MARCHA-PASSEIO A CASTRO MARIM:

OLHÃO, 29/Março/2010 = A Marcha-Passeio de hoje foi em Castro Marim, mais própriamente na Reserva Natural do Sapal.

Ás 8,30h da manhã, conforme o combinado quase toda a gente se apresentou em frente da Estação da CP. Mas como esta noite os relógios adiantaram uma hora houve uma grande confusão de horários e acabámos por sair eram 8,45h.

Metemos pela Via do Infante e 35 minutos depois entrávamos em Castro Marim. O autocarro foi parar muito perta desta Igreja, aliás Ermida de São Sebastião.

Entretanto, a malta foi-se reunindo lentamente junto ao Pavilhão Municipal.

Havia por ali uma tenda que oferecia bolinhos secos e umas bebidas que eu não costumo aproveitar porque provocam umas filas enormes em que eu não posso perder tempo nelas.

O dia estava bonito e apetecível para caminhar. Um professor lá da terra começou a fazer o aquecimento.

Faltavam 2 minutos para as 10h quando os impacientes do costume resolveram começar a andar mesmo sem ter sido dada a partida. É sempre esta impaciência de alguns que provoca falsas partidas e que os organizadores não conseguem controlar por muito que peçam para esperar pela ordem de partida.

E aí vamos todos a reboque dos impacientes. Como se pode ver a moldura humana até era bonita mas não me pareceu muita gente.

Existem variadissímas razões para muita gente não vir mas creio que uma delas eram os 3,5 de percursos pequeno. Pelos comentários que ouvi as pessoas achavam o percurso demasiado pequeno.

A Apolónia fez questão desta fotografia e como nunca se pode dizer não a uma mulher, ela aqui está.

Chegados aqui havia que decidir qual dos percursos nós iriamos. Optamos pelo percurso maior por 3 razões. A primeira porque também achámos muito pequeno o percurso menor. A segunda porque todo o terreno era plano e portanto seria fácil de caminhar. A terceira porque estava interessado em ver os tais flamingos que no seu discurso o vereador nos prometeu. Eu já devia ter idade suficiente para não acreditar em politicos e a verdade é que não vi uma única ave em todo o percurso.

Tirando esta que tem vista previligiada lá de cima, não vi mais nenhuma.

E assim lá metemos pernas ao caminho e fomos atrás dos outros.

Atravessámos esta ponte e entrámos no Sapal.

Estava um lindo dia e nós aproveitámos bem para caminhar por um local completamente diferente do habitual.

Terreno muito plano sem uma única árvore e arbustos muito rasteiros com muitas valas e grandes voltas mas de rara beleza.

Parece que por aqui ainda se fabrica o sal artezanalmente como se pode ver por este monte branco lá atrás.

E com tanta voltinha lá vamos progredindo no terreno.

Quilómetro após quilómetro lá vamos andando.

O terreno até que não estava nada mal, apesar de alguns buracos estava perfeitamente transitável para peões.

Esta planta, que me parece uma Sarcocornia parece haver muita por aqui. Ao princípio pareceu-me uma Suculenta e tratei logo de apanhar uma poda para colocar num vaso mas não me parece que tenha sido boa ideia porque investigando a planta vim a saber que se dá em terrenos salobros e portanto não deve dar em vaso. Veremos.

Lindo o terreno e não só pelo colorido.

Todo o caminho é um espectáculo.

Estamos a chegar ao fim do Sapal pelo que já começam a ver-se árvores.

E outro tipo de terreno, esburacado e com poças de água.

Ma a água ainda marca presença nestas paragens. Vejam a beleza destes Juncos misturados com outras plantas aquáticas.

Já chegámos à estrada e saímos do Sapal. Agora vamos pela estrada em direcção a Castro Marim que ainda fica a 2kms. Da estrada até já se vê a Ponte sobre o Guadiana.

Agora que estamos fora do Sapal vamos vendo outro tipo de vegetação. Tal como este Piorno Branco.

Ou estas lindas flores azuis que ainda não descobri o nome.

Os Cardos já são mais conhecidos e começam agora a florir.

Lá no cimo temos um Castelo todo pintadinho de branco. Ainda não compreendi muito bem porque é que Castro Marim tem duas Fortalezas. Este de branco e um Castelo mais antigo. Não chegava um?

