LOLITA de Vladimir Nabokov:

Acabei hoje de ler LOLITA de Vladimir Nonokov e embora reconheça que deve ser um livro interessante para muita gente na verdade não me conseguiu entusiasmar. Li-o apenas por curiosidade mas não gostei. Tem 277 páginas e custou apenas um 1 Euro por ser uma publicação agregada à revista Sábado.

"Humbert Humbert é um professor de meia-idade e Lolita, a filha da sua senhoria é uma jovenzinha de doze anos perturbadoramente bela e provocante. Com estes elementos foi construída a história da obsessão amorosa mais famosa do século XX, um apaixonante romance de amor que abala todas as consciências ao destapar a poderosa e "perversa" atracção que podem exercer as denominadas «ninfitas». Este itinerário desenfreado pelas estradas da loucura e da morte, que mergulha nas paixões humanas até as levar ao extremo, é também um retrato devastador dos Estados Unidos de meados dos anos cinquenta, com os seus horrores suburbanos e a sua triunfante subcultura."
VLADIMIR NABOKOV nasceu na Rússia em 1899 e faleceu na Suìça em 1977. Professor de literatura, entomologista e criador de problemas de xadrez, é uma figura incontornável da literatura universal. LOLITA, adaptada ao cinema em duas ocasiões, é um dos mais importantes romances contemporâneos, e o nome da sua personagem feminina ficou indelevelmente marcado na cultura ocidental. Além desta obra-mestra, Nabokov deixou romances como A VERDADEIRA VIDA DE SEBASTIAN KNIGHT, FOGO PÁLIDO, O DOM, PNIN, ADA OU ARDOR ou TRANSPARÊNCIAS, bem como diversos livros de contos, critica literária e autobiográficos.
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MARCHA-PASSEIO DE PECHÃO:

24/JAN/2010 – Eram 9,00h da manhã quando saímos do Largo da Estação de Olhão e dez minutos depois estávamos em Pechão onde se ía realizar a Marcha-Passeio deste domingo.

A Apolónia vai metendo a conversa em dia enquanto esperamos pelas outras camionetas que vêm de outros pontos do Algarve.

Nós tiramos o boneco do costume para mais tarde recordar.

E vamos assistindo às brincadeiras dos jogos tradicionais que a Junta de Freguesia de Pechão coloca à nossa disposição.

A Apolónia diverte-se no meio das outras pessoas. Só está bem no meio de muita gente. Feitios.

O Hélder (aqui de costas) gosta muito de meter toda a gente a mexer-se e não larga o microfone um segundo. Se pudesse, levava o microfone na marcha para puxar pela malta.

E a largada foi dada. É vê-los pela ladeira acima. Parece que todos querem ser os primeiros mas depois vão esmorecendo e alguns chegam com a língua de fora mas, nornalmente chegam todos.

Depois de tanta chuva o dia hoje estava bem bonito e foi um encanto ver que as amendoeiras já começaram a florir. Ainda são poucas mas já se vêm algumas.

E nós lá continuámos subindo, por caminhos de terra batida, umas vezes, e outras de alcatrão.

Mas a paisagem é sempre bonita. Vê-se e sente-se que a Primavera quer entrar e toda a gente danadinha para a receber de braços abertos.

O pelotão não parte e as pessoas vão andando alegremente porque o dia estava realmente lindo.

Até as amendoeiras vão alegrando a nossa caminhada.

E agora começa a vir o mais interessante. Virando a objectiva para este lado reparo que por aqui deve haver uma bonita igreja para se ver. Qual não é o meu espanto quando reparo que estamos nas traseiras e nem sequer passamos perto da frente. Eu nem queria acreditar. Os individuos que programaram esta caminhada não estão nada interessados em nos mostrarem as suas belezas arquitectónicas. Será possível?

Mas era mesmo possível. Tivemos a segunda surpresa quando passámos em frente e este monumento que ninguém viu. Passou ao lado de muita gente. Creio que só eu o vi, porque tenho o hábito de vasculhar tudo até onde a minha vista alcança. Trata-se de um poço de 1754 como reza a pedra inscrita que lá está. Nada mais sei porque ninguém nesta terra está interessada em divulgar seja o que for. Já agora Sr. Presidente da Junta de Pechão, era bom que soubesse que uma caminhada se tornaria muito mais interessante se Vossa Excelência deixasse que os caminhantes "vissem" as vossas preciosidades. Para isso, e tão só, bastava que nos fizessem passar junto delas. Bastava isso.

