OS BANCOS DE JARDIM EM OLHÃO.

BANCOS DO JARDIM.
Um Jardim é um local de lazer. As pessoas e os animais procuram num jardim um local de descontração onde possamos passear, correr, ler e tudo aquilo que se possa fazer para carregarmos as baterias necessárias à vida muito agitada da cidade. Tudo num jardim é fundamental mas a peça mais importante será, talvez, os bancos. Ninguém se atreveria a imaginar um jardim sem bancos. É neles que procuramos apoio para quando nos sentirmos cansados. Desde que há jardins sempre houve bancos. Ninguém sabe ao certo mas eu atrever-me-ia a dizer que já havia bancos nos Jardins Suspensos da Babilónia. (Os Jardins Suspensos da Babilónia foram uma das sete maravilhas do mundo antigo. É talvez uma das maravilhas relatadas sobre a qual menos se sabe. Muito se especula sobre suas possíveis formas e dimensões, mas nenhuma descrição detalhada ou vestígio arqueológico foi encontrada, exceto um poço fora do comum que parece ter sido usado para bombear água. Também chamados de Jardins Suspensos de Semiramis, foram construídos no século VI a.C., no sul da Mesopotâmia, na Babilónia, atual Iraque, no entanto
a partir de uma árdua pesquisa em textos antigos, uma pesquisadora britânica descobriu que os jardins não foram construídos pelos babilónios e pelo rei Nabucodonosor, como se acreditava, e sim por seus vizinhos e inimigos assírios, há 2,7 mil anos, durante o reinado de Senaqueribe.)
Os Bancos de Jardim pouco ou nada evoluíram ao longo dos séculos por uma única razão, desde que tivessem um assento e um encosto era o necessário para se poder chamar banco. Entretanto, no século XX tudo mudou, até os Bancos de Jardim, e atualmente é raro o dia em que não aparece alguém desenhando um banco diferente. O ‘design’ ou ‘desenho industrial’ acabou por retirar aos Bancos de Jardim os ‘encostos’ e estes ficaram apenas com o ‘assento’. Como todos estes engenheiros são rapaziada nova que puxam pela cabeça com a única ideia de apresentar uma peça nova e como ainda não chegaram a velhos não têm noção da falta que faz um encosto. Os velhos são os maiores frequentadores dos jardins mas hoje só encontramos bancos completos nos jardins antigos onde, felizmente, nada se alterou, por enquanto.

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Vem isto a propósito das obras que estão fazendo nos Largos e Praças desta cidade e que o ‘design’ moderno tem retirado o conforto de uma pessoa se sentar a descansar normalmente. Se os velhos já têm muitas dores de várias maleitas, agora imaginem estar sentado num destes bancos modernos sem encosto. Já ouvi vários comentários pela cidade de pessoas que tentam explicar as razões que levaram a autarquia a optar por este estilo cinzento: unicamente juntar o antigo com um ar moderno.

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Como eu já sou velho vou ter que me contentar com as migalhas que vão sobrando. Se vivêssemos numa democracia real, talvez me perguntassem a minha opinião e talvez os mais novos aprendessem alguma coisa connosco, como era hábito fazer antigamente em que os anciães eram considerados sábios porque tinham a vida como experiência. Mas agora já toda a gente julga que nasce sabendo tudo, aos velhos apenas resta… nada.

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