Lá no alto temos a Igreja de Santo António. É uma pena nunca incluirem o mais bonito de se ver nas Marchas-Passeios. Esta mania de que a gente vem só para caminhar não me entra na cabeça.

O que vale é que estamos sempre a tropeçar com as flores. Não é bonita esta Alfazema (Lavandula Officinalis)?

E isto, o que será? Um coreto? Talvez sim, talvez não.  É que só consegui tirar a foto com o ‘zoom’ e portanto de longe.

O mesmo aconteceu com este bonito moínho. Já agora, senhor vereador, deve ter sido o senhor que organizou este percurso e se me permite deixo aqui uma sugestão. O percurso pequeno que era apenas de 3,5kms podia ser aumentado com uma passagem por estas belezas no alto de Santo António. Que lhe parece? Não ficava uma Marcha espectacular? Claro que sim.

A vista por aqui também é bonita.

As casas são outra coisa digna de se ver e por aqui até as casas simples são bonitas.

Outro cantinho muito agradável e um monumento em homenagem a todos os músicos e compositores do Mundo. O painel de azulejos foi o único que encontrei. Deve haver mais mas não tive a sorte de os ver.

E como de costume aqui deixo os despojos desta caminhada. Água, laranja, bolos secos, jornal e a famosa Sarcocornia. Foi um belo passeio numa bela manhã de Domingo numa bela povoação do Algarve.

Anúncios

CAMINHADA AO CIRCUITO DE MANUTENÇÃO DE OLHÃO:

OLHÃO, 26/MARÇO/2010 = As turmas das aulas de Ginástica do Desporto Sénior resolveram fazer uma Caminhada, porque o dia prometia e variava a monotonia da humidade do Pavihão onde costumamos fazer a nossa ginástica. Alguém dedidiu que iriamos até ao Circuito de Manutenção junto ao Parque de Campismo. E daqui saímos às 9,10 da manhã, atrazados, como mandam as boas normas deste País.

E desorganizados como somos lá partimos todos à balda, cada um por si. mas sabendo que todos que todos lá chegaríamos. Aqui tenho que fazer um reparo. Não sei quem é que organizou a caminhada mas quem o fez devia ter em conta que isto de tomar conta de séniores é o mesmo que tomar conta de crianças, embora nenhum de nós goste de o admitir. Neste caso, de uma caminhada, o (ou os) professor devia ir à frente e levar toda a gente atrás, para evitar que cada um vá por seu lado sem ter a certeza de ir bem ou mal, indo uns por um lado e outros por outro. Eu sei perfeitamente que os professores procuram dar-nos o máximo de liberdade tanto mais que ninguém é obrigado a andar aqui nem tão pouco se justificam regras rigidas. Mas um pouco mais de organização também não fazia mal a ninguém.Tirando isto, até que correu tudo muito bem. Toda a gente fez exercício, todos se divertiram e todos comeram e beberam.

E agora falemos de flores. Sim, porque as flores também fazem parte das nossas vidas. Observá-las é das poucas coisas que um velho pode e sabe fazer bem. Já reparou que estas duas preciosidades estavam (e estão) mesmo em frente ao Pavilhão de onde saímos tantas vezes? Quando caminhar não vá só olhando para o chão, embora olhar para o chão, na nossa idade também é muito importante. Temos que saber onde pomos os pés mas também é bom colocar os olhos em coisas lindas, como por exemplo, as flores. De qualquer forma, se não gosta de flores, experimente apreciar os desenhos das calçadas portuguesas. Já não precisa de levantar a cabeça. E olhem que sou eu que vos digo. Já viajei por todos os Continentes, já naveguei por todos os mares e há poucos países onde eu ainda não estive e garanto-vos que não há nenhum outro país neste Mundo com Calçadas lindas empedradas à nossa maneira. Por isso, olhar as flores, pode ser um passatempo muito agradável. Tal como apreciar os desenhos das Calçadas à Portuguesa e em Olhão há muito que ver. Outro agradável passatempo são os azulejos. Sabiam que há mais azulejos em Portugal do que em toda a Europa? Mas há muito mais coisas interessantes. É só abrir os olhos, largar o sofá e vir para a rua. Se calhar, você nem conhece a sua rua. Sabe o que é uma Platibanda? Em Olhão deve haver tantas como as casas que têm açoteias. Uma platibanda é o muro de uma açoteia. O muro da açoteia que vira para a rua normalmente tem um desenho. É um bocado difícil encontrar dois desenhos iguais. Vá observando e verá que é um divertido passatempo apreciar os respectivos desenhos.

