PASSEIO A PORTEL:

Olhão, 12/Maio/2010 = Eram 7,38h da manhã quando saímos do Largo da Estação para uma excursão organizada pela Câmara Municipal.

O projecto "Mais Vida à Vida" iniciou-se no ano de 2001 e tem desde então permitido que a população, com idade igual ou superior a 60 anos, residente no Concelho de Olhão, visite e conhça novas localidades, com enfoque especial, para a descoberta do, relevante, património natural e constrído. Este ano os "Passeios da Primavera" irão visitar as históricas povoações de Portel e de Moura, passando pela Barragem do Alqueva.

Às 7,51h chegámos a Moncarapacho para receber as pessoas desta localidade e às 9,00h entrávamos na Estação de Serviço de Almodovar para esticar as pernas, aliviar as águas e fazer despesa neste estabelecimento que também precisam de viver. Às 9,25h arrancámos rumo a Portel.

Às 10,47h entrámos em Portel e descemos nesta praça que tem um candeeiro lindo dos tempos do ferro fundido. O Concelho de Portel faz parte do Distrito de Évora, está localizxado naza sul e encontra-se praticamente equidistante das cidades de Évora e Beja (respectivamente, a 42 e a 38 kms.), com as quais está em ligação por meio do IP2.

Subindo a Rua do Espírito Santo chamou-me a atenção este abaulado entre janelas. Serviria para alguma coisa ou será apenas decoração? Nunca vi nada igual mas lá que é bonito, é. Administrativamente, a área do Concelho de Portel acha-se dividida em 8 freguesias: Alqueva, Amieira, Monte do Trigo, Portel, Santana, S. Bartolomeu do Outeiro e Vera Cruz.

Ainda neste prédio pode ver-se este brasão em pedra que me disseram ser o Hospital. Situado na zona de transição entre o Alto e o Baixa Alentejo, o concelho caracteriza-se fisicamente por incorporar em grande parte a Serra de Portyel, acidente geográfico que toma a forma de uma ferradura alongada, com as extremidades orientadas na direcção de poente. No interior da serra, estende-se uma zona de terras baixas irrigadas por numerosos cursos de água. Como resultado recente da intervenção humana, assinalemos ainda na área concelhia a presença de duas importantes albufeiras, a de Alvito e a de Alqueva, que delimitam a poente e a nascente a área concelhia.

E viemos parar nesta Igreja do Espírito Santo do século XVI.

Ao entrarmos nota-se qualquer coisa de diferente. Tem dois andares com altares em cima e em baixo. A Igreja é pequena porque aqui mesmo ao lado esquerdo funcionava e parece que ainda funciona, um hospital. As paredes não têm interesse nenhum mas os altares sim e o tecto também.

Subimos ao primeiro andar para ver este altar nas alturas. Ainda gostava de saber para que servem tantos altares. Se é para dar missas, um chegava. Agora se é para que todos os santinhos tenham o seu lugar, a conversa já é outra. O que eu também não compreendo é a falta de informação escrita sobre esta igreja.

Saímos da Igreja e continuamos subindo apreciando becos e escadinhas. Historicamente, o Concelho de Portel tem origem em meados do século XIII, quando, a partir de 1257, D. João Peres de Aboim, que viria também a ser conhecido por D. João de Portel, entra na posse de uma extensa área, destacada do Concelho de Évora.. Este vasto território passou então a formar o termo do Concelho de Portel, vila a que é outorgado foral em 1262. Já bastante mais tarde, em meados do século XIX, foi anexada ao município uma nova área, a do então extinto Concelho de Oriola.

E estamos quase no final da rua. A vila de Portel nasceu praticamente com D. João de Portel, e desenvolveu-se à sombra do castelo por ele fundado ou por ele remodelado. Incorporada na Coroa em 1301, no reinado de D. Dinis, a vila é mais tarde, em 1385, integrada no senhorio de D. Nuno Álvares Pereira. Este, por seu turno, vai doá-la, em 1422, a seu neto D. Fernando, passando então Portel a estar integrada no património da Casa de Bragança.

Aqui está uma autêntica rua alentejana sem um único carro. Hà muito tempo que eu não conseguia fotografar uma rua sem carros. Só por isso valeu a pena cá vir.