Como monumento desta terra restou-nos esta antiga nora. E se a vimos era porque não havia outra hipótse. Estava no nosso caminho. Assim estivessem as outras. Tirando este lamentável desinteresse pelos seus monumentos posso dizer que até gostei muito do passeio. Esperemos que para o ano que vem, se ainda por cá andarmos, o Sr. nos dê a oportunidade de apreciarmos melhor o que há de bom para ver nessa terra. E fica-me uma dúvida. Será que ainda há mais alguma coisa de interesse para ver e que não nos deixam ver?

MARCHA PASSEIO DE PADERNE:

17/JAN/2010. Partimos do Largo da Estação em Olhão às 8,30h da manhã e uma hora depois estávamos em Paderne para participarmos na Marcha-Passeio desta vez organizada por esta vila.

Chegámos a este Largo onde o caminhantes se começaram a reunir. Aqui nos ofereceram um boné. Tratámos de ir à casa de banho e fomos para o local de partida.

Aqui estamos nós preparados para os 5,400 metros que tencionamos fazer.

Como em todo o lado há sempre um bobo-da-corte e este vai comandando a partida que se deu de forma muito desorganizada.

Embora pareça um caminho feio a verdade é que não foi um percurso muito mau, atendendo aos dias de chuva que se têm feito sentir por todo o País. Alguns pedaços maus mas de uma maneira geral os caminhos estavam razoáveis.

Havia bastantes subidas e algumas um pouco difíceis mas todo o percurso foi facilmente percorrido por gente que já está habituada a estas andanças.

Espectáculos destes são normais no Algarve nesta época do ano. Porém, devido às últimas chuvadas o desbrochar das amendoeiras este ano está muito atrazado, de qualquer forma aqui fica um cheirinho. Agora é só fazer um pouco de sol e dentro de uma ou duas semanas teremos o habitual manto branco a cobrir os nossos campos.

E lá continuámos a subir e a descer até…

…chegármos de novo ao ponto de partida.

Eu ando sempre atento às flores silvestres mas por agora nada se vê, a não ser junto às casas onde a mão do homem dá um jeitinho. E não é que junto ao campo de futebol me deparo com esta flor silvestre que nem sequer sei o nome. Era tão pequenina que precisei defotografá-la em Macro. Linda, não é?

 

ALOE VARIEGATA:

A minha ALOE VARIEGATA está um espanto.

À uns dias atrás resolveu começar a dar flôr.

Já tenho esta planta  há mais de um ano e não fazia ideia de como eram as suas flores.

Agora já sei. São lindas e pelos vistos as últimas chuvadas só lhe fizeram bem. Infelizmente algumas plantas estão em sérias dificuldades por excesso de água mas mesmo assim não é nenhuma catástrofe.

UMA CANA DE PESCA PARA O MEU AVÔ de Gao Xingjian:

A 13/JAN/2010 acabei de ler este pequeno livro (94 páginas) de um autor chinês, Prémio Nobel em 2000, que não conhecia. Na verdade, creio que nunca tinha lido nada tão leve. A sua escrita é tão leve que até parece que estamos a ler para crianças, o que é muito curioso. Gostei muito.
     "UMA CANA DE PESCA PARA O MEU AVÔ (1986) é um conjunto de seis relatos do autor vivo mais prestigiado da literatura chinesa. Exceptuando INSTANTÂNEOS, acabado em 1990 e acrescentado mais tarde, estes contos foram escritos antes do exílio do autor em França eda escrita da sua obra expoente, A MONTANHA DA ALMA. Não obstante, já anunciam grande parte do universo temático de Xingjian: a infância, a memória, a idealização da natureza, o conflito entre modernidade e tradição, etc. Com um estivo em que sobressaem a sensualidade e a sobriedade retórica, em UMA CANA DE PESCA PARA O MEU AVÔ, Gao Xingjian brinda-nos com pequenas histórias  repletas de ternura, bem como situações do quatidiano que convidam a reflexões gerais sobre a situação da sua China natal e, em última instância, sobre a condição humana."
     GAO XINGJIAN foi o primeiro escritor chinês a receber o Prémio Nobel. Nascido em 1940, teve de enfrentar as terríveis consequências da invasão japonesa, durante a sua infância e adolescência. Intelectual e escritor precoce, Xingjian estudou a língua e literatura francesas, não tardando muito a fazer parte da lista de "indesejáveis" do regime durante a Revolução Cultural, ao ponto de ser internado num campo de "reeducação", entre 1966 e 1976. Em 1986, foi proibido de publicar na China e, no ano seguinte, decidiu pedir asilo político à França. Actualmente, reside neste país e tem nacionalidade francesa. A obra mais conhecida de Xingjian é A MONTANHA DA ALMA, escrita entre 1982 e 1989, na qual relata a peregrinação de um etnólogo pela China Setentrional, durante a Revolução Cultural, em busca de culturas minoritárias. O seu ENSAIO PRELIMINAR SOBRE AS TÉCNICAS DA FICÇÃO MODERNA (1981) suscitou uma violenta polémica acerca do Realismo Social. No ano seguinte, obteve um grande êxito com SINAL DE ALARME, a primeira peça de teatro experimental a ser levada à cena em Pequim, depois de muitos anos de proibição. Foi a outra obra dramática, PARAGEM DE AUTOCARRO (1983), que o tornou, definitivamente, um inimigo declarado do regime. Recebeu o Prémio Nobel em 2000.