Para continuar, tivemos que atravessar a linha do comboio. Pular em cima de pedras não é fácil para alguns mas acaba por ser diferente e divertido andarmos aos saltinhos.

E lá vamos pela Avenida fora. Passámos a ponte onde fomos obrigados a apreciar os ‘graffitis’ selvagens. Uma forma de arte moderna que nós, os velhos, não compreendemos lá muito bem. Fomos criados com paredes brancas e limpas e de repente, sujam-nos as paredes das nossas casas e ainda temos que nos calar porque de arte não entendemos nada. Modernisses.

Mas deixemo-nos de coisas tristes. É muito mais interessante e reconfortante apreciar o que nos vai aparecendo nas bermas da avenida por onde vamos caminhando. Observem só estas Piteiras-da-Índia, que já dão figos e das Mimosas que já dão flor. Hoje já ninguém liga aos figos das Piteiras, mas noutros tempos em que a fome apertava estes figuinhos eram um autentico petisco. Lembro-me que lá no Ribatejo onde nasci eu costumava roubar a tenás da lareira dos meus avós para ir aos figos-de-piteira. Quase sempre as mãos do meu avô sacudiam o meu rabo deixando-o cor-de-rosa e as mãos da minha avó pacientemente me aliviavam dos espinhos com a ajuda de azeite. As Mimosas, que sempre aparecem por altura do Carnaval à Páscoa, serviam para alegrar as jarras de flores que naquele tempo não dava para mais. Outros tempos.

Já repararam nestas plantas? Não são bonitas? É uma ‘Agave Attenuata’ e tenho uma no meu quintal à já alguns anos. Está sempre verdinha.

E que dizer da Alfarroba? Está verdinha agora. Depois, lá para o fim do Verão ficará preta e dura. Outra planta que disfarçava a fome doutros tempos. A malta nova agora nem sequer sabe o que é quando olham para elas. Ainda bem que eles não têm que passar a fome que nós passámos.

Uma cena que já raramente se vê. Algum cigano que deixou aqui o animal para aproveitar os bons pastos desta altura do ano. Antigamente, esta era uma cena quotidiana. Até os animais vão desaparecendo. Assim como nós.

E a malta lá vai indo, apreciando as belas vivendas de gente abastada e as flores das Mimosas que temos que aproveitar agora antes que murchem.

Quem vive na cidade nem se apercebe da beleza do campo. Foi só andarmos um pouco e entrarmos neste pinhal para que a cidade deixasse de existir e os nossos olhos apreciassem tanto verde e amarelo.

E chegámos ao Circuito de Manutenção. Há que relaxar um pouco. Cada um acomoda-se.

A paisagem verde e amarela é um espectáculo.

Mas as flores silvestres continuam a chamar a minha atenção. Linda, não é?

O pessoal vai enchendo os pulmões deste ar puro enquanto esperamos por novas orientações.

E a Profª Elsa diz como é: 3 voltas ao circuito para aquecer.

E nós lá vamos. Está tudo cheio de vontade de andar.

A Profª Elsa também gosta de ‘clicar’ para mais tarde recordar.

E nós caminhamos, caminhamos…

Mas surgem flores brancas e nós caminhando…

…caminhando, caminhando…

Outras flores roxas. Há muitas por aqui. Têm o condão de desenjoar o verde-amarelo.

Esta abelha anda entretida a polonizar este Arroz-dos-Muros (Sedum brevifolium).

 

Muito amerelo há nos campos na Primavera. Esta é diferente mas não sei o nome.

Até os Pinheiros têm pinhas novas de um castanho agradável no meio de tanto verde e amarelo.

Estamos quase a fazer as três voltas.

Agora é só procurar um sítio para aliviar as águas. Procurando também se encontram outras flores diferentes. E esta azulinha está a ficar bem bonita.

Mas no meio das árvores a paisagem muda um pouco. Vejam estas branquinhas à mistura com outras roxas.

Enquanto me alivio vou olhando em volta. O centro da vegetação é outro espectáculo visto daqui.

