dizer que a recordação mais significativa é a sua linguagem. Empregam todas as piores e mais porcas palavras do calão inglês que faz arrepiar até o inglês de nível baixo.

CHAMINÉS ALGARVIAS:

Um postal antigo.

CHAMINÉS ALGARVIAS – Quadradas ou rectangulares, cilíndricas ou prismáticas, as chaminés algarvias são um símbolo da região e uma prova da influência  de cinco séculos de ocupação árabe. Tal como as platibandas também as chaminés dificilmente se encontravam duas iguais porque os motivos decorativos dependiam sempre da construção, do prestígio, da vaidade e das posses do proprietário. Um legado arquitectónico e ornamental presente em todas as casas do Sul de Portugal, visível nas ruas estreitas, há sempre uma chaminé em cada telhado. Era costume, entre os mestres pedreiros, perguntar quantos dias queriam de chaminé para avaliar o valor desta, que se traduzia no tempo que a mesma demorava a erigir. Quanto mais delicada e difícil era a sua elaboração, mais dispendiosa se tornava. As chaminés algarvias, mais do que a sua utilidade, desempenhavam  um  papel ornamental, sendo prova disso e presença de duas chaminés nas casas de campo, numa região onde o clima pouco se justificava. Situava-se uma na casa do forno, onde era costume fazer as refeições e a outra, rendilhada, mais pequena e personificada, ocupava um lugar de destaque na cozinha da própria casa, sala apenas utilizável  para visitas ou festas.

A LINHA INTERNACIONAL DE MUDANÇA DE DATA (Oceano Pacífico):

A Linha atravessa o Oceano Pacífico de Polo a Polo.

A LINHA INTERNACIONAL DE MUDANÇA DE DATA – Quem já viajou no Pacífico sabe o que é, mas no resto do Mundo para as pessoas compreenderem precisam de uma boa explicação. Olhando para o mapa e considerando que na localidade B, seja dia 22, na localidade A será dia 21, exactamente à mesma hora.  A Linha Internacional de Mudança de Data é uma linha irregular imaginária na superfície da Terra traçada sobre o Oceano Pacífico, próxima do meridiano 180°, que quando se cruza supõe a mudança de data (exactamente um dia). Passar a linha de Este para Oeste faz com que a data perca um dia; e ao voltar, atravessando-a de Oeste a Este, faz ganhar um dia. Esta linha passa pelo Estreito de Bering, entre o Alasca e a Sibéria, onde ambos têm diferentes datas, mas a maior parte do percurso decorre pelo meio do Oceano Pacífico. Para que os numerosos Estados Insulares formados por arquipélagos não tivessem fusos horários diferentes, adaptou-se a linha de mudança de data à geografia do lugar, razão pelo qual não é recta e nem sempre segue o meridiano 180º. Aconteceu muitas vezes, estar numa determinada ilha e olhando o horizonte via outra ilha. Nessa ilha haveria uma diferença de 24 horas em relação à ilha onde estava. A primeira vez que cruzei esta Linha imaginária foi num cruzeiro a bordo do navio “Tss Fairstar”, onde eu trabalhava como waiter,  entre Pago Pago (Samoa Americana) e Honolulu (Hawaii), em 21-11-1976. A viagem entre estas duas ilhas durou 4 dias, mas como tivemos que atrasar o relógio 24 horas, chegámos a Honolulu 1 dia mais cedo. Quando regressámos pelo mesmo caminho deu-se o inverso e tudo voltou ao normal. Parece muito complicado e na verdade, ao princípio até é, mas depois a gente habitua-se. Para se fazer uma ideia, nós a bordo, tínhamos uma lista das mudanças horárias em cada cruzeiro, que nos era distribuída e que todos nós colávamos na parede, junto à cabeceira da cama. Toda a gente, antes de adormecer, acertava o relógio para o dia seguinte, pois as mudanças eram tantas que não dava para fixar.

AS DIFERENÇAS NA CASA PIA:

O Brasão da Casa Pia que sempre conheci.

