ST. JOHN’S (Antígua):

ST. JOHN’S (Antígua) – É a capital e a maior cidade de Antígua e Barbuda, país localizado nas Índias Ocidentais, no Mar das Caraíbas. É o centro comercial do país e o principal porto da Ilha de Antígua. Um destino pouco conhecido entre nós. Trata-se da maior ilha inglesa das Antilhas e a única que se gaba de ter uma praia para cada dia do ano e não me admira que sejam mais de três centenas, dada a configuração da costa, recortada por inúmeros portos, baías, enseadas e outras reentrâncias pintadas de azul turquesa. É também a porta de entrada dos navios de cruzeiros e uma cidade com muitas lojas, restaurantes e galerias situadas em torno do cais, como Redcliffe Quay que é a zona mais sofisticada da cidade. Tem como principais atracções a Catedral, construída em 1845, tendo anteriormente sido destruída por duas vezes por terramotos em 1863 e novamente em 1745. O Museu de Antígua e Barbuda, localizado em Court House com o inicio da história da ilha, incluindo os Arawak e no período colonial e o Mercado local que acontece todos as Sextas e Sábados pela manhã, em que o folclore colorido, as frutas tropicais e uma multidão agitada para fazer uma manhã animada. A maioria da população reflecte a do resto do país com pessoas de ascendência africana e euro-africanos com uma minoria de europeus incluindo ingleses e portugueses. Há também uma população de árabes cristãos. St. John’s é um dos municípios mais desenvolvidos e cosmopolita das Pequenas Antilhas. A cidade é famosa pelas suas diversas lojas em toda a cidade, vendendo jóias e roupa de alta costura. Há também muitos independentes, os estabelecimentos administrados localmente, que vendem uma variedade de modas. O primeiro contacto com a ilha foi feita por Colombo na sua segunda viagem às Caraíbas, em 1493, quando avistou a ilha de passagem e deu-lhe o nome de Santa Maria la Antígua, o santo milagroso de Sevilha, mas não foi logo colonizada por falta de água doce e pela resistência dos locais. Até que em 1632 um grupo de ingleses de St. Kitts estabeleceram um acordo bem sucedido e em 1684 com a chegada de Sir Christopher Codrington a ilha entrou na era do açúcar. Ele chegou a Antígua com a missão de descobrir se a ilha poderia apoiar o tipo de cultivo de açúcar em grande escala que já florescia noutras partes das Caraíbas. Os seus esforços iniciais mostraram-se bem sucedidos que durante os seguintes 50 anos o cultivo do açúcar explodiu. Em meados do séc. XVIII a ilha foi salpicada de 150 moinhos de processamento de cana, cada ponto fulcral de uma plantação considerável. Hoje, umas 100 destas torres de pedra pitoresca permanecem, embora agora sirvam como habitações, bares, restaurantes e lojas. No Betty’s Hope, uma propriedade original do açúcar Codrington, os visitantes podem ver um engenho de açúcar restaurado integralmente. Em 1784, chegou aqui Horatio Nelson (o homem que derrotou  Napoleão e que viria a morrer na Batalha de Trafalgar) à frente do esquadrão das Ilhas Leeward para desenvolver as instalações navais britânicas em English Harbour e impor severas leis de navegação comercial. Com cerca de 70% de força laboral no tempo áureo do porto de Antígua eram escravos africanos. Num memorando exposto no Museu da Admiral’s House refere-se que um escravo chamado Alexander foi vendido em 1797 por se revelar “vicioso, ingovernável, adicto ao furto e à briga e com tendências suicidas”. Imagine-se.

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