Do outro lado tem este aspecto. Mais fechado mas lindo.

Enquanto toda a gente dá ao dente atacando os folares (não me parece boa ideia esta de trazer doces, podiam ter sugerido algo mais saudável, mas também compreendo que os doces movem tanto as mulheres como o futebol move os homens) eu continuo olhando em volta.

Eu nunca como doces. Não gosto nem nunca gostei. Creio que só era capaz de comer um doce se estivesse a morrer de fome. Eu vim bem alimentado de casa. Não saio de casa sem tomar um bom pequeno-almoço de leite, cereias e fruta. O resto é paisagem… como esta, em cima.

Mas a festa ainda não acabou. As mulheres, quando querem, têm mais energia que os homens, se calhar é dos doces. Estão sempre saltando.

Para bailar, então, estão sempre prontas. Mesmo cansadas.

Olhem bem p’ra isto. Elas parece que estão sempre ligadas à corrente.

Aqui a Apolónia não pára o dia todo. Quanto mais cansada está mais energia tem. Mulheres.

E também comem. Limpam tudo. Nunca dizem que não a um docinho.

E chegou a hora da descompressão. Toca a relaxar. O Helder gosta muito destes exercícios.

E iniciamos o regresso passando pelas Mimosas floridas.

A Caminhada foi agradável, melhor que muitas Marchas-Passeios que nós fazemos aos Domingos por esse Algarve fora. Esperemos que haja mais.

OS FILHOS DA MEIA-NOITE de Salman Rushdie:

OS FILHOS DA MEIA-NOITE de Salman Rushdie. Terminei hoje, 23/3/2010, de ler este calhamaço com 437 páginas, escrito por uma pessoa meio-doida. Na realidade, este escritor deve ter alguma pancada exactamente como os seus personagens. Nisso, ele até é bom a descresver as pancadas dos seus inventados. É uma confusão tremenda do princípio ao fim do livro, o que demonstra que os génios são todos doidos. Pode ser que muita gente goste dos seus escritos mas eu garanto-vos que a partir de agora o seu nome será para mim, puramente ignorado. Estou no meu direito de não gostar, e não gostei. Note-se que eu até já estive na Índia várias vezes e nada tem a ver com como ele descreve a sua Índia. Agora começo a compreender porque é que os muçulmanos não gostam dele.

"À meia-noite do dia 15 de Agosto de 1947, no momento exacto da independência da Índia do Império Britânico, nasce em Bombaim Saleem Sinai… A sua vida vai acompanhar e sofrer todas as convulções dos primeiros trinta anos da vida da Índia, incluíndo a separação do Paquistão, a guerra Indo-Paquistanesa e o Estado de Emergância de Indira Ghandi. Esta obra, o mais impressionante fresco alguma vez escrito sobre a Índia comtemporânea, conquistou em 1981 o Prémio Booker e recebeu em 1993 o Booker of Bookers, concedido ao melhor de todos os livros galardoados com o Prémio Booker nos seus primeiros 25 anos de existência. Em 2008 foi declarado o melhor romance vencedor do Booker de todos os tempos."

(Sir Ahmed Salman Rushdie nasceu na então Bombaim, no 19 de Junho de 1947. Estudou na Inglaterra e é licenciado em História pela Universidade de Cambridge. Trabalhou em conhecidas agências de publicidade antes de se dedidcar a tempo inteiro à literatura. Em 1981 publicou a sua grande obra-mestra OS FILHOS DA MEIA-NOITE, e em1989, OS VERSÍCULOS SATÂNICOS, que mudou radicalmente a sua vida, pela fatwa que o Ayatollah Khomeini ditou contra ele condenando-o à morte pelas alegadas blasfémias do romance. Além destas célebres obras, destacam-se O SORRISO DO JAGUAR, VERGONHA, O ÚLTIMO SUSPIRO DO MOURO, FÚRIA e SHALIMAR, O PALHAÇO.)

MARCHA-PASSEIO NA CONCEIÇÃO DE TAVIRA:

OLHÃO, 21/MARÇO/2010 = Como sempre a Câmara Municipal de Olhão colocou à nossa disposição o seu autocarro para nos levar até Conceição de Tavira.

Eram 9 horas da manhã quando saímos do Largo da Estação e metemos pela Via do Infante.

