MARCHA-PASSEIO EM FARO (Final):

Olhão, 6 de Junho de 2010 = Hoje temos a última Marcha-Corrida deste ano, nas Gambelas, próximo de Faro.

Como de costume todos nos concentrámos no Largo da Estação para apanharmos o autocarro da Câmara que nos levou às Gambelas. Eram 8,37h quando daqui saímos.

E eram 9,00h quando chegámos à entrada da UAlg (Universidade do Algarve, Campus das Gambelas).

Quando entrámos no recinto já havia muita gente.

E cada vez eram mais. Os microfones começaram por calcular umas 1500 pessoas.

Entretanto a profª Elsa ía orientando e entretendo as pessoas. Ela é boa nisto, sabe entreter a malta.

Nós íamos obsenvando o ambiente e conversando com os conhecidos.

E as pessoas lá foram desenferrujando as dubradiças com uma série de exercícios ajudados pela profª Elsa.

E de repente, reparo nestas flores mesmo aos meus pés que por pouco não as esmagava. Segundo me foi dito por uma senhora do campo as flores tinham o nome de Fel do Campo e dizia ela que se fazia um óptimo chá para combater a diabetes. Fui investigar e concluí que se tratava realmente do nome que ela dizia,embora noutras terras também seja conhecida por Fel da Terra ou Terra de Fel (Centaurum erythraea). Às 2,30h da tarde quando abandonei o local ainda lá estava inteira. Conseguiu sobreviver a uma invasão de 2500 pessoas. É quase um milagre.

Entretanto as pessoas vão-se aglomerando no local da partida.

A muito custo são travadas pelas pessoas da organização e para surpresa minha saímos 5 minutos depois das 9,30h o que é obra. Creio que foi a primeira vez que tal aconteceu. A organização parece eficaz.

Sedentos de andar não se fazem rogados e aí vai a malta estrada fora.

Quando tirei esta fotografia veio-me à ideia esta enorme mancha cor-de-laranja. Estamos perto do Pontal, local mítico dos comícios do PSD. Seria apenas coincidência?

Seja como for a Marcha hoje estava enormemente pintada de laranja.

Apesar de estarmos no início as pessoas começavam a sentir uma certa dificuldade. Não de cansaço mas porque devido ao tempo quente, o que por si já era uma dificuldade, ainda tínhamos que gramar o pó de tanta gente andando.

Além disso, o terreno tinha muito cascalho. O terreno secou e as pessoas ao passarem remexiam a areia que fazia levantar os seixos enterrados.

Certos trechos do percurso, bastantes aliás, éram de areia como a da praia, o que dificulta bastante o andar.

Mas a culpa não é de ninguém, são as características do terreno. É assim que se faz uma caminhada. Andar por qualquer tipo de terreno é interessante, ecológico e desportivo além de lúdico. Ouvem-se muitas reclamações de certos ‘betinhos’ mas até estes se habituam. E ainda há muita gente por este País que precisava de largar o sofá e virem-se… habituar.

Finalmente, o tão desejado posto de abastecimento. A água já começava a fazer falta.

Todo o percurso estava muito bem assinalado. Havia 3 percursos diferentes, era só escolher mais á frente.

Até havia uma mota com um repórter filmando os caminhantes.

Apesar de caminharmos sempre dentro de um pinhal andámos quase sempre ao sol.

Neste aspecto, não tivemos lá muita sorte. Para certas pessoas não é lá muito fácil caminhar ao sol, num dia quente como hoje.

Mas faz parte do trajecto e por isso nunca faltam as camisolas e os bonés.

Não se vê ninguém de tronco nu nem com a cabeça descoberta. É sinal de que as pessoas já sabem para o que vêm. Lá diz o povo: quem vai ao mar avia-se em terra.

Outro posto de abastecimento. Estou a começar a gostar da organização. Reparem que neste até há maçãs, laranjas e água. Três coisas. É raro ver-se tanta fartura.

Por isso até parece que o pessoal ganhou novo alento.

Continuamos pelo pinhal soalheiro.

E agora mais uma pequena dificuldade. Apenas uma subida. A malta detesta subidas. Mas o coração dispara nas subidas por isso a dificuldade. O meu truque é encher os pulmões de ar e expirar com maior regularidade.

Eu também não gosto de subidas devido ao maior esforço, mas temos que as gramar.

Finalmente lá encontrámos uma sombra.

Mas durou pouco. O que é bom acaba depressa.

Mas este papel pregado num pinheiro diz-nos que já andámos 4 quilómetros e portanto só faltam 500 metros mais.

Agora que está a acabar é que aparece mais uma sombra. Nada mau.

Nota-se um distanciamente maior estre as pessoas o que quer dizer que o calor começa a fazer das suas.

Mas já se vê lá ao fundo o final da caminhada. Está quase.

Mas ainda vamos parar para receber mais uma camisola. Isto hoje tem sido um fartote.

E não é que cortámos a meta? Foram só 4,5kms. No princípio da época nem um eu era capaz de fazer.

Vamos lá buscar o jornaleco que nos vai fazer falta até ao almoço. Amanhã conto-vos a festa.

1 Comentário (+add yours?)

  1. JORGE
    Jun 07, 2010 @ 14:29:04

    Pois é caro amigo João. Você saiu-me cá um blogueiro de alta classe. Gostei bastante da sua análise à marcha final em Faro. É um trabalho exaustivo com uma descrição pormenorizada. Muito bem. Vou continuar a vir por aqui e já estou "em pulgas" para ver a reportagem da festa.Um abraço com amizadeJorge Lopes

    Responder

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