ST. HELIER (Jersey Island):

 
ST. HELIER (Jersey)  – É uma das doze freguesias de Jersey, a maior das ilhas do Canal da Mancha, ou Canal Inglês. A cidade de St. Helier é a capital da ilha e a área urbana compõe a maior parte da cidade, embora parte da área esteja situada no lado de São Salvador, com os subúrbios em S. Lourenço e S. Clemente. A maior parte da cidade é predominantemente rural. A hagiografia medieval de Helier, o santo padroeiro martirizado em Jersey, após os quais a paróquia e a cidade são nomeadas, sugere a imagem de uma pequena vila de pescadores sobre as dunas entre a lezíria e a marca d’água alta. Saint Helier era um eremita de origem belga que viveu uma vida pacata de contemplação e de oração numa ilhota rochosa no porto onde é hoje a cidade. Ele pastoreou a comunidade cristã na ilha e fundaram uma pequena vila, agora St. Helier,  nas dunas de areia com vista para a baía. Está até registado um milagre de cura. Então, um dia do ano de 555, saqueadores vikings atacaram a aldeia e St. Helier foi decapitado na praia, mas surpreendeu os invasores brutais pegando na própria cabeça e caminhando com ela para a praia. Daí o símbolo cívico de St. Helier, que é visto na sinalização rodoviária e prédios públicos – dois eixos cruzados. A cidade que leva o seu nome é agora um centro financeiro ‘offshore’ líder e comercial e um importante destino turístico. St. Helier oferece um mistura única de britânicos e nórdicos, com uma certa cultura frencesa, com muitos nomes de ruas em francês e intrigantes praças e ruelas estreitas. Na Royal Square, um exército francês foi derrotado pelo heroísmo do major Pearson. Quase toda a história da ilha foi uma tremenda disputa entre franceses e britânicos e as mesmas ruas foram ocupadas pelos exércitos de Hitler, durante cinco anos terríveis na década de 1940. Esta foi a primeira vez que me atirei para fora do país. Por ser uma estância balnear muito conhecida nesta paragens, era costume os portugueses procurarem trabalho nos muitos hotéis e restaurantes desta ilha. Mas não era nada fácil sair de Portugal naquele tempo. Levei muitos anos para conseguir o passaporte e só consegui viajar para lá porque arranjei um contrato de trabalho enviado por um hotel de lá. Só assim a PIDE me deixou sair com a condição de me apresentar quando regressasse a Portugal. Nesta ilha duas coisas acontecem que muito me surpreendeu. O sol nasce por volta das 5 da manhã e às 4 da tarde já é noite. As marés chegam a ter mais de 10 metros de diferença entre a maré-alta e a maré-baixa. Quando a maré está cheia as ondas do mar batem na costa e quando está vazia a praia é tão larga que se chega a realizar corridas de automóveis e de barcos à vela com rodas. A foto de hoje foi tirada em 14-7-1972 junto ao porto, que na altura se chamava ‘Station d’Autobus’ junto à estátua da Rainha Victória. Desta praça, sai uma rua que tem o nome de Mulcaster Street onde ficava o Hotel L’Europe e o Pedro’s Restaurante onde eu trabalhei durante este verão. Num dia da minha folga semanal meti-me numa camioneta para dar a volta à ilha. Nesta ilha há uma raça especial de vacas, chamadas mesmo ‘de Jersey’, que davam um leite maravilhoso que se podiam admirar por toda a ilha. As vacas eram mesmo o ‘ex-libris’ da ilha.
 

 

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