Meia hora depois estavamos na Conceição de Tavira prontinhos para caminhar pelas suas ruas e campos. Assim o tempo o permitisse. E permitiu. A primeira coisa que fiz foi bater as redondezas e reconhecer o terreno. E não é que me apareceu pela frente esta linda igreja.

A Igreja, pertinho da Escola, tem um pórtico espetacular, com uma cornija sustentada por 2 cães e ainda um conjunto de 5 colunelas em arquivolta (4 lisas e uma complexamente trabalhada com representações tardogóticas de silvas, carrancas e dragões mordentes).

A Igreja é bem recheada de azulejos. Tem muitos e variados azulejos como se pode ver em cima e em baixo.

A pia e os azulejos circundantes são lindos.

A Igreja em si não tem aqueles floreados dourados que é costume ver-se em muitas igrejas do País mas é atraente e tem muita luz.

O edifício foi construído no 1º quartel do séc. XVI, mas no séc. XVIII ganhou sobre o pórtico um brasão barroco da Ordem de Santiago.

Mas voltando ao principal que é a Marcha-Passeio a malta lá se foi reunindo toda na Rua 25 de Abril em frente ao edifício da Junta de Freguesia e Casa do Povo do outro lado.

Depois das boas-vindas lá foi dada a partida, mas… deram a partida 5 minutos antes da hora. Já sei que me vão dizer que eu sou chato mas tem a sua razão de ser. Senão vejamos. Toda a gente sabe que a grande maioria dos caminhantes é tudo gente de uma certa idade (hoje em dia não se pode chamar velhos aos velhos, dizem que fica mal) e nós aguentamos pequenas viagens de 1 hora aproximadamente para aqui chegarmos. É evidente que ao desembarcarmos em qualquer terra deste Algarve a primeirissíma coisa a fazer é perguntar pela casa de banho. As pessoas sabem (e contam com isso) quantos minutos faltam para a partida. Se as partidas forem dadas antes da hora acontece que muitos, que ainda não aliviaram ou estão para o fazer, quando chegarem à rua já não vêm ninguém e depois desistem porque não têm coragem para dar uma corrida. Também toda a gente sabe que as instalações sanitárias não são muitas o que por vezes obriga a grandes filas de espera. É só um pouquinho de paciência…

E com a conversa o pessoal já lá vai…

Vá lá que hoje não havia subidas.

Pelo contrário, começámos a descer ligeiramente.

E eu voltei a passar em frente à Igreja. Normalmente eu costumo tirar um tempinho antes para fazer o reconhecimento do terreno, porque há muitas terras que fazem os percursos longe dos monumentos e eu não gosto de perder nada. As caminhadas não é só andar. É preciso mostrar às pessoas aquilo que as terras têm de bonito para se ver. Só assim uma caminhada se pode tornar agradável. Vá lá que hoje tive o prazer de verificar que aqui esta regra foi respeitada.

Esta passagem foi assunto de muito falatório. As pessoas perguntavam como é que ainda havia esgotos a céu aberto em terras como esta. Diziam que até cheirava mal. É claro que eu não estou de acordo. Para já não me cheirou mal e depois pareceu-me mais uma ribeira do que um esgoto. É evidente que não tenho a certeza porque agora chove muito a a água tudo lava. Será que no verão tudo será diferente?

A mim pareceu-me que levaram os caminhantes por ali apenas por uma questão de segurança. De qualquer forma a duvida mantém-se: será esgoto, será ribeira? Bem vistas as coisas, o que é que isso nos interessa?

Estão a ver? Aqui tudo é bonito. Aldeamentos novinhos em folha, espaços largos, muita verdura. Viver aqui deve ser um espectáculo.

Nesta altura do ano é que os turistas deviam vir. Já viram as cores dos nossos campos. Até as favas aqui plantadas devem ser mais felizes.

E depois quando é que há mimosas em flor no verão? Assim as caminhadas até têm outra graça.

Observem bem este espectáculo campestre.

Ou este. Aqueles que ficam de manhã na cama não sabem o que perdem. Já ouvi dizer que Portugal é o país mais sedentário da Europa. Vamos ter que mudar isto.

Óptimos e bonitos caminhos para andar. Quem é que não gosta?

