O MEU TOP-10 DE 2009:

  Durante o ano de 2009 consegui ler 24 livros. Nada mau. Dá uma bonita média de 2 livros por mês. Destes 24 escolhi os 10 de que mais gostei. Ei-los:

       PORQUE RAZÃO GOSTEI DOS LIVROS?

  1 – O ANEL-A HERANÇA DO ÚLTIMO TEMPLÁRIO de Jorge Molist  (Porque adoro aventuras e os Templários são uma aventura).
  2 – A ESTRELA DE GONÇALO ENES de Rosa Lobato Faria (Porque as aventuras dos portugueses pelo mundo são irresistíveis).
  3 – A PROFECIA CELESTINA de James Redfield (Porque de fantasia vivemos todos nós).
  4 – O HISTORIADOR de Elizabeth Kostova (Porque adorei a história de vampiros. Eu que detesto vampiros).
  5 – O TERCEIRO SEGREDO de Steve Berry (Porque Fátima continua a ser um mistério).
  6 – SAMARCANDA  de Amin Maalouf (Porque descobri parte da história da antiga Pérsia).
  7 – O BOM NOME de Jhumpa Lahiri (Porque a vida dos (e)imigrantes ainda é um mistério para todos nós).
  8 – MEMORIAL DO CONVENTO de José Saramago (Porque nunca compreendi Saramago e desta vez quase me convenceu).
  9 – 1808 de Laurentino Gomes (Porque descobri que afinal D. João VI não era medroso mas sim… manhoso).
10 – ANJOS E DEMÓNIOS de Dan Brown (Porque este escritor tem o dom de nos prender à história).
 
        Agora que estou reformado consigo ler de uma maneira diferente. Tenho mais tempo e paciência para apreciar as histórias e para digerir os seus ensinamentos. Mas nem tudo são rosas. Também tive livros de que não gostei. Será que devo mencioná-los? Acho que sim porque há-de haver gente que não concorda comigo. O facto de eu não gostar não quer dizer que não sejam bons livros. Simplesmente não me divertiram. Aqui estão:
 
   1 – CARTA AO PAI de Franz Kafka (Porque nada me dizia a carta. Talvez porque nunca tive pai. A verdade é que achei o livro muito chato).
    2 – O DELFIM de José Cardoso Pires ( Porque só falava de duas coisas: caça e bebidas, precisamente duas coisas que eu não gosto nada).
       
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SONHANDO:

Esta tarde, ouvi na televisão alguém dizer uma frase que me entrou no ouvido e me ficou a martelar. Uma frase bonita que dá que pensar.
 
 REALIZO OS MEUS SONHOS… SONHANDO.
 
Realmente, esta frase só se adapta àqueles que sonham muito e nunca conseguem realizar os seus sonhos. Será porque vão deixando andar e não lutam por eles? Ou será porque os sonhos são mesmo impossíveis? Existe de tudo um pouco. A verdade é que nem toda a gente nasce com o cú virado para a lua, como se costuma dizer. No meu caso, devo dizer que os meus sonhos (possíveis) consegui realizá-los todos mas os outros (os impossíveis), esses ficaram, todos por realizar. Uma coisa é a gente lutar por um sonho que por ser materialmente possível está ao nosso alcance. Outra é a gente desejar, por exemplo, um filho perfeito e ele sair torto. Lá diz o ditado: Quem torto nasce jamais se endireita. De qualquer forma vale a pena sonhar. Vale sempre a pena. Até porque às vezes acontecem milagres. Eu não acredito em milagres, mas que os há… há.

CAMINHADA DE OLHÃO A MARIM E VOLTA:

Hoje, 27/12/2009, pelas 10,30 da manhã resolvemos ir fazer uma caminhada até Marim e voltar. O dia estava sem sol, muito frio, com 9º mas não havia vento o que tornava a caminhada mais agradável. Metemos até aos Bombeiros e seguimos em frente pela Rua de Olivença até chegarmos à EN125. Cortámos à direita, passámos a rotunda do Pingo Doce e continuámos sempre pela 125 até à próxima Bomba de Gasolina.

Aí, metemos pela mata que vai dar ao Circuito de Manutenção até chegarmos junto do Parque de Campismo.

