MARCHA-PASSEIO EM ALBUFEIRA:

Olhão, 16/5/2010 = Hoje temos uma Marcha-Passeio em Albufeira.

Eram 8,30h quando saímos do Largo da Estação no autocarro da Câmara Municipal para nos integrarmos numa Marcha-Passeio a realizar em Albufeira.

Às 8,48h chegámos ao Estádio Municipal de Albufeira onde também assenta arraiais o Imortal Desportivo Clube, conhecida colectividade desta cidade.

Começámos por apreciar as instalações e entretanto o pessoal começava a chegar.

Á medida que os minutos passavam as pessoas eram cada vez mais aproveitando para pôr as conversas em dia.

Eu e a Apolónia deixámos aqui o registo da nossa presença como já vai sendo habitual.

A Apolónia já arranjou companhia para a caminhada.

O Helder encarregou-se de pegar nas rédeas do aquecimento porque a organização, neste aspecto deixou muito a desejar. O espaço era grande, havia uma instalação sonora razoável mas parece que não havia ninguém para dirigir o aquecimento. Ainda por cima, só depois de terem dado a partida é que fomos informados de que teríamos de dar uma volta à pista como forma de aquecimento.

E lá demos a tal voltinha ao estádio, provavelmente para ficarmos a saber o que era uma pista de ‘tartan’.

Tivemos que contornar o Estádio pelo lado de fora também e só depois metemos por uma ladeira acima.

Lá de cima íamos vendo o resto do pessoal lá em baixo.

Fomos seguindo pela pista de ciclismo até chegarmos à estrada.

Como se pode ver pelo cartaz, as indicações até estavam muito bonitas e vistosas mas falta uma pequena coisa: a indicação dos quilómetros já percorridos. As pessoas gostam de saber tudo e o ‘tudo’ também inclui a quilometragem. Quem não souber como se faz é só perguntar ao Helder que ele é especialista em organizar caminhadas.

Felizmente eu venho prevenido. Trago sempre o meu pedómetro. Um pedómetro é um pequeno aparelho de cintura que permite medir o número de passos e as distâncias percorridas.

Como esta se trata de uma caminhada urbana com alguns pedaços de campo por vezes chega a parecer um pouco monótona. Por vezes reparamos que certas árvores de grande porte formam ainda bolsas verdes muito agradáveis de ver e sentir o seu cheiro.

É o caso destes sobreiros que já devem ter uns anitos muito bons. Era o tema de conversa dos caminhantes e muitos diziam que não íam lá estar por muito tempo. A construção desenfreada tratar-lhes-há da saúde.

Chegámos a este posto de abastecimento onde nos deram uma garrafita de água e tivemos que decidir por onde ir. Optamos quase sempre pelo percurso pequeno porque a nossa idade já não dá para mais.

Como gosto muito de azulejos verifico com agrado que as placas toponímicas desta cidade têm muita qualidade.

Estamos quase no final da caminhada e verifico que as pessoas ainda se mantêm muito próximas umas das outras, talvez por não haver grandes subidas.

Mas aqui está uma. Isto de subidas para os velhos não é pêra doce. Toda a gente resmunga mas avançamos sempre.

E depois, como diz o povo, tudo o que sobe tem que descer. Portanto para baixo, também diz o povo, todos os santos ajudam.

Chegámos ao Estádio. Estávamos no ponto de partida. Agora era só subir uma pequena rampa.

Aqui na rampa as pessoas faziam bicha para mais uma água e um pão com chouriço.

Cá temos o Jornal do costume, a garrafa de água e o pão com chouriço.

E aqui podemos ver o local de entrega do pequeno lanche.

Devido ao calor que já se fazia sentir, a organização teve a bela ideia de colocar aqui um grande toldo com mesas e cadeiras para que os caminhantes pudessem tomar o lanche num ambiente agradável e fresco.

Depois de comidos e bebidos entrámos no autocarro para o regresso. Vi logo que vinhamos por um caminho diferente. Passámos a rotunda das lombrigas (não deve ser este o nome mas era assim que as pessoas diziam). A cor original, prateado, foi substituída pelas cores da Bandeira Nacional como forma de participação do Município no Euro 2004 (e assim ficou …). O engraçado é que já vi nomes como minhocas turísticas, lagartas e rotunda 6. Afinal, qual será o nome desta rotunda? Será que tem nome ou fica ao critério de cada um?

E por falar em rotundas, cá temos mais outra e esta tal como parece é. Rotunda dos Relógios.

Fomos andando por uma rua nas traseiras da Câmara Municipal e viemos dar a este miradouro que tem uma vista fabulosa da parte antiga da cidade.

E como estamos numa cidade turística até tem um comboio para os turistas verem a cidade sem se canssarem.

Mas daqui vê-se quase tudo, até o mar. E o curioso é que as gentes de Olhão até parece que nunca viram o mar.

Não há dúvida de que esta gente tem uma sorte danada por terem uma praia à beira de casa. Também já havia muita gente na praia, não parece mas já estamos em Maio.

Este é o local da antiga lota. Quem viu isto à quarenta anos atrás certamente que tem muito para dizer.

Estamos no cimo das escadas rolantes.É só luxos.

Desconhecem-se as origens de Albufeira, mas tudo leva a crer que a região já era povoada em tempos pré-históricos e que o local onde hoje se ergue a cidade teria sido, alguns séculos antes da nossa era, uma importante povoação com o seu porto marítimo. A primitiva povoação foi ocupada pelos romamos que lhe deram o nome de Baltum. Introduziram uma organização administrativa centralizada e desenvolveram uma intensa actividade agrícola e comercial. Construíram aquedutos, estradas e pontes das quais ainda hoje existem vestígios.