 

E chegámos às pontes da Ribeira de Almargem. Uma ponte de madeira que treme toda quando se passa nela.

Mas que tem uma vista que é um vistão. Só para ver isto valeu a pena vir aqui.

Depois da ponte o respectivo abastecimento: uma águínha, uma laranjita e dois bolinhos secos que dá para aconchegar até ao almoço.

E agora vamos ter de voltar para trás pelo mesmo caminho. Isto do mesmo caminho é que o pessoal não gostou. Ter de percorrer o caminho duas vezes não é nunhum drama mas também não é lá muito agradável. Eu não acredito que os organizadores não consigam fazer melhor. Dá a impressão de que nos estão a despachar. Será? Espero que para a próxima arrangem um percurso melhor. Tenho esperança nisso.

Ao fundo pode ver-se a outra ponte dos caminhos de ferro e a ponte é mesmo de ferro porque o bicho é pesado.

Ao voltarmos reparei que havia uma casa fora do vulgar. Um emblema do Sporting de um lado e um do Benfica do outro. É curioso, aqui não há rivalidades. Ou haverá. Pelo menos parece que se contentam os dois. Outra curiosidade neste beco é que o moderno e o antigo parece coabitarem bem.

E para finalizar aqui estão os despojos do dia que em matéria de flores foi um fartote. Já as plantei todas. Tenho um vaso de cada terra por onde ando. O meu terraço é um espectáculo e daqui por um ano será ainda melhor.

ÁRVORE VERMELHA:

Olhão, 14/MARÇO/2010. Depois de tanta chuva hoje o dia abriu com um sol espectacular. Vai daí resolvemos ir dar um passeio ao calhas por ruas e caminhos onde nunca andámos. É assim que eu gosto dos passeios. Andar perdido por sítios que não conheço e descobrir coisas que nunca vi. E o resultado é que nos deparamos com plantas estranhas como esta. Uma árvore vermelha. Ou será um arbusto? O certo é que era vermelha cheia de bolinhas em vez de folhas. Será assim ou ainda virão as folhas? Não sei, mas fiquei curioso e memorizei o local para lá voltar mais tarde. Já agora estou com vontade de assistir à sua evolução. Se alguém souber o nome desta preciosidade não se esqueça de dizer, nem que seja o nome popular.

PLEIOSPILOS NELLII:

10-MARÇO-2010 = Todos os anos comprava uma suculenta PLEIOSPILOS NELLII como esta e nunca aguentavam o inverno.

Este ano mudei de táctica. Comprei novamente uma planta destas e resolvi esperar.

Quando vieram as chuvas, e este ano tem sido demais, resolvi então protege-la e a única maneira seria colocá-la dentro de casa ou então cobri-la. Não gosto de plantas dentro de casa e a segunda maneira não sabia bem como haveria de ser. Mas eis que vi na NET esta solução da garrafa de plástico. Foi uma maravilha. Ela aguentou muito bem as chuvadas e até já dá esta linda flor que eu nunca tinha visto nas anteriores.

Não esquecer de fazer um buraco, que não se vê na foto, na garrafa em cima, mas de lado, para a água não entrar mas que a planta possa respirar à vontade e também para evitar o excesso de condensação. A melhor maneira de furar é pegar num prego grande e com a ajuda de um alicate levar ao fogo no bico do fogão. Quando o prego estiver em brasa é só furar o plástico. Ora vejam como está bonita.

Esta técnica tem-me ajudado a proteger muitas outras plantas que não aguentam tanta água.

 

MARCHA-PASSEIO NA CARRAPATEIRA (Aljezur):

7/MAR/2010 – Eram 8 horas da manhã quando deixámos a Estação da CP em Olhão, em autocarro da Câmara e seguimos directamente para a aldeia de Carrapateira, em Aljezur.

1 hora e meia depois chegámos aqui para participarmos numa Marcha-Passeio à beira-mar. Só que o tempo não nos dava descanso. Prometia molho.

 

Dez minutos depois de termos chegado deu-se o que temiamos. Começou a chover. Pronto. Tínhamos a caminhada estragada. Mas passado um bocado parou de chover e a esperança renasceu.

Até que o pessoal se reuniu no pequeno anfiteatro no centro da aldeia e o individuo de mão no peito ao centro da foto teve a palavra. Deu as boas-vindas e enalteceu a sua terra.

