ALMOÇO DA GINÁSTICA SÉNIOR DE OLHÃO:

Olhão, 29 de Junho de 2010. As turmas de Ginástica Sénior a cargo da Profª Elsa e do Prof. Miguel, reuniram-se num almoço de confraternização e despedida da época.

O local escolhido foi o Restaurante-Cervejaria Ria Formosa, na Av. 5 de Outubro, em Olhão.

Fomos entrando e reparámos que o local era espaçoso e com área suficiente para uma certa privacidade.

Entretanto, a nossa vista vasculhava a 180º. O ‘couvert’, ou melhor os aperitivos lá estavam. Demasiado ’empacotados’ como mandam as leis da actualidade, mas perfeitamente aceitável. Só ainda não compreendi porque é que as azeitonas e as cenouras têm escapado ao empacotamento. Será por serem produtos locais?

É claro que a pinga tinha que ser alentejana. Não há dúvida de que o vinho alentejano é o preferido dos portugueses e não só. No dia em que a hotelaria algarvia compreender que há todo um interesse regional (e nacional) em promover o vinho algarvio, estou certo de que as coisas vão dar uma grande volta.

A ‘mise-en-place’, ou seja, a apresentação da mesa é bastante simples e prática, como se pretende em locais que lutam constantemente com ‘qualidade-preço’.

Entretanto, as pessoas vão ocupando os lugares que pretendem em função das caras conhecidas.

E a sala vai-se compondo.

E há sempre caras novas para conhecer.

A Susy Enes já todos conhecem e quando entra na sala, a música pára.

E eis que chega a Profª Elsa exibindo orgulhosamente a sua obra-prima que a Natureza  teve o previlégio de lhe conceder.

As pessoas começam a comer sempre com uma certa timidez.

Por isso, a salada é o melhor aperitivo que conheço, embora em Portugal seja utilizada sempre como acompanhamento. Em muitos países, a salada é consumida apenas no ínicio das refeições e antes de qualquer outra iguaria.

Entretanto, a Profª Elsa cumprimenta toda a gente.

De repente, alguém se lembra de lhe dedicar um brinde.

E também lhe oferecem um ramo de flores. São rosas amarelas. As rosas representam o amor, mas as suas cores possuem significados especiais. A rosa amarela significa amizade e felicidade. Duas coisas que todos nós, neste momento, lhe desejamos.

Também nós, o João e a Apolónia Valentim, lhe desejamos eterna felicidade e muita saúde para criar a Beatriz.

As travessas de bacalhau vieram para a mesa mas ainda está tudo a fazer cerimónia.

Já repararam que está tudo com vergonha?

Parece que há aqui alguém que foi nomeado para guardar a garrafeira.

E aqui vos apresento o Bacalhau à Brás. Estava bom. Nada a dizer, embora este prato começe a ser um pouco cansativo. Sabiam que esta receita nasceu no Bairro Alto, em Lisboa, por um taberneiro que se chamava Bráz, como era uso grafar na altura. A sua popularidade levou-o a atravessar a fronteira, sendo também possível encontrá-lo, por vezes, em ementas espanholas, sob a designação de "revuelto de bacalao a la portuguesa".

E depois seguiu-se o Ganso de Vitela Assado (parte da coxa da vitela) que estava óptimo com um molho feito à base de "demi-glace" (molho-base de carne que serve para multiplas preparações que todas as boas cozinhas dantes tinham orgulho em confeccionar, mas que hoje qualquer caldo knorr teima em substituir) coisa que eu já não via há muito tempo porque já ninguém perde tempo com coisas boas e antigas.

E que dizer da Sangria? Eu via os jarros correrem de mão em mão e estavam sempre vazios. A bebida Sangria nasceu nas lares humildes de Espanha e depressa subiu à mesa dos nobres devido à variedade de frutas naturais que proporcionam além do colorido um sabor suave e refrescante e o vinho tinto para dar o tom alcoólico da bebida. O seu preparo é muito simples e a decoração confere o toque especial nessa deliciosa bebida que tem um sabor suave, delicioso e refrescante. A minha experiência ensinou-me que nunca se deve procurar a receita original. Mas cada pessoa deve fazer a Sangria à sua maneira pois o seu toque pessoal vai deixar os seus convidados curiosos e interessados.

As mulheres conversam. Conversam sempre. Onde será que arranjam sempre assunto para conversa.

Sempre muito alegre a Susy mete-se com todos.

Confirma-se. O Manuel Celestino não largou a guarda das garrafas.

As mulheres estavam danadas para despir o Prof. Miguel. Fizeram-no vestir a roupa que lhe ofereceram só por brincadeira.

Noutro canto a Profª Elsa recebia os seus presentes também. Um fio que colocou ao pescoço.

Até um postal lhe dedicaram.

 

 

Amigas de infância, a Suzel e a Apolónia divertem-se.

Até que surgiram as sobremesas. Havia variadíssimas sobremesas mas a Apolónia escolheu estas duas porque sabe que eu não como doces e assim deliciou-se com duas. A Baba de Camelo é um doce conventual mas que hoje já nada tem a ver com as antigas receitas e o Bolo de Bolachas já é uma invenção contemporânea com pouco interesse.

Como de costume o Helder recolheu a ‘massa’.

Depois de cada um pagar 12,50€ era afixada a chancela de autenticidade e comprovativo de pagamento.

Chegou a hora das despedidas. Beijinhos e abraços e até p’ró ano.

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