Contornámos todo o Parque até chegarmos em frente do Portão Principal. Seguimos pelo lado direito do Parque sempre junto à linha férrea até ao Palácio do Dr. João Lucio que estava fechado. Há uma passagem de nível mesmo em frente mas a entrada no Parque da Ria Formosa estava também fechado. Aguentando a resmunguice da Apolónia voltámos para trás até à entrada do Parque de Campismo. Aqui, junto à passagem de nível, tinha planeado ir até à beira-mar mas como a Apolónia se estava a tornar insuportável resolvemos voltar para Olhão.

Viemos sempre junto a linha do comboio, pela Av. Caloute Gulbenkian e pela pista de cilismo que alguém baptisou de "Recta do Sacrificio", não sei porquê e atravessámos a linha férrea na Quinta das Âncoras e viemos dar ao Bairro das Âncoras e depois à Zona Industrial. E seguimos até ao Intermarché.

Atravessámos aqui a linha férrea novamente e voltámos para casa. Tirando a resmunguice da Apolónia que nunca se cala de reclamar por tudo até que foi um bom passeio. Eu tinha visto os caminhos no Googled Earth mas o que vi não correspondia ao que eu queria. Esqueci-me que há passagens que estão cortadas e que não se vêm por satélite. Daí a resmunguice da Apolónia. Como ela tem horror à terra, não gosta de mato nem de campo vou ter que planear percurso urbanos que ela gosta mais e eu não gosto muito. Vá lá a gente entender as mulheres. Devemos ter andado, pelas minhas contas, uns bons 5 kms.

LUDWIG VAN BEETHOVEN da Sábado:

Acabei hoje de ler este pequeno livro de 40 páginas sobre a vida do mestre Ludwig Van Beethoven e gostei muito porque fiquei a saber mais sobre a vida deste génio da música. O livro, editado pela revista Sábado trás dentro um envelope com um CD em que se pode ouvir a SINFONIA Nº 5 e a SINFONIA Nº 6 (Pastoral) que hoje, dia de Natal, eu estive ouvindo no final do dia. Gostei, sobretudo, da Sonfonia nº 5.

SOLEDAD de Raffaello Bergonse:

Terminei hoje de ler este ligeiro romance de amor. Tem 175 páginas e embora tenha gostado trata-se de um livro mais próprio para raparigas adolescentes.
"Um livreiro que arrasta velhos fantasmas.Uma mulher deslocada. Um estranho aguarelista solitário. SOLEDAD é a surpreendente narrativa do encontro improvável de três vidas muito diferentes, e das suas consequências irreversíveis. Uma fábula de amor e destino, que tem como testemunhas as imensidões rochosas do Nordeste Alentejano."
(RAFFAELLO BERGONSE vive em Lisboa. Tem como paixões a escrita e a ilustração, sendo autor e ilustrador de vários livros infantis. Desde cedo se apaixonou pelo Nordeste Alentejano, terra de seus antepassados e pela extraordinária região de Marvão. É para lá que foge sempre que lho permitem, e onde deixa que as  pernas o nlevem a si e aos seus cadernos por trilhos de cabras e velhos caminhos que lhe aparecem à frente, só para ver onde vão dar.)
 

CAMINHADA NO PARQUE NATURAL DA RIA FORMOSA EM GAMBELAS:

20/DEZ/2009 – Esta manhã quando me levantei o termómetro marcava 7 graus. Estava um frio dos diabos. A nossa temperatura nornal a esta hora da manhã geralmente anda por volta dos 15 graus. Portanto, hoje tinhamos um dia anormal. Lá nos metemos no carro e fomos até às Gambelas, próximo do aeroporto de Faro e junto à Universidade. Quando lá chegámos só vimos meia dúzia de gatos pingados.
 
Mesmo assim quando partimos fiquei muito admirado porque já éramos uns 70. Com o frio que estava lá nos metemos ao caminho resmungando com saudades do vale de lençóis que tínhamos abandonado.
 
