Viajando para Moncarapacho.

Viajando para Moncarapacho.

Olhão, 20 de Março de 2014.
Saindo de Olhão vamos deslizando estrada acima a uma velocidade reduzida porque não temos pressa. Só temos que lá estar por volta das 9,30h. Vamos a uma habitual caminhada domingueira na vila de Moncarapacho. Mas não é uma caminhada qualquer. Faz parte do Calendário Regional de Marchas-Corridas do Algarve que todos os domingos se realiza numa terra diferente do Algarve. Este domingo calhou aqui perto de casa. Cada prova é diferente e mesmo que já aqui tenhamos feito muitas caminhadas nesta vila, nunca há duas iguais. Por sinal, hoje até havia uma grande diferença da ultima vez que cá estivemos. É que hoje foi-nos apresentado um novo percurso o que deixa a malta sempre contente em conhecer novos caminhos pelo campo fora. Imagem

Quando chegámos ao local da concentração, também ele diferente, hoje foi no campo de futebol lá da terra, já o aquecimento tinha começado. Coisa estranha porque não é costume iniciar o aquecimento tão cedo. As organizações realizadas no concelho de Olhão são sempre muito ativas, com muito mais movimento que qualquer outra terra. Depois compreendi porquê. É que no palco já estava um rapaz novo, todo cheio de energia, que não parava de saltar com o intuito de pôr toda a gente a movimentar-se. O aquecimento estava a ser dado pelo especialista de zumba, o Ivan. Um bom aquecimento é muito importante para quem caminha. Mas primeiro ainda é preciso cumprimentar os amigos e conhecidos porque nestas andanças conhecemos muita gente que não conhecemos de lado nenhum. É um entretêm muito engraçado porque além de caminharmos podemos conversar com muita gente que só vemos ao domingo. Como o meu interesse também é tirar fotografias, primeiro começo por apanhar as caras mais diversas que me aparecem pela frente. Depois os grupos, as famílias, os amigos, os animais e depois coloco-me de maneira a poder fotografar a malta que se está esticando fazendo ginástica. Depois desta correria vou procurar fazer o meu próprio aquecimento. E não me posso descuidar porque tenho que ocorrer para o local da partida para os poder apanhar a todos e por isso tenho que me colocar bem à frente de todos. Às vezes há uma certa confusão porque nem sempre temos a certeza de onde será a partida porque muitas vezes se muda de percurso e ninguém diz nada a ninguém. Mas por acaso hoje até fomos informados e não houve confusão. Mas quando é dada a partida temos que nos desviar porque os da frente vão a correr, é a malta mais nova e cheia de força. A seguir vêm os que marcham e são um pouco mais apressados. Por último seguem os mais velhos e as mulheres que apenas querem caminhar. Normalmente eu incluo-me entre os dois últimos, embora, a princípio eu tenha que correr um pouco para poder apanhar os melhores angulas da partida mas depois tenho que seguir em passo apressado. Como a minha idade já não permite grandes correrias (tenho 72 anos) vou-me deixando ir ao sabor da caminhada. Aproveito para ver tudo. Sou muito observador e estou sempre atento aos pequenos pormenores. É isso que mais gosto nas caminhadas e sobretudo na fotografia. Adoro tirar fotos às flores e numa caminhada são tantas que não há mãos a medir. Mas não são só as flores, é tudo o que me aparece pela frente, como a arquitetura rural algarvia, sobretudo as paisagens e as gentes.

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Na caminhada de hoje reparei que os figos já começaram a tomar forma, os pessegueiros estão em plena floração cor-de-rosa, as laranjeiras estão carregadas de laranjas e com muita flor branca, as piteiras já apresentam também os seus figos-da-Índia, as flores silvestres continuam a subir e a abrir com o sol e a chuva do Algarve, os espargos silvestres continuam a ser apanhados pelas senhoras que chegam a levar para casa uns molhos suficientes para um acompanhamento de qualquer refeição, as mulheres são especialistas em escolher e colher todo o tipo de plantas que encontram à beira dos caminhos para esta ou aquela mésinha que só elas sabem, os cães de guarda ladram que se fartam quando passamos pelas casas que estão à sua guarda satisfeitos também por terem visitas, as paisagens são magníficas apesar do céu escuro a prometer chuva (mas não choveu), os campos cuidados ou descuidados faz com que as nossas conversas lamentem muitas das amendoeiras, alfarrobeiras e muitas outras se encontrem ao abandono. Os mais velhos comentam e explicam como antigamente sobreviviam com tudo o que a terra dava e a amargura que sentem por quase tudo estar ao abandono. Mas nem tudo está ao abandono, por aqui vêm-se muitos laranjais, muitas quintas arranjadas especialmente dedicadas à plantação de flores e plantas.

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Na caminhada de hoje reparei que os figos já começaram a tomar forma, os pessegueiros estão em plena floração cor-de-rosa, as laranjeiras estão carregadas de laranjas e com muita flor branca, as piteiras já apresentam também os seus figos-da-Índia, as flores silvestres continuam a subir e a abrir com o sol e a chuva do Algarve, os espargos silvestres continuam a ser apanhados pelas senhoras que chegam a levar para casa uns molhos suficientes para um acompanhamento de qualquer refeição, as mulheres são especialistas em escolher e colher todo o tipo de plantas que encontram à beira dos caminhos para esta ou aquela mésinha que só elas sabem, os cães de guarda ladram que se fartam quando passamos pelas casas que estão à sua guarda satisfeitos também por terem visitas, as paisagens são magníficas apesar do céu escuro a prometer chuva (mas não choveu), os campos cuidados ou descuidados faz com que as nossas conversas lamentem muitas das amendoeiras, alfarrobeiras e muitas outras se encontrem ao abandono. Os mais velhos comentam e explicam como antigamente sobreviviam com tudo o que a terra dava e a amargura que sentem por quase tudo estar ao abandono. Mas nem tudo está ao abandono, por aqui vêm-se muitos laranjais, muitas quintas arranjadas especialmente dedicadas à plantação de flores e plantas.

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