Falar sobre O SONHADOR de Ian McEwan:

 

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O SONHADOR de Ian McEwan:

Terminei de ler este livro em 29/11/2009. Tem 115 páginas e simplesmente adorei. Quando era criança eu também fui um sonhador. Creio que ainda hoje sou se bem que a vida me ensinou a ver as coisas de outra forma. Mas este autor consegue fazer-nos recordar como é que as crianças sonham. Um livro a não perder e lê-se de um simples fôlego. Custou apenas 2,50€ no sítio do costume. Uma enorme superfície comercial que quase todas as semanas vai colocando em promoção alguns títulos pouco comerciais mas que eu tenho tido agradáveis surpresas.
   "IAN MCEWAN é autor de dois livros de contos intitulados PRIMEIRO AMOR, ÚLTIMOS RITOS (vencedor do Somerset Maugham Award 1976) e ENTRE OS LENÇÓIS. Tem onze romances publicados: O JARDIM DE CIMENTO adaptado ao cinema em 1993), A CRIANÇA NO TEMPO (vencedor do Whitbread Award 1987), O INOCENTE (adaptado ao cinema em 1993), ESTRANHA SEDUÇÃO (adaptado ao cinema em 1990), CÃES PRETOS, O SONHADOR, O FARDO DO AMOR (adaptado ao cinema em 2004), AMESTERDÃO (vencedor do Booker Prize 1998), SÁBADO e NA PRAIA DE CHESIL.  Todas as suas obras estão publicadas em Portugal pela Gradiva."
 O SONHADOR. Como seria estar dentro do corpo de um gato, apanhar um ladrão em flagrante, desmascarar o rufião da escola ou tornar a família invisível? Peter Fortune é um rapaz de dez anos que pensa nestas coisas e vive algures entre a fantasia e a realidade. Mas os adultos não o compreendem nem imaginam as coisas fantásticas que lhe passam pela cabeça e, por isso, os seus sonhos só lhe trazem problemas. Contanto estas histórias admiráveis, Peter abre finalmente as portas do seu mundo secreto e fascinante. E convida-nos a entrar nele…
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Luzes de Natal em Olhão:

Esta tarde fui dar uma volta pela cidade para ver as luzes de Natal.

A Av. da República estava linda.                                                                                    

A Câmara Municipal tem esta linda estrela no seu largo.                                                                                                                                                                                                                     

Muito bem apresentada a Rua Vasco da Gama.

E esta variação de cores está linda numa transversal da Rua do Comércio.

MAR MORTO de Jorge Amado:

Terminei hoje de ler e gostei muito embora tivesse achado o livro muito triste. A miséria e os costumes esquisitos não é coisa que me divirta. O livro foi escrito em 1936 e é bem provável que as coisas já não sejam assim, embora eu duvide muito. Agradou-me muito a  maneira simples e atractiva como escreve. Eu nunca tinha lido Jorge Amado embora ele não precise de apresentação em Portugal. Não deve haver ninguém que não o conheça especialmente porque a primeira novela apresentada em Portugal na década de 70 do século passado era uma obra sua: Gabriela Cravo e Canela. O livro tem 278 páginas e custou apenas 1 euro, porque foi uma promoção da revista Sábado.
    "MAR MORTO é a história de Guma e Lívia, que é a «história da vida e do amor no mar…», enquadrada num mundo de mestres de saveiros, velhos marinheiros, negros tatuados e malandros que contam e cantam essas histórias do cais da Bahia. Obra-mestra de grande força lírica, verdadeiro poema em prosa, Mar Morto é a obra central da série de seis romamnces sociológicos com que Jorge Amado se projectou internacionalmente e que estaqbeleceram os precedentes para as suas posteriores criações."
     JORGE AMADO  nasceu em 1912 em Itabuna, no estado da Bahia, Brasil e faleceu em 2001, pouco antes de fazer 89 anos. Licenciado em Direito e de um profundo compromisso social, combinou a sua actividade literária com a vida política como militante do Partido Comunista do Brasil. Membro da Academia Brasileira das Letras desde 1961, recebeu diversos prémios, entreeles o de Luías de Camões em 1995. Autor de numerosos romances e contos, a sua obra foi traduzida para mais de 49 línguas, além de ter sido adaptada ao teatro, ao cinema e à televisão. É o escritor brasilero mais conhecido e o de maior reconhecimento internacional.    
 