AS DIFERENÇAS NA CASA PIA – Ao entrarmos na Casa Pia, quando se era muito novo, de certeza que íamos parar ao Asilo Nun’Álvares. Foi o que me aconteceu a mim. Mas não podíamos estar aqui muitos anos. Eu estive lá uns 3 anos. Eu não me lembro das regras mas creio que o aluno ao fazer os 10 anos teria que ser mudado para outro asilo. As diferenças começavam aqui. Quem já tivesse a 4ª classe estava dentro da normalidade e portanto seria enviado para o Pina Manique. Quem não tivesse a 4ª classe aos 10 anos significava que estava atrasado e portanto seria recambiado para  o Maria Pia. Foi o que me aconteceu a mim. Eu lembro-me que o conceito de ‘atraso’, naquele tempo, não tinham nada a ver com as capacidades de aprendizagem de cada um. Não era levado em conta as dificuldades e os entraves da vida que o aluno teria para alcançar a 4ª classe aos 10 anos. Hoje todas as crianças entram para a escola aos 6 anos. Naquele tempo não era assim. Entrava-se quando se entrava e muitos nem sequer entravam. Além disso no Nun’Álvares pouca escola havia. Eu lembro-me que só no Maria Pia é que comecei de verdade a escola. Mas fui parar ao Maria Pia com muito desgosto meu e sempre tive uma grande dor de cotovelo por não ter ido para o Pina Manique. Mas porquê? Apesar de criança eu já sabia muito bem que a oportunidade de estudar só seria possível em Belém. É que havia, não sei se ainda há, uma grande diferença entre estes dois asilos, perdão, hoje diz-se colégios. Quem fosse para o Pina Manique podia tirar um curso ou seguir uma profissão mais liberal. No Maria Pia, depois da 4ª classe fizeram-me tirar um Curso em que andei 3 anos a que davam o nome de Curso Complementar Primário que ainda hoje estou para saber o que era e para que servia se nunca consegui que me dessem um papel onde este curso fosse mencionado e já nem falo em Diploma. Quanto às profissões eram todas aquelas que na gíria se diz ‘de ferrugem’. Serralheiro, pintor, padeiro, sapateiro, alfaiate, marceneiro e assim por diante. As profissões do Pina Manique eram muito mais refinadas. Também se constava e eu comprovei-o mais tarde que as condições de habitabilidade eram muito melhores no Pina Manique assim como a alimentação, o vestuário e calçado como ainda hoje podemos comprovar pelas fotografias de então. Eles usavam calças e nós sempre calções. Eles usavam sapatos e nós sempre sandálias. Até nas fardas havia algumas diferenças que nos invejavam. Quem pretendesse estudar mais, no Pina Manique era incentivado e ajudado, no  Maria Pia isso equivalia a levar uns bons tabefes… pelo atrevimento. Eu que o diga. Mas de tanto chatear, eu consegui tirar os meus frutos. Um belo dia, abriu em Lisboa a primeira Escola de Hotelaria a que se deu o nome de Alexandre de Almeida, grande hoteleiro. A Escola tinha uma certa dificuldade em arranjar alunos para poder funcionar. Havia um engenheiro que estava ligado à Escola e também à Casa Pia que resolveu o problema dizendo: Tenho mais de 600 alunos lá no Maria Pia que servem muito bem. Escolheu 11 e um deles era eu. E eu fui o único dos 11 que terminou o curso. Assim entrei na hotelaria e nem sequer sabia o que era um hotel ou um restaurante. Fui Chefe de Mesa durante mais de 40 anos, trabalhei em muito boa casa e durante 11 anos dei a volta ao Mundo trabalhando em barcos de cruzeiros. O caminho não foi fácil mas eu consegui vencer as diferenças. Chegando à reforma, chegou a altura de abrir a gaveta das recordações. Aprendo computadores só para matar o tempo. Entro no Facebook para tentar encontrar velhos companheiros e descubro que não existe nenhum. Porque será? Não existe nenhum, na página da Casa Pia de Lisboa no Facebook o que não quer dizer que não existam. O que acontece é que as diferenças existentes nos dois asilos matou todas as esperanças de vida dos que tiveram o azar de ter passado pelo Maria Pia. Naquele tempo éramos 600. Eu não sou assim tão velho, tenho 68 anos. Ainda deve haver muitos do meu tempo. O que acontece é que não devem ter tido a mesma sorte e oportunidade que eu tive, nem aquela que todos os meninos do Pina Manique tiveram. Embrenharam-se em profissões desgastantes e iletradas (um quinto, 18%, da população mundial está fora do seu alcance). Esta é que é a grande verdade. Toda a gente sabe que a grande maioria da população idosa é adversa às novas tecnologias e muito menos os que tiveram uma vida mais dura. Eles andam por aí, mas estou convencido de que jamais se mostrarão. A única hipótese é apelar aos seus descendentes. Estes fazem oitos no Facebook. Podiam ajudar. Por outro lado, também penso: não será melhor respeitar as suas privacidades?

 

OPUA (Bay of Islands, Nova Zelândia):

The Bay of Islands.