Confesso que escolhi mal a roupa que trouxe. Falta de experiência neste tipo de tempo apesar de ter enfiado três camisolas e um fato de treino. Normalmente dou-me por satisfeito com uma T-Shirt e o fato de treino mas desta vez saiu-me tudo mal. O que vale é que ao fim do primeiro quilómetro o sol deu um arzinho da sua graça e pudemos descontrair um pouco. Felizmente o vento era muito fraco e a vegetação densa dos pinheiros protegeu-nos bastante.
 
Nos primeiros quilómetros o terreno que pisávamos era normal e não incomodava mas depois passámos por caminhos de areias revoltas e moles o que dificultou bastante a progressão do caminho. Mesmo assim era agradável a caminhada e o frio já não incomodava tanto.
 
Até que chegámos a um terreno mais elevado. Uma espécie de miradouro. A marcha parou e todos se reuniram esperando pelos mais atrazados. A paisagem era bonita e via-se ao fundo a Ria Formosa e as salinas. Uma funcionária do Museu de Faro explicou-nos tudo sobre a Ria, a fauna e a flora.
Já tenho feito muitas caminhadas mas ainda gostava de ver um dia alguém que nos fosse explicando os nomes das flores e plantas e das aves que fossemos encontrando pelo caminho. Creio que não deve ser fácil organizar um passeio assim mas era giro.
E lá seguimos caminho, agora descendo em direcção ao mar por terrenos moles. Há por aqui muitos caminhos com marcas de rodados de viaturas que suponho servem para diversão de viaturas de todo o terreno. Também havia muitas pégadas de cavalos que é outro meio de passear de gentes com outras posses.
 
Depois de atravessarmos uma enorme clareira por caminhos de areia como se pode ver esperáva-nos, ao longe as densas matas de pinheiros e de eucaliptos.
 
Aqui a paisagem mudou. Das clareiras e densos matagais de pinheiros passámos para um arvoredo mais alto e mais denso porque havia muitos eucaliptos que formavam túneis pequenos mas muito agradáveis.
 
E assim andámos os 7 kms com relativa facilidade. À chegada, somos sempre os últimos, porque a Apolónia anda devagar por causa dos bicos de papagaio mas chega sempre. Mas ainda chegámos a tempo de participar na ginástica de descompressão e alongamentos. Gostámos muito do passeio mas ficámos um pouco decepcionados porque não vimos bicharada nenhuma porque as zonas húmidas eram um pouco mais abaixo.

A IRMANDADE DO SANTO SUDÁRIO de Julia Navarro:

Acabei de ler este livro com 397 páginas em 18/DEZ/2009. Gostei muito embora não seja tão intenso como outros que já tenho lido sobre os Templários. É um tema que não se esgota e por isso tem que ser muito rigoroso nos dados históricos e isso quase todos os autores conseguem. O mais dificil é arranjar um bom final. Aqui quase todos falham porque a ânsia de fazer um final diferente acaba por estragar a história. De qualquer forma eu gostei muito do livro. O que falta neste livro é a apresentação da escritora. Afinal quem é ela? O livro nada diz e isso parece-me uma grande falta. Tive que ir à Net saber quem é esta senhora. A sorte é haver Net. E aqueles que não têm Net, como ficam?
" Um incêndio na catedral de Turim, onde se venera o Santo Sudàrio, e a resultante morte de um homem ao qual tinham cortado a língua são os detonantes de uma trepidante investigação policial do Departamento de Arte, capitaneado pelo detective Marco Valoni.
Juntamente com a perspicaz e actrativa historiadora Sofia Galloni e com uma jornalista ávida de respostas, o grupo de Valoni deverá resolver um enigma que começa com os templários e chega até à actualidade. Um trama que tem como nexo de união uma elite de homens de negócios, cultos, refinados e muito poderosos. Os investigadores não fraquejarão no seu empenho de demonstrar que os acontecimentos da catedral estão relacionados com o Santo Sudário e com as vicissitudes que viveu ao longo da história, desde Jesus Cristo até ao antigo império bizantino, à Turquia, à França de Filipe o Formoso, à Espanha, a Portugal e à Escócia.
Com a história e a imaginação como pontos de partida, este romance consegue surpreender o leitor em cada página e deixá-lo sem fôlego, abrindo-lhe as portas a uma fascinante viagem pelo passado, pelo presente e pelas insuspeitáveis relações entre ambos.
 

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