O topónimo Albufeira provém da denominação árabe "Al-buhera" que significa "castelo do mar", razão que poderá estar ligada à proximidade do oceano e/ou da lagoa que se formava na zona baixa da localidade. Os árabes construíram sólidas fortificações defensivas, tornando-a quase inexpugnável, o que até certo ponto não era infundado, porque Albufeira foi uma das praças que os árabes conservaram por mais tempo em seu poder. O desenvolvimento da agricultura foi notável e verificou-se a introdução de novas técnicas e de novas culturas. Os árabes usavam já a charrua e os adubos, assim como as noras para a elevação de águas nos poços. Introduziram novos sistemas de irrigação nos campos, salientando-se os açudes e levadas, transformando assim zonas incultas em hortas e pomares.

 Quando d. Afonso III ocupou o trono, já parte do Algarve tinha caído em poder dos cristãos. Templários e Hospitalários, ordens militares que auxiliavam na Reconquista, salteavam frequentemente as terras que ainda estavam sob domínio árabe., mas detinham-se sempre diante das fortes muralhas de Albufeira. Sómente depois da tomada de Faro é que a situação de Albufeira se tornou insustentável. Cercada de inimigos por todos os lados, a praça caiu em poder de D. Afonso III, que imediatamente a doou à Ordem de Aviz. Os mouros foram perseguidos de tal forma, que só escaparam ao furor dos vencedores os que fugiram e se refugiaram numa caverna, denominada Cova do Xorino, situada por baixo das rochas demilitantes da cidade pelo lado sul. No reinado de D. Manuel I jà a vila reconquistara a sua antiga importância, pois este monarca concedeu-lhe foral em 20 de Agosto de 1504.

Albufeira foi das cidades algarvias a mais castigada por cataclismos naturais. Mas foi o terramoto que causou maiores estragos. O mar invadiu a vila com ondas que atingiram 10m de altura, destruindo quase todos o edifícios, tendo apenas ficado de pé 27 habitações e estas muito arruinadas.A Igreja Matriz, antiga mesquita árabe adaptada ao culto cristão, onde a população se refugiara, pedindo misericórdia, desabou causando 227 vítimas. Depois deste terramoto continuou todo o Algarve a sofrer abalos violentos até 20 de Agosto do ano seguinte o que não impediu que se iniciassem as obras de reconstrução por ordem do Bispo D. Francisco Gomes de Avelar. Em 1833, durante a guerra civil entre absolutistas e liberais, Albufeira foi cercada e atacada pelos soldados  do Remexido: um chefe popular absolutista que danificou profundamente a vila e executou grande número dos seus habitantes. A partir de meados do século XIX verificou-se um desenvolvimento da economia graças à actividade piscatória.

 Nas primeiras décadas do século XX registou-se um aumento acentuado da exportação de peixe e de frutos secos. A vila tinha, então, cinco fábricas que empregavam 700 a 800 pessoas, sobretudo mulheres de pescadores. De 1930 a 1960 registaram-se tempos de decadência, as armações de pesca arruinaram-se, as fábricas fecharam, as embarcações desapareceram e muitas casas foram abandonadas. A população ficou reduzida a metade e a pesca tornou-se novamente numa actividade de subsistência..

No início da década de 60, assistiu-se ao nascimento do fenómeno turístico, Albufeira foi foi procurada por turistas nacionais, mas foi sobretudo com os ingleses que propsperou. Na década de 80, verificou-se um enorme surto urbanístico, tendo a cidade crescido para nascente, local para onde se transferiu a maior partes dos serviços administrativos, incluindo a Câmara Municipal.

As belíssimas praias de Albufeira e arredores mudaram a vida no Algarve.

Por isso, nem mesmo os olhanenses ficam indiferentes a tanta beleza.

O mar está calminho. Está mesmo um daqueles dias que só apetece ficar na praia o dia todo.

Reparem só nesta calmaria. Está ‘mar chão’ como diz a malta do mar.

Parece que ninguém quer arredar pé daqui.

Mas tem que ser. Devo aqui dizer que fiquei muito surpreendido por terminada a caminhada não termos voltado logo para Olhão como acontece sempre. Já sei que foi o Helder que teve a ideia de virmos ver a praia. E foi uma belíssima ideia. Espero que isto se mantenha, de futuro porque, se um dos objectivos destes passeios também é passear além de caminhar, então não custava nada passar pelo centro das vilas e aldeias onde vamos marchar. É que muitas das vezes nós nem sequer vemos as fachadas das igrejas ou de outros monumentos porque, de uma maneira em geral as caminhadas são quase sempre nos arredores.

Já repararam na beleza deste miradouro que nunca teríamos visto se não fosse esta voltinha de 15 minutos?

Muitos de nós já conhecemos Albufeira mas outros não conhecem esta parte da cidade. Quantas cidades, vilas e aldeias nós poderemos vir a conhecer apenas com mais 15 minutos?

Eu sei que às vezes ou não apetece ou têm muita pressa. Tudo bem, mas quando apetecer nós ficamos à espera.

Esta rapaziada fez questão de ficar no boneco, por isso, aqui fica o registo.

E agora é que vamos mesmo, porque os 15 minutos já devem de ir em meia hora.

Antes de sairmos de Albufeira ainda passámos por esta rotunda que é conhecida por Rotunda do IRS. Porque será? Mas vim a saber que aqui as rotundas são conhecidas por números, talvez à espera de que o povo as baptize como tem vindo a acontecer.

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