PASSEIO ÀS MINAS DO LOUSAL:

OLHÃO, 22-10-2010 = Ainda era de noite quando saímos do Largo da Estação às 7,43h.

E parámos na Mimosa às 9,37h para o respectivo café e chi-chi.  

Chegámos às Minas do Lousal eram 10,20h e apareceu-nos pela frente esta pequena ‘vagonete’.  Este espaço, que funciona nas próprias antigas instalações da mina é o primeiro do seu género em Portugal, tendo sido inaugurado a 20 de Maio de 2001. Entre outras características, destacam-se as estruturas de trabalho recuperadas especialmente para serem visitadas pelo público: instalações, escavações e galerias da mina e mesmo os motores da central eléctrica que abastecia não só a mina como também a população local.  Integrada na Faixa Piritosa Ibérica, que, com cerca de 250 kms de extensão e uma largura que chega a atingir  os 40 kms, tem início no vale do Sado e prolonga-se até ao vale de Guadalquivir, próximo de Sevilha, a mina do Lousal (situada na freguesia de Azinheira dos Barros, concelho de Grândula, distrito de Setúbal) foi explorada entre 1900 e 1988, data em que foi dada como encerrada a sua actividade extractiva. 

Nas minas do Lousal, entre Canal Caveira e Ermidas do Sado, foram extraídas pirites de cobre entre 1900 e 1988. Após o seu encerramento foi criada a Fundação Frederic Velge, que envolve a empresa proprietária da mina e a Câmara de Grândola. No mesmo local foi criado o Museu Mineiro, que pretende preservar a memória e o conhecimento das gerações de trabalhadores que escavaram as minas do Lousal, hoje transformadas numa espécie de local arqueológico, onde se pode observar e aprender o funcionamento da mina através dos vestígios do trabalho que lá foi feito ao longo das décadas.

O Museu de Ciência Viva insere-se na segunda fase de musealização da aldeia mineira do Lousal. O grande atractivo deste centro será a tecnologia CAVE – Automatic Virtual Environment, oriunda dos Estados Unidos, que ainda não existe em Portugal e que permitirá, “através da computação gráfica virtual a três dimensões, com 8.295.000 pixel em tempo real, simular cenários à escala real com recurso a tecnologia digital ‘mock-up”.Uma tecnologia que permitirá “não só a percepção visual como também a auditiva, temperatura e até cheiro”, revela Miguel Dias, responsável pela infra-estrutura de realidade virtual do Lousal. Este Museu de Ciência Viva terá ainda, “além da função lúdico-didáctica”, o lado da investigação, representando uma “nova ferramenta para os industriais”, que passam a dispor de tecnologia “muito avançada” para “simular e testar os seus produtos antes dos mesmos estarem concluídos”.

Assim que entrámos fomos ver o Museu das Minas. Pouca coisa porque, segundo soubemos, quase tudo foi roubado ou destruído. Mesmo assim, temos um Museu apresentável. Viemos para este Auditório onde nos foi apresentado um documentário sobre as Minas do Lousal, de 17 minutos, de 1958 e comentado por Fernando Pessa.

Eis um dos objectos que escapou ao vandalismo. Ainda me lembro bem destas balanças.

Depois levaram-nos para este edifício à direita onde está a Central Eléctrica que vale a pena ver.

Isto sim, é um autêntico Museu. Devido ao tamanho e ao peso compreendi porque é que a Central Eléctrica escapou ao vandalismo.

Tudo muito bonito e restaurado e com muita coisa interessante para ver.

Muitas maquetes explicativas dos complexos engenhos.

A Apolónia ficou fascinada com o peso das brocas que perfuravam as rochas. São pesadissímas. Laborar com elas nas mãos não devia ser coisa fácil.

Tudo estava demonstrado e explicado até ao mais pequenino pormenor.

Até havia carro de bombeiros puxado… por 2 homens.

Depois de saírmos da Central Eléctrica viemos apreciando os antigos escritórios onde agora estão as lojas de artezanato. Eu aventurei-me até aqui onde estão as entradas (seladas) para as minas. O comboio estava sendo pintado mas o resto ainda vai ter que esperar muito.

Tudo estava neste estado. O que não foi roubado ou vandalizado a erosão tratou do resto. Recuperar tudo isto, com visitas guiadas às minas, é a 3ª fase do projecto. Talvez depois, quando esta crise passar.

Como ainda era cedo para o almoço resolvemos vir a pé ver estas igrejas que eu tinha visto quando passámos de autocarro. Mas estavam fechadas. Nada consegui encontrar que me pudesse elucidar. Pela arquitectura não parecem muito antigas mas as novas cores às vezes enganam.

Quando vinhamos de volta das igrejas é que eu reparei nas lagoas de água muito azulinhas mas que me disseram  ser muito tóxicas. Como a beleza engana.

 

E por aqui nos ficamos. Como de costume, sempre que vamos a um Museu encontramos montes de panfletos sobre os mais variadíssimos assuntos, menos um que nos ajude a compreender o Museu em questão. Aqui passou-se exactamente o mesmo.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: