MARCHA-CORRIDA EM LOULÉ, 24-10-2010:

LOULÉ, 24/10/2010 = O Calendário das Marchas-Corridas mandava-nos hoje para a cidade de Loulé.

Esram 9,03 minutos quando saímos do Largo da Estação, de Olhão.

Trinta e cinco minutos depois estávamos no local da concentração, junto ao Pavilhão Desportivo Municipal, em Loulé.

Quando aqui chegámos já toda esta malta se mexia em redor deste borracho, perdão… da profª Rita.

Os camisolas roxas também não faltaram à chamada. Esperemos que os cortes orçamentais não nos atinjam como sucedeu com o pessoal de Algoz. Esperemos que voltem depressa.

E lá foi dada a partida, antes da hora, para variar.

Tivemos que contornar o Pavilhão.

Com o pessoal ainda cheio de força e vontade.

 E entrámos no campo, quase sempre por caminhos alcatroados.

Pelos arredores da cidade com bom tempo e sol à algarvia.

Ou atravessando pequenos aglomerados que estimulam o apetite para belas vistas.

Começamos a ver o campo. Lindo.

Os nossos olhos arregalam a vista pela beleza circundante.

Vistas estas que nos fazem encher os pulmões de ar. Dá gosto e vontade de respirar fundo.

Até porque bem precisamos de forças para as subidas que se avizinham.

Que felizmente, não foram subidas, muito inclinadas.

E já estamos novamente em terreno direito.

Passámos a barreira dos 3 kms. Estamos a meio do percurso. Note-se que este ano a sinalização estava muito melhor. Quem fazia o percurso grande só tinha que se guiar por estas tabuletas azuis escuras e a marcha pequena havia outras tabuletas de azul claro. Também havia setas amarelas que indicavam que se devia seguir a sua posição. E a 500 metros antes da zona de abastecimentos também era colocada uma tabuleta cor-de-laranja dizendo ZA. Tudo quase perfeito. Digo quase, porque mesmo assim, ainda encontrei gente que não toma sentido e vai sempre com os olhos no chão. Claro que não vêm nada. E depois ainda reclamam.

Finalmente encontrei medronhos. Os desta árvore estavam mesmo madurinhos. A árvore ficou depenada em segundos mesmo pertencendo a uma casa cujos donos vão sofrer uma desilusão. Escaparam estes da foto porque estavam muito altos.

O fruto do medronheiro é comestível e com ele pode-se preparar uma aguardente de excelente qualidade. As folhas são usadas na medicina popular pelas suas propriedades diuréticas e anti-sépticas. As folhas e as cascas são muito ricas em taninos e eram usadas para curtir peles. A sua madeira é muito apreciada para fabricar carvão vegetal. O medronheiro é uma espécie relativamente comum no Algarve. Esta espécie aparece, normalmente, com porte arbustivo, podendo no entanto, com a idade e quando as condições ecológicas são favoráveis, aparecer como pequena árvore.  O medronheiro (Arbutus unedo) é uma árvore frutífera e ornamental da famíli Ericaceae, também conhecida como meródios, ervedeiro, êrvedo ou êrvodo. É uma planta nativa da região mediterrânica e Europa Ocidental podendo ser encontrada tão a norte como no oeste da França e Irlanda. O seu fruto é denominado medronho. Em Portugal, pode ser encontrado por todo o país, mas a maior concentração ocorre nas serras do Caldeirão e Monchique.

A caminhada continua por boas estradas, embora eu prefira os caminhos secos fora das estradas.

E agora uma bela descida com uma vista linda.

E passamos junto à Quinta das Celebridades mas que nada se vê porque os muros nada deixam ver.

Enfiamos por caminhos onde velhos e altos carvalhos dão sombras e vistas espectaculares.

Até parece que enfiamos por medonhos matagais mas mais não são do que árvores de pequenas propriedades.

Sob as vista destas bela Buganvília chegamos à estrada…

… onde está instalada a zona de abastecimento em que nos deram uma sandes de queijo e fiambre e um pero tudo devidamente acondicionado como se pode ver na última foto, porque a ASAE assim o exije.

E agora temos que gramar uma subidinha aparentemente fácil.

Neste ponto, como mandam as setas temos que enfiar por um caminho muito estreito. 4 kms estavam percorridos.

Pode parecer um caminho difícil, mas não é.

Como só passa uma pessoa de cada vez, torna-se muito fácil andar.

Este é o bocado que eu mais gosto.

Muito calmo, com muita vegetação e com muros altos que nos dá uma sensação de protecção e tranquilidade.

Fomos interrompidos na nossa calma caminhada pelo aparecimento de algumas casas mas que até deu para apreciar esta paisagem algarvia. Somos uns previligiados porques destas coisas não vêm, nem sonham, os turistas.

E vamos ladeira abaixo porque o tal caminho de cabras ainda não acabou.

Entrámos novamente nele…

… que vai durar até ao fim do passeio.

A Apolónia lá vem por caminhos que ela não gosta. Só gosta do alcatrão porque tem horror à terra.

Este é o tipo de foto que eu mais gosto numa caminhada. A pequenez do homem perante a Natureza.

E chegámos todos ao fim. Cansados mas contentes por termos feito mais 5,5kms com relativa facilidade.

Cá está a embalagem que nos foi afertada na zona de abastecimento. Dá para aguentar até ao almoço. Até à próxima.

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