PASSEIO A SINES:

SINES, 22-10-2010 = Sines é um concelho situado exactamente no centro da costa sudoeste de Portugal. Sines, capital do concelho, berço histórico do navegador Vasco da Gama, é uma pequena cidade do litoral. Nas terras deste concelho há vestígios da época romana, do Visigodos e Vândalos. No final do séc. XII, início do séc. XIII, foram reconquistadas aos mouros e, e 1217, foi confiada aos Cavaleiros da Ordem de Santiago, sediados em Santiago do Cacém.Em Novembro de 1362, foi-lhe outorgad foral por D. Pedro I (1357-1367) e, em Julho de 1512, D. Manuel I (1495-1521) outorgou-lhe o Foral Novo. Após a Convenção de Évora-Monte, em Julho de 1834, D. Miguel embarcou de Sines para o exílio. A história recente de Sines está ligada ao início da construção de um porto comercial, permitindo a acostagem de navios de grande capacidade de carga, o que impulsionou o seu desenvolvimento industrial e populacional a partir de 1971.Foi elevada a cidade a 12 de Julho de 1997.

O autocarro onde vinhamos viajando desde Olhão, parou fora do centro da cidade e por isso tivemos que caminhar um pouco.

Caminhar um pouco até soube bem para esticar as pernas. Até já se via a torre do castelo.  À época da Reconquista Cristã da península Ibérica, a região foi conquistada por D. Sancho I(1185-1211) entre o final do séc. XII e o início do séc. XIII. O seu filho e sucessor, D. Afonso II (1211-1223) fez a doação dos domínios de Sines aos cavaleiros da Ordem de Santiago. A povoação de pescadores recebeu Carta foral de D. Pedro I (1357-1367) em Novembro de 1362, desligando-se de Santiago do Cacém, com a determinação da edificação de uma fortificação. Sem que a mesma tivesse se materializado, e sendo esse trecho da costa tradicionalmente assolado pelas razias de corsários, visando prover à defesa da vila, D. João I (1385-1433) isentou os seus moradores do serviço militar nas campanhas da fronteira (1395).O castelo foi erguido, de raiz, apenas em 1424, por solicitação do procurador do povo, Francisco Neto Chainho Pão Alvo. Foi seu Alcaide-mor, mais tarde, Estevão da Gama, pai do navegador Vasco da Gama, que aqui teria nascido em 1469.Sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521), a povoação recebeu o Foral Novo (Julho de 1512), fase em que passou por extensas obras de modernização e ampliação, visíveis na estrutura das torres no lado Oeste e na janela do Palácio do Alcaide-mor.

E pelos vistos, todas as pedras pareciam estar no seu lugar. Deve ter sido sujeito a reparações porque um castelo tão arrumadinho como este não se vê todos os dias.

E para ser sincero, fez-me uma certa confusão ver um castelo com as pedras muito limpinhas. Por esta porta entrámos…

… e por esta porta saímos. É claro que o castelo está bonito e apresentável. Nós é que temos o mau hábito de estar sempre a pôr defeitos.

Subi à torre do castelo e fiquei de boca aberta ao ver este magnífico espectáculo.

Tanto de um lado como do outro da baía, que segundo dizem é uma das mais profundas.

Os meus companheiros excursionistas passam lá em baixo muito pequeninos.

Até a Apolónia se espanta por me ver tão alto.

Mas eles também têm uma vista linda, apesar de estarem mais abaixo.

Da torre em que me encontrava, olhando à minha direita, continua a ver-se uma terra linda.

Nem faltam os buraquinhos de casas antigas. As escavações arqueológicas de 1976: "quando te escavaram o ventre encontraram traços adormecidos doutros povos."

A Igreja Matriz, ali ao lado, vista da torre do castelo. Já lá vamos.

O pessoal não arreda pé. A vista é um encanto. Apesar de meio encoberto, o tempo está uma delícia. Nem uma aragem de vento, nem frio, nem calor. Apetecia mesmo passear.

E com vistas assim quem é que tem pressa.

Até aproveitam para falar… com alguém.

O Hélder vendendo o seu peixe. Será por ele que não arredam pé?

Até os canhões vão ficar mais polidos porque todos se encostam para descansar.

Parece de desta é que vão andando…

Mas entretanto aparece mais outro canhão. Parece que o castelo estava bem defendido.

Ora aqui temos o homem mais importante da terra. Vasco da Gama (1469-1524), descobridor e almirante do mar da Índia, 1º Conde da Vidigueira e Vice-Rei da Índia.

O almirante olha para o mar, mas quando os ventos sopram fortes a cabeça vira para ver o bonito casario.

Homem de sorte, este almirante. Foram colocá-lo num sítio de onde só se vêm coisas bonitas.

Até nas suas costas o almirante tem a Igreja Matriz. A construção primitiva da igreja matriz remonta à Idade Média. Foi nela que Vasco da Gama, inicialmente destinado pelos pais à carreira eclesiástica, recebeu das mãos do bispo de Safim, em 1480, a prima tonsura. (A "tonsura" é uma cerimónia religiosa em que o bispo dá um corte no cabelo do ordinando ao conferir-lhe o primeiro grau no clero, chamado també "prima tonsura". Caiu em desuso, com a aprovação tácita da autoridade eclesiástica de Paulo VI, que suprimiu a prima tonsura, passando o ingresso no estado clerical a fazer-se pela ordenação diaconal.) No início do século XVIII, a igreja é já pequena para a quantidade de crentes que querem assistir à missa. Com autorização da Ordem de Santiago, é profundamente remodelada na década de 30 desse século (sob a orientação provável de João Antunes, arquitecto da Mesa da Consciência e Ordens, ou de seu colaborador), ganhando o aspecto actual, típico do barroco joanino. O terramoto de 1755 obrigou a várias remodelações.

Ao sair da igreja, os crentes levam com esta bensão de paisagem.

Parece que as pessoas ficaram cansadas por visitar a igreja. Na verdade, creio que estão apenas ganhando alento para descer uma escadaria que aí vem.

Do cimo da escadaria já se vê lá em baixo o autocarro à nossa espera.

Até já lá está muita gente à espera dos outros. Gente que chega primeiro.

Mas eu, antes de descer, ainda dou mais uma vista de olhos pela paisagem.

Aproveito para ver qual é o melhor caminho para descer.

Optei por vir por aqui para ver esta fonte. Fonte de Santa Luzia. Diz ali que é boa para os olhos. Mas os que vêm bem vandalizaram os azulejos. Nem estas pequenas coisas escapam à maldade de alguns.

Chegámos cá em baixo a aproveitamos para descansar da caminhada.

Ainda dá para olhar lá para cima apreciando a paisagem cá de baixo.

É o que também faz a Cidália.

E também nós os dois aproveitamos para registar o momento.

A rapaziada vai-se juntando olhando o crespúsculo que aí vem.

E agora são 3 horas de autocarro até Olhão. Por hoje está tudo visto. Vamos começando a pensar na próxima. Onde será? Ninguém sabe. Ainda é segredo.

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