OPUA (Bay of Islands, Nova Zelândia) – Opua é uma pequena cidade e principal porto de entrada para o off-shore e iates de cruzeiros na Baía das Ilhas, sendo um destino popular no Verão. A Nova Zelândia são várias ilhas paradisíacas no sul do Oceano Pacifico, com belas paisagens que incluem vastas cadeias de montanhas, vulcões, fiordes e mares. Os contrastes culturais proporcionam experiências únicas para os viajantes. A Bay of Islands é uma estância marinha e o local do nascimento da nação. A comunidade de Opua é pequena e centrada em torno das suas obrigações internacionais como porto de recreio, a Marina e o Wharf (a pesca é permitida). Há um bom restaurante e lojas de conveniência. À porta de entrada para a Baía das Ilhas, Opua é uma tranquila povoação à beira-mar. Localizada onde os rios Kawakawa e Waikeri se encontram com a baía estendendo-se para o mar. É em Opua que os iates chegam pela primeira vez à Nova Zelândia, depois de fazerem a sua travessia do Pacifico sul. A Bay of Island fica a cerca de 250 kms ao norte da Auckland, a maior cidade deste país. Opua é um lugar bastante moderado com uma escassa população e tem toda a sua vida centrada no porto. Enquanto os iates entram e saem, os cacilheiros e tráfego não comercial invadem a baía. Em terra encontram-se grupos de volta dos ferries que transportam carros, algumas instituições como o Iate Clube e os Correios e um restaurante que oferece o melhor da comida local. As casas locais tendem a estar em cima da colina, com vistas pacificas para baixo, para os iates, ancorados na enseada. As correntes quentes do Equador atingem a parte norte do país, enquanto os ventos frios do inverno do sul estão efectivamente bloqueados pelas montanhas do sudoeste. Isso resulta num clima subtropical, tornando-se num inverno ideal, bem como refrescante durante o verão. O clima, naturalmente estimula a flora variada, como o mamão, limões, pêssegos, narcisos, gladíolos prosperam muito bem, embora a maioria das folhagens que se vêm em redor são da árvore do chá, e das plantas autóctones Kanuka e Manuka enquanto o crescimento selvagem de Pohutakawa (Metrosidero excelsa) florindo com magnificas flores vermelhas por volta de Novembro e Dezembro, daí o seu outro nome “Árvores de Natal”. Muitas vezes vim aqui à Baía das Ilhas, umas vezes a Opua, outras a Waitangi, como se pode ver pela foto de 28-1-1975. As paisagens são espectaculares e as praias são algo a não perder. Precisamente do lado oposto à Baía das Ilhas fica uma praia que se chame 99 Miles Beach e como o seu nome indica a praia nunca mais acaba.

MONTANHAS AZUIS (Nova Gales do Sul, Austrália):

As Três Marias, em Katoomba.

MONTANHAS AZUIS (Nova Gales do Sul, Austrália) – As Montanhas Azuis ou Blue Mountains, são uma cadeia de montanhas localizada a 60 kms a oeste de Sydney. Vistas de longe, as Montanhas são mesmo azuis, mas só de longe. Devem o seu nome à neblina azul que paira sobre as montanhas produzida pelo óleo de eucalipto, árvores muito abundantes na região. Elas têm uma altitude de 1100 metros, oferecem paisagens espectaculares, flora e fauna e que fazem parte do Blue Mountains National Park, que oferece excelente trilhos para caminhadas e que ainda está relativamente intocada. Também oferecem outras actividades como Rapel, Escalada e Canoagem, bem como alojamentos. Há alguns mirantes fabulosos e pontos de interesse no caminho para as montanhas. Excelentes vistas sobre o vale Jamison e, claro, para ver a espectacular cabeça de Wentworth. Katoomba é considerado como o principal centro turístico e área de visualização para as Três Irmãs, que se podem ver na foto de 14-12-1976. Neste dia o navio “Tss Fairstar” atracou em Circular Quay, mesmo em frente da Opera House. Eu meti-me num autocarro de excursões e aí vou eu para as montanhas, que há muito desejava visitar. Em Katoomba visitei a estação de Teleférico, o Hawkesbury Lookout e o mais largo telescópico privado do mundo. Mas a cereja no topo do bolo é sem dúvida as Três Marias. Os três picos rochosos que se vêm na foto são as chamadas Três Marias. De acordo com uma história dos sonhos dos aborígenes, as três pedras de enorme formação, eram três lindas irmãs cujos nomes eram Meehni, Wimlah e Gunnedoo da tribo Katoomba. As três irmãs apaixonaram-se por três irmãos da tribo Nepean mas as suas leis tribais proibiam o casamento. Os três irmãos não aceitaram essa lei e tentaram capturar as três irmãs pela força. Isso causou uma grande batalha tribal e as vidas das três irmãs foram ameaçadas. O feiticeiro decidiu transformar as irmãs em pedras para protegê-las pensando reverter o feitiço só depois da batalha terminar. Infelizmente, o feiticeiro foi morto na batalha e as três irmãs permaneceram como formações rochosas enormes e belas até hoje. Estas três magníficas formações encontram-se a 922m, 918m e 906. Perto daqui existe um teleférico onde se podem fazer passeios até ao funda da garganta onde estão os trilhos, e diversas cascatas, bem com trilhos perto da beira do “Canyon”. Crê-se que os exploradores europeus Blaxland, Lawson e Wentworth descobriram pela primeira vez as Montanhas  Azuis por volta de 1613. No entanto, os aborígenes já por aqui andavam há mais de 14 mil anos. Muitos acampamentos e sítios de artes, o machado de moagem, sulcos, gravuras rupestres e ferramentas de pedra existem em toda a região. Hoje, todas estas relíquias estão preservadas e sob protecção.

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