MARCHA-CORRIDA EM OLHÃO (19-9-2010):

OLHÃO, 19-9-2010. – Finalmente, recomeçou a época das Caminhadas de que já tinhamos tantas saudades. E começámos a jogar em casa. A primeira Caminhada do Calendário Regional 2010-2011 calhou precisamente a Olhão. O pessoal reuniu-se todo aqui no Jardim Pescador Olhanense que é uma sala de visitas da cidade com uma invulgar paisagem da Ria Formosa.

Reparem só neste belo exemplar de Coreto de que dispõe a nossa cidade e já deve ser centenário. É raro o mês em que não hája por aqui algum evento.

Também neste Jardim se pode apreciar e disfrutar destes vários e belíssimos bancos com azulejos que nos mostram acontecimentos importantes da História da nossa cidade.

Chegados ao local da concentração neste Jardim verificámos que já havia um grande alvoroço. É que já estavam distribuindo as camisolas brancas do "m" (Programa Nacional de Marcha e Corrida) e também os Calendários da época. Aqui tenho que fazer um reparo. Distribuir camisolas é sempre uma confusão dos diabos, e por isso houve pessoas que não apanharam nenhuma como eu ouvi algumas lamentarem-se. Teria sido melhor se as tivessem entregue no final da caminhada à medida que fossem chegando. Mas eu também compreendo que os organizadores queriam que todos fossem de branco. Difícil, não é?

Entretanto, o Helder sabe comandar as pessoas, e comanda de tal maneira que até tira o protagonismo à Profª Ana que tinha o direito e talvez a obrigação de estar só no palco para realizar o aquecimento.

E, como eram 9,30h, foi dada a partida porque o Helder (e eu) gosta de pontualidade.

Saímos juntos à marina em direcção aos Mercados. Linda a paisagem.

E passamos junto aos Mercados, que por ser Domingo e estarem fechados, tem uma grande animação nas esplanadas à beira-ria.

Atravessámos todo o Jardim apreciando sempre esta bela paisagem.

A Apolónia conversa com a Profª Ana. Já não se viam desde a última caminhada.

Chegados ao Clube Naval enfiámos por dentro da Doca e fomos sempre em seu redor.

Pois é um lugar muito calmo e que permite um bom andamento sem precauções e que permite mostrar aos visitantes a maior indústria da nossa terra: a pesca.

E saímos da Doca pelo portão principal junto à rotunda mesmo à entrada da Zona Industrial.

E aqui temos uma demonstração do reverso da medalha. Olhão é talvez a cidade mais suja de paredes de todo o Algarve para não dizer do País. Alguns até acham graça a esta ‘sugidade’ mas eu não. E é uma pena que sendo Olhão uma cidade ‘branca’, a cal era e sempre foi a tinta por excelência destas terras do sul, não hajam autarcas com vontade de limpar a cidade. Apareceram esta semana pela cidade um grupo de raparigas estrangeiras que andaram a limpar alguns ‘grafittis’ nos prédios, mas pouco conseguem fazer a não ser que é preciso virem os estrangeiros para nos chamarem porcos. Mas alguns de nós ainda riem.

E chegámos ao posto de abastecimento. Desta vez não houve laranjas, talvez por estarmos no Verão, época baixa para os citrinos. Mas houve uma bela maçã e estavam fresquinhas. Também souberam bem.

Continuámos ao longo da Zona Industrial e passando também pelo Bairro das Âncoras fomos vendo a Rua das Garças, a Rua das Gaivotas e depois a Rua das Cegonhas.

Até que chegámos ao Beco do Xavier. Aqui, mesmo em frente da entrada do Parque Natural da Ria Formosa, seguimos para cima em direcção à passagem de nível da linha férrea junto à entrada do Parque de Campismo dos Bancários.

Aqui, viemos sempre em frente junto à linha férrea, a que alguém deu o nome de Recta do Sacrifício mas que na verdade se chama A. Gulbenkian.