A CAMINHADA EM ALGOZ (QUE NÃO HOUVE):

Olhão, 11/JAN/2010.
Eram 8,30 da manhã quando largámos do Largo da Estação em direcção a Algoz pela Via do Infante. Quando daqui saímos já chuvia e todo o caminho foi chuvendo. Quando chegámos a Algoz, uma hora depois continuava chuvendo. Foi numa corrida que saímos do autocarro para o edifício da Junta de Freguesia. Felizmente havia um alpendre onde as pessoas se refugiaram da chuva.

Entretanto aproveitámos para ir à casa de banho e quando chegámos havia cada vez mais pessoas porque os autocarros de outras terras íam chegando também uns atrás dos outros. Aproveitámos para ver os presépios no primeiro andar.

Lá fora continuava chuvendo e não tinha cara de ir parar nas próximas horas.

Debaixo do alpendre tudo estava preparado para os comes e bebes e como não havia mais nada para fazer o pessoal atacou o bufet porque a situação pedia algo de quentinho para aquecer a goela. Não é que estivesse frio que até não estava mas ver chover é uma situação triste que se afaga com uma bebida quentinha e uns bolinhos.

O problema é que estávamos muito apertados. O local onde as pessoas se encontravam não era suficiente para tanta gente e o bufet encontrava-se num sítio nada adequado à situação. Bem sei que a situação era de imergência e desenrasque no entanto quem entrasse no bufet já não podia sair o que originou uma grande confusão de gente que se sentia muito apertada. Eu optei por não ir ao bufet e voltei para o autocarro.

Continuava chuvendo. Era impossível fazer a caminhada e portanto só nos restava voltar para as nossas terrinhas. Foi o que fizemos. De qualquer forma não considero um dia perdido. Saímos de casa, fomos dar um passeio à chuva, é certo, mas o autocarro ía cheio. O Helder, como de costume animou a malta com as suas velhas anedotas que já todos sabemos de cor mas que todos continuamos a rir. De regresso a Olhão chuvia a bem chuver. Estive mais de meia hora na Estação à espera que a chuva parasse e como não parava resolvemos meter os pés a caminho. Apanhámos uma molha mas até um dia destes acaba por ser divertido. Pelo menos foi diferente.

O QUARTO PROTOCOLO de Frederick Forsyth:

O QUARTO PROTOCOLO de Frederick Forsyth.
Acabei de ler em10/01/2010. Tem 379 páginas este livro de espionagem muito interessante. Como sempre gostei deste género devorei-o do principio ao fim.
 "O Quarto Protocolo era um acordo secreto entre os dois grandes blocos que proibia a utilização de armas nucleares de modos não-convencionais. Alguém do KGB decide quebrar este acordo detonando uma pequena bomba atómica numa base norte-americana na Inglaterra, simulando um acidente. Se o plano tivesse êxito, colocaria o povo britânico contra os seus aliados, fracturando a unidade a unidade da OTAN… No entanto, este maquialévico plano é apenas uma parte de outro projecto ainda mais inquietante… Com este grande clássico da literatura de espionagem Forsyth conseguiu mostrar como nenhum outro escritor as engrenagens que moviam o mundo da Guerra-Fria, um cenário muito próximo da lealidade actual do que se pensava até bem recentemente."
  FREDERICK FORSYTH nasceu na Inglaterra, em 25 de Agosto de 1938. Estudou na Universidade de Granada (Espanha), foi piloto da RAF e jornalista da BBC, antes de se dedicar à literatura. Desde então escreveu mais de uma vintena de romances, dos quais se venderam mais de 70 milhões de exemplares em todo o mundo e que foram objecto de diversas adaptações ao cinema e à televisão. Além de O QUARTO PROTOCOLO, ADAPTADO ao cinema num filme homónimo, protagonizado por Michael Caine e Pierre Brosnan, escreveu numerosos romamces como CHACAL, ODESSA, OS CÃES DA GUERRA, ALTERNATIVA DIABÓLICA, O NEGOCIADOR, O EMBUSTEIRO, O PUNHO DE DEUS, O VINGADOR e O AFEGÃO.
 

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