Os caminhantes escutaram mas muito mais preocupados em saber se ía chover. Com esta aglomeração de pessoas já estavamos a pensar que íam cancelar a Marcha. Mas não. Esta gente daqui já está habituada a este tempo e por isso foi dada a ordem de marcha. Felizmente, de momento, não chovia.

E lá vamos nós de partida. Até começou a fazer um pouco de sol o que alegrou a malta.

Felizmente, parecia que não ía haver subidas, pelo menos subidas difíceis.

Pelo contrário, até estávamos a descer. E o sol a brilhar encheu-nos de coragem.

Vamo-nos distanciando da aldeia. Parecia que ía ser uma caminhada interessante.

Até encontrei narcisos silvestres. Era bom sinal. Com tanta chuva as flores têm escasseado.

E a aldeia cada vez mais longe. A estrada pelo meio das dunas dava um bom andar. Mas…

O tempo começou a ficar escuro. Estavamos a adivinhar chuva.

Quando chegámos ao abastecimento da água e da laranja já foi preciso abrir os guardas-chuvas.

Ainda espreitei para ver o mar mas a chuva e o vento não me deixavam.

A chuva depressa alagou a estrada com facilidade porque os terrenos já estavam saturados de tanta água.

O que dificultou bastante o nosso andamento e acabámos por ficar encharcados e cada um teve que se desenrascar como pode.

Como já estava completamente molhado não me preocupei mais com a água e resolvi arriscar um pouco mais para me chegar junto das falésias para poder fotografar o mar.

E por sinal, o mar estava mais calmo do que em terra. E como se pode ver as vistas eram espectaculares.

Em terra é que eram elas. Lutavamos para conseguir andar às voltas com os chapéus de chuva que se viravam constantemente com o vento e a chuva.

Enquanto lá em baixo até parecia outra coisa.

Eu entretinha-me a apreciar a paisagem marítima.

Até os barquinhos descansavam da tempestade em terra.

Esta caminhada num dia bonito seria espectacular. Apesar do mau tempo deu perfeitamente para ver que era um belissímo percurso. Pode ser que para o ano que vem tenhamos mais sorte.

E lá ao fundo já se vê a praia onde será o final dos nossos tormentos. Porque desistir está fora de questão.

Por falar em desistir, o organização colocou várias viaturas ao longo do percurso para aqueles que quizessem desistir. E alguns aproveitaram.

Mas outros lá se aguentaram e seguiram em frente.

E não é que ao passarmos esta zona, a chuva começou a abrandar.

E em boa hora o fez porque deu para olhar a flora. Já viram bem esta linda flor?

E esta maravilha. Havia muitas e outras que provavelmente não vi devido à chuva.

Cá estão outras amarelinhas. Depois do vendaval é muito agradável ver como as plantas se aguentam.

E já estamos na descida para a praia. Este carro está distribuindo uns bolos secos que animam a malta.

E a Apolónia está contente por estar a chegar. Ela não gosta nada de chuva mas reconhece que o percurso devia ser bonito noutras condições.

E, como de costume, aqui está o registo da nossa presença.

Mas o passeio ainda não acabou. Vejam só esta espectacular suculenta. É uma SEDUM SEDIFORME e num vaso do meu terraço já lá tenho uma poda que daqui levei.

Vamos descendo, agora mais lentamente, porque o tempo melhorou e ainda há muito para ver nas redondezas.

Digam lá que não é bonito. Até parece neve.

Estas florinhas cor-de-rosa também estão em plena floração por todo o lado e pode-se ver as bolinhas castanhas de outra espécie.

Enquanto os atrazados não chegam a malta vai aproveitando para conversar com gentes de outras terras.

Entretanto eu reparo nesta flor de chorões. Vi muitos chorões ao longo do caminho mas esta foi a única flor que vi. Será a primeira?

E pronto. Agora é que acabou mesmo. Vamos para casa porque o pior está para vir. É que para chegar a casa ainda temos 1 hora e meia de caminho e teremos que secar a roupa no corpo. Faço votos que isto não traga consequências.

E por último aqui vão os despojos do dia: água, laranjas, o jornal do costume, bolinhos secos, o programa da festa (apanhou chuva) e as podas da suculenta que já estão num vaso.

Previous Older Entries

%d bloggers like this: