DENPASSAR (Bali, Indonésia):

A Praça de Puputan com a estátua do deus Wisnu, de 4 cabeças.

DENPASSAR (Bali, Indonésia) – Situada no sul de Bali, a cerca de 13 kms do aeroporto, é a maior cidade e capital da Ilha de Bali. As praias de areia branca são bem conhecidas por toda a ilha. Farto de praias estava eu, por isso aventurei-me a vir até a esta cidade porque me interessava mais o interior com os seus interessantes templos, palácios e museus. Denpassar é a capital de um paraíso tropical que fica entre as ilhas de Java e Lombok. Bali é o único enclave hindu na Indonésia, que é o país muçulmano mais populoso do mundo. Denpassar é o único município de Bali. A cidade foi colonizada pelos holandeses em meados do séc. XIX.  Para falar da sua história teríamos de voltar ao tempo dos Rajás. Isto é, antes de 1906. No entanto, neste ano, após uma disputa entre nativos de Bali e capitalistas do Ocidente, os holandeses preparam-se para assumir a administração da região. O Rajá e toda a família real cometeram suicídio em massa perante os soldados que se aproximavam e estes ao ocuparem o palácio atiraram a matar e atearam fogo ao palácio. Este suicídio filial foi repetido em outras partes da Indonésia, nos anos seguintes, forçando a pressão internacional sobre os holandeses a abandonar as ilhas, que se fez ao aproximar da Primeira Guerra Mundial. Em 1936, Badung mudava o nome para Denpassar. Dantes, Denpassar era conhecida por Badung, que agora é o nome do distrito que se estende desde a península de Bukit até Bedugal. Denpassar significa “ao lado do mercado”, porque a cidade era um autêntico mercado, e que se tornou a capital administrativa em 1949 e num município em 1992. Por aqui passei no dia 8-10-1976 e chegar aqui vindo da costa, de Padang Bay, onde o navio “Tss Fairstar” estava atracado, não era tarefa fácil. Naquele tempo, as estradas eram um suplício, mas pior eram as pontes suspensas. Tínhamos que avançar devagar e quando o carro chegava a meio, tudo balouçava de tal maneira que o pânico era geral. Nos 80 kms, que na altura eram precisos fazer, (hoje são apenas 56 kms) devemos ter atravessado uma meia dúzia de pontes de madeira suspensas em altos desfiladeiros. A aflição foi tanta que quando chegámos à cidade começámos todos a pensar no caminho de volta que ainda tínhamos que fazer e a cidade foi vista com muito mau humor. A foto que apresento foi tirada na Praça Puputan, cuja estátua representa o deus Wisnu, de 4 cabeças. A cidade era feia, pobre e sem graça, no entanto os seus monumentos eram muito interessantes. Para um europeu que não estava habituado a este tipo de cultura, era de ficar com boca aberta. E realmente, a Indonésia, só tinha duas coisas interessantes: as praias e os monumentos. Tirando isto, este país estava muito no fundo da minha tabela de preferências. Ainda hoje, com toda a evolução que este país atravessou, só lá iria novamente por uma razão de força maior. É certo que na altura, devido à invasão de Timor, ser português na Indonésia não era muito saudável nem simpático pelo que fazíamos tudo para que ninguém soubesse a nossa nacionalidade. Felizmente não era preciso apresentar o passaporte em lado nenhum pois o navio dava-nos um documento, uma espécie de livre trânsito, onde nem sequer constava o nosso nome. Para comer em Bali, temos duas opções: os restaurantes chamados Rumah Makan e os carros de vendas ambulantes na rua chamados Warung, onde também se podem saborear deliciosos guisados e pratos cozinhados em plena rua, na nossa frente. Da cozinha balinesa temos que destacar um prato típico, o Nasi Goreng, elaborado à base de arroz, leite de coco, lentilhas e molho de soja com verduras e um guisado de carne. Há também o Nasi Campur que se serve frio e é feito de verduras. Arroz com uma infinidade de molhos diferentes, doces ou salgados, são centenas de combinações, as que se podem fazer com o arroz. O arroz é o ingrediente principal da gastronomia balinesa e que apesar de tudo, combina com carne ou peixe. Lembro-me ter provado, pela primeira vez, um guisado de frango com arroz e cujo molho era feito de amendoim. Estranho mas delicioso.

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