CAMINHADA EM LOULÉ.

LOULÉ, Algarve. Portugal.

Chegámos a esta cidade pelas 9 horas da manhã do dia 1 de Junho de 2014 e parámos por aqui para vermos o monumento desta rotunda e também o Mercado.É um grande monumento, da autoria de Luís Bekker, situado no meio da principal rotunda, no centro desta cidade. É uma espécie de um arco com dois bailarinos no cimo, encontrando-se de lado, um acordeonista sentado a tocar. Loulé é uma cidade no distrito de Faro, região e sub-região do Algarve, com cerca de 26 mil habitantes. É sede do maior e mais populoso  município algarvio com 765,12kms² e 70 622 habitantes, subdividido em 9 freguesias.

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O Mercado Municipal de Loulé foi inaugurado no dia 27 de Junho de 1908, altura em que a Câmara Municipal era presidida por José da Costa Mealha. O edifício foi construído segundo o projeto do arquiteto Alfredo Costa Campos, de Lisboa, embora o mesmo projeto tenha conhecido algumas alterações desde o documento inicial de 1903 que por sua vez já tinha por base um outro projeto de 1898 cujo autor se desconhece.

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Viemos a Loulé para participar na Caminhada Oficial das Marchas-Corridas do Algarve que todos os domingos se realiza numa povoação diferente desta província.

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As pessoas começaram a chegar de vários pontos do País, embora atualmente as participações tenham vindo a diminuir face à crise que atravessamos porque muitas Câmaras estão a desistir de por o povo a fazer exercício. Mesmo assim estava muita gente.

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Em todas as Marchas há sempre um professor de educação física que nos dá o aquecimento habitual. É um momento divertido.

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Quando é dada a partida, às 9,30 da manhã, os da frente, normalmente a malta nova, desatam a correr, depois vêm os de meia-idade que abrandam um pouco e no final segue a ‘brigada do reumático’ que fazem o que podem, ao seu ritmo e sem pressas. Mas todos vão, porque isto é uma Marcha-Corrida embora os últimos apenas caminhem. E são os últimos que aproveitam para conversar uns com os outros, porque a finalidade é fazer um pouco de tudo. Sair do sofá e vir para a rua é o grande objetivo.          Imagem

A concentração fez-se no Parque Municipal de Loulé, que é um espaço de lazer com extenso arvoredo e áreas ajardinadas para piqueniques. Conta com circuitos de manutenção e está aberto todos os dias, 24 horas por dia. Um local ideal para nos reunirmos todos.

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O primeiro quilómetro foi feito quase todo dente deste espaço verde. Como sempre, há dois percursos. Um de 5 kms para quem não pode tanto e outro de 10 kms para aqueles com mais pedalada.

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Ao sairmos do Parque entrámos nos arredores da cidade e demos logo com a vida calma do campo. Um rebanho de ovelhas que o pastor fez esperar para podermos passar. É uma cena rara pelo litoral mas que ainda se vai vendo no barrocal.

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Depois, à medida que vamos andando, vamos apreciando a paisagem e já quase no fim da Primavera os cardos começam a impor as suas cores azuis a que eu não sou indiferente.

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Passamos por quintas onde podemos ver de tudo o que a cidade não nos mostra. Até cavalos. Muitos de nós ficam admirados porque já quase não os vemos.

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Há caminhos e carreiros entre pedras onde as pessoas só conseguem seguir em fila indiana mas de grande beleza e o contraste com o alcatrão da cidade é coisa que nos faz encher os pulmões de ar fresco… e diferente.            Imagem

Por entre um arvoredo fresco vamos avançando sempre conversando porque conversar não é só dar à língua. Significa também confraternização, uma coisa que os mais velhos precisam muito.  Por isso todos voltam.Imagem

Até que chegamos ao local do abastecimento. Em todas as caminhadas há sempre um local no meio do percurso onde nos é distribuído frutos, normalmente laranjas que o Algarve produz em grandes quantidades e uma garrafa de água. Duas coisas indispensáveis para quem caminha e que ajuda o nosso ânimo.

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 Muitas são as chaminés que vamos encontrando pelo caminho e as pessoas gostam de tentar adivinhar quantos anos têm porque algumas até têm a data, mas outras apenas nos mostram toda a sua beleza, velhice e imponência no alto das casas.        

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Há sempre coisas que merecem a nossa atenção. Esta planta em flor, chamada Carrasquinha, estava um espanto de tão linda que se apresentava. E atenção que não é apenas uma planta espinhosa que dá uma linda flor. A Carrasquinha tem um grande valor gastronómico no Sul de Portugal, especialmente no Alentejo onde todos os anos o Município do Alvito organiza o ciclo gastronómico “As Ervas da Baronia”, três semanas dedicadas a receitas com ervas silvestres. A semana em que se podem degustar as receitas com Carrasquinhas em vários restaurantes de Alvito e de Vila Nova da Baronia costuma ser em Fevereiro.

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Ao voltarmos de novo ao Parque para terminarmos a caminhada deparo-me com um grafite diferente porque era escrito em inglês. Nos dias de hoje toda a juventude tem a mania que fala inglês. É triste que a malta nova esteja a perder o gosto pelo português, por outro lado os tempos mudaram e hoje em dia quem não entende o inglês acaba por ser ultrapassado em tudo. Infelizmente é assim mas é a realidade.

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Para animar o final da caminhada, à nossa espera estava o Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de Loulé que a todos agradou. O folclore só não morreu ainda porque se tornou numa mais valia para o turismo, a maior industria de Portugal e muito especialmente do Algarve.

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Como estamos num Parque enorme e muito bem cuidado é claro que não podia faltar os Hibiscos vermelhos que agora com o calor marcam presença todo o Verão.

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À entrada do Parque e virado para a cidade está toda a imponência deste Monumento dedicado ao Engenheiro Duarte Pacheco (1899-1943), filho da terra e que foi Ministro das Obras Públicas do Estado Novo no governo de Salazar.

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O monumento foi pensado em 1943 após a sua morte e inaugurado em 1953.  Ao longo da sua carreira, quer como professor ou estadista, Duarte Pacheco promoveu, e revolucionou, o sistema rodoviário de Portugal, para além das inúmeras construções de obras públicas que mandou executar, tais como a marginal Lisboa-Cascais, o Estádio Nacional, e a Fonte Luminosa, em Lisboa. Foi sua, também, a criação do Parque de Monsanto, e contribuiu para a construção do aeroporto da cidade de Lisboa. Foi também, o grande responsável pela Organização da Exposição do Mundo Português, acontecimento singular do Século XX que influenciou em muitos aspectos o ritmo cultural das décadas que se seguiram.

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Dia 8 de Junho estaremos em Monchique para fazermos a última caminhada da época.

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