Marcha-Passeio na Fuzeta (22/11/09):

Esta manhã, pelas 9 h saímos de Olhão no autocarroa da Câmara e seguimos pela EN125 em direcção à Fuzeta onde chegámos pouco depois. A viagem é curta. Junto do Polidesportivo já havia muita gente e ainda se foi juntando mais à medida que íam chegando outros autocarros de outras terras. Depois de feito o aquecimento pela professora Ana e com a animação do Helder lá fomos atrás dele.
Metemos pés ao caminho e fomos andando por estradas de alcatrão e outras de terra batida. A vista até era bonita. Depois de subirmos um pouco começámos a avistar a Ria Formosa lá em baixo, antes do oceano.
Até que depois de atrvessarmos a linha do comboio entrámos na Ecovia mesmo junto às salinas e por aqui viemos sempre em frente até ao ponto de partida. Vimos muitos cactos com figos de pita que já se comem mas ninguém se atreve a apanhá-los. Isso é coisa do passado. Os nossos avós é que o sabiam fazer. Sempre era mais qualquer coisa para comer. Agora nós já não precisamos disso. Já há outra fartura. E como é uma fruta que pica que se farta é preferível não lhe tocar. Quando eu era miúdo a minha avó dava-se a esse trabalho porque éramos muitas bocas e por isso dava jeito.
Junto ao mar há poucas árvores de frutos. Além de umas quantas figueiras e poucas amêndoeiras, umas romãnzeiras e é tudo. A Ecovia é bonita e de fácil andar o que torna o passeio agradável. Ainda poucas flores mas já se vai vendo algumas mas são cultivadas pelo homem. As que brotam expontâneamente ainda é cedo. O dia estava lindo  e muito agradável para passear. Pelo caminho ainda fomos abastecidos com uma laranja e uma garrafa de água e no final o Jornal "O Algarve". Faltou o pãozinho com chouriço. Algumas terras é que nos têm habituado e agora já não passamos sem ele. Até domingo, em Espiche, para lá de Lagos.

Falar sobre Medronhos da Serra Algarvia:

 

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Medronhos da Serra Algarvia:

 Na última Marcha-Passeio que fizemos aos Machados durante o percurso apanhei alguns medronhos ainda um pouco amarelos. Passado uns dias começaram a ficar cor de laranja e verifiquei que deviam estar bons para comer. Eu nunca tinha comido medronhos na minha vida e estou no Algarve à 42 anos.  Nunca é tarde para nada. Até que gostei. Comem-se bem apesar de ter umas graínhas tem um sabor agradável e sabe não sei a quê. O sabor é difícil de definir porque é um sabor que não consta do habitual. É sempre assim quando se come uma fruta que não pertence à nossa dieta alimentar. Com a continuação talvez se consiga difinir mais exactamente.

Marcha-Passeio aos Machados (15/11/2009):

 Eram 9 da manhã quando saímos de Olhão no autocarro da Câmara. Chegados ao Campo de Futebol de Os Machados logo tratámos de saber o que se ía passar. Fomos fazer o ‘chichi’ do costume e tratámos do aquecimento ao cuidado do professor local. E aí vamos nós estrada fora. Para começar havia umas quantas subidas, ou não estivessemos na serra.  Por entre montes e vales fomos vencendo o caminho. A paisagem era bonita e a vegetação prendia a nossa atenção porque encontrámos muitos medronhos já num estado de maturação que o pessoal não resistiu. Atiraram-se aos medronhos e toca a comer mesmo sem serem lavados. Flores ainda não se vêm nenhumas. E outros frutos são os desta época. Romãs, figos, alfarrobas e amêndoas que já
se comem. Azeitonas e bolotas que ainda não se comem. Os caminhos variavam, como de costume, ora eram de terra batida ou de alcatrão e este sempre ajuda melhor o andar. Fui tirando umas fotografias, como sempre, visto que é o meu entretem e conversando lá vamos seguindo. É incrivel como as mulheres conseguem falar o caminho todo. Num determinado momento fui indo atrás de uma senhora que falava sósinha. Ía contando todos os seus problemas à medida que avançava sem ninguém que lhe prestasse atenção.
 
 
No meio da caminhada, como sempre, há uma garrafinha de água e uma peça de fruta, desta vez uma laranja. Também nos deram uma Senha de papel para que cada um a apresentasse à chegada em troca de um pequeno lanche. Uma estratégia que tem como finalidade contar as pessoas e também evitar que certas pessoas se aproveitem da borla sem o menor esforço, como já vi noutras terras. A fila indiana que estão a ver atrás de nós é para receber o dito lanche.
 
Depois de terminarmos a caminhada havia que relaxar um pouco. Cada um sentava-se onde podia e os conhecidos íam conversando uns com os outros. Como nós só fazemos o percurso menor, apenas 4 kms, porque não temos pedalada para mais havia que esperar espelos que faziam os 8 kms. Mas como nos dão o jornal "O Algarve", que sempre fala de nós, todos têm curiosidade de saber as noticias da última caminhada e assim ficámos a saber que em Martim Longo estavam mais de 700 pessoas, apesar do vento. E quando todos estavam reunidos regressámos a Olhão. Foi uma manhã agradável, como sempre. Até domingo, na Fuzeta.

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