Quem deu o nome de Recta do Sacrifício tinha as suas razões e quem por lá passar verá que é uma via que foi construída para servir de pista de ciclismo mas que é tão estreita e perigosa que é um sacrifício mesmo para os peões.

Aqui até é o melhor pedaço, com um pouco mais de espaço mas sempre com o receio de por o pé na estrada, que pode vir algum carro.

Mas chegamos aqui e temos mesmo que vir para a estrada e mais à frente ainda levamos com os carros estacionados. Estava terminada a Recta do Sacrifício.

Viemos parar dentro do quintal da Biblioteca Municipal e depois de a contornarmos de seguida aparece-nos pela frente a Praça de Agadir. Metemos então por dentro do túnel e viemos sair na Av. da República.

E palmilhámos toda a Avenida pelo passeio central. Aqui o passeio era muito mais agradável.

No fim da Avenida da República aparece-nos esta Igreja. Terra de gentes muito pobres, os olhanenses nunca tiveram dinheiro suficiente para edificar templos. Aqui não há muitas Igrejas. Creio que não são mais do que 3 e esta que vemos é 2 em 1. Eu explico. Embora não pareça esta é a fachada das trazeiras. O que vemos é a Capela do Senhor dos Aflitos. Em noites de tormento em que o mar se revolta e os pescadores enfrentam a faina de cada dia, as mulheres rezam, pedindo pela sua protecção e rápido regresso a casa.  Local de muita devoção das gentes desta terra. Mas do outro lado desta Igreja fica uma outra que já veremos mais à frente.

Volto-me para trás e ainda vejo muita gente que vem apreciando a calma desta avenida e a deslumbrante  vista da Igreja.

A Igreja Matriz de Olhão, também conhecida por Igreja de Nossa Senhora do Rosário pois era o seu nome inicial, foi o primeiro edifício de pedra a ser construído em Olhão (1698-1715?) . Possui uma fachada barroca do século XVII com frontão decorado com volutas. Ao centro um escudo ladeado por anjos. Uma abóbada de berço cobre o amplo interior e foi originalmente pago pelos pescadores locais. Também há quem diga que foi o segundo edifício de pedra em Olhão, mas na torre do sino está uma inscrição que diz: "À custa dos homens do mar deste povo se fez este templo novo, no tempo em que só haviam umas palhotas em que viviam". A capela-mor, definida por um retábulo e arco-triunfal em talha dourada (séc. XVIII), tem o tecto decorado com fresco e uma imagem de Nossa Senhora do Rosário (séc. XVII). Altares laterais também com retábulos de talha. Entre as imagens destacam-se o senhor Cruxificado e um Santo Apóstolo (séc. XVIII). Paramentos e peças de ourivesaria constituem o tesouro sacro. Numa arrecadação, um núcleo de imagens do séc. XVII e XVIII. Se se subir à torre da Igreja pode desvendar o segredo das centenas de casas com o telhado substituído pelo terraço, ou seja, a típica açoteia algarvia.

 

Metemos em seguida pela Rua do Comércio até ao fim.

Seguimos em frente por este Beco e fomos sair no Mercado do Peixe.

E do Mercado passámos ao Jardim onde terminámos a Caminhada. 6 kms feitos logo no primeiro dia.

E agora é tempo de ir conversando para descomprimir. Muito me admirou o Helder se ter esquecido dos alongamentos para relaxar.

O pessoal vai formado grupinhos de amigos e familiares.

Estas duas já há muito que não se viam, embora sejam vizinhas. Até para isto as Caminhadas servem.

Há sempre gente conhecida para dar um ‘olá’.

Outros aproveitam as sombras.

Há quem aproveite para ler O Algarve, um jornal que sempre nos acompanha nas Caminhadas.

Até o pessoal da Junta de Freguesia lá estava.

E também nós estávamos. (joaovalentim@live.com.pt).

E as prendas hoje foi um fartote. Água, Maçãs, Bolo, Esferográficas, Camisolas, Calendário e o Jornal.

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