E chegámos à Capela de Santo António, do século XVI-XVII, com azulejaria seiscentista de tapete a revesti-la interiormente.

Actualmente a Capela está desactivada e guardaram o altar noutro local porque precisavam de um espaço para eventos. Eventos pequenos porque o seu espaço é muito limitado.

Apesar de ter um espaço muito pequeno é um autentico espectáculo de azulejaria. Só a abóbada do tecto não tem azulejos porque todas as paredes são revestidas.

Vejam só esta velhinha pia baptismal rodeadas de azulejos.

Já se vê a Torre do Castelo a a Igreja da Misericordia (século XVII) que não pudemos ver porque se encontrava fechada.

E chegamos à Praça de D. Nuno Álvares Pereira São Nuno de Santa Maria (1360-1431) e ao fundo o edifício da Câmara Municipal.

Esta é a entrada lastimosa da Câmara Municipal. Deixarem estes horrorosos fios negros proliferarem por toda as cidades e vilas deste País já é vergonhoso mas permitir que se agarrem como lapas às paredes de monumentos como é este caso, é simplesmente inacreditável. É assim que se preservam neste País os legados do passado.

Chegámos finalmente ao Castelo. Assente num elevado outeiro, o seu conjunto fortificado é composto por duas ordens de muralhas. Uma cerca exterior, construída em taipa, que envolve a Vila Velha e o próprio Castelo, e este que, no início do século XVI, foi transformado num paço fortificado.

Deste patamar já temos uma bela vista mas ainda só estamos no chão do Castelo.

E entramos para ver as ruínas do Castelo. As muralhas exteriores não estão lá muito mal porque se vai lavando a cara de vez em quando, mas no interior está tudo em ruínas. Sendo o Castelo o monumento mais marcante da vila de Portel não se compreende porque é que só lhe lavaram a cara. Certamente há outras prioridades.

Com o decorrer do tempo, porém, a Vila Velha, cercada por muros, vai sendo abandonada. Extramuros, primeiro, a partir da encosta da colina, e, depois, estendendo-se pelas zonas baixas, desenvolve-se um novo núcleo de povoamento, orientado predominantemente para noroeste, em função dos eixos vários conducentes a Évora. Mais tarde, já na época moderna, cria-se a sul do núcleo histórico uma nova e extensa malha urbana, de traçado regular.

O monumento mais marcante da vila de Portel é decerto o seu conjunto fortificado, em que se destaca a imagem do Castelo, de planta octogonal, e a imponente torre de menagem a ela adossada, que se supõe ter sido erguida no reinado de D. Dinis. Já quanto à vasta cerca que envolve a colina, edificada em taipa, há quem lhe atribua uma origem árabe, ou quem defenda que a sua edificação se ficou a dever à iniciativa de D. João de Portel.

E é claro que as vista lá de cima das muralhas do Castelo são um espectáculo a perder de vista.

Vê-se, lá em baixo a Igreja Matriz com um enorne jardim de oliveiras por trás. Todas as terras têm sofrido uma transformação paisagistica muito grande com o intuito de se arranjar primeiro aquilo que os olhos vêm.

A parte de fora do Castelo também está muito bonita porque… os olhos vêm em primeiro.

E agora que já vimos o Castelo vamos andando porque já está pingando. Mas felizmente os aguaceiros prometidos pela Meteorologia não nos chegaram a incomodar.

São casas pequenas mas que devem ter uma grande lareira pelo porte da chaminé. É uma arquitectura muito alentejana e muito bonita, apesar de simples.

Cá está outra com alguma verdura que lhe dá outra graça mas a chaminé é realmente muito desproporcional em relação à casa. O que não deixa de ter a sua beleza.

E agora observemos esta rua antiga. Tem duas escadarias, uma privada e outra pública. Não deixa de ser engraçado.

Se não fossem os fios pretos pendurados em paredes brancas até que ficaria um postal muito típico.

 

Construído entre 1754 e 1766, este templo veio substituir a primitiva igreja matriz, de fundação medieval, situada na vila muralhada. Nas centúrias seguintes, sofreu reformulações interiores na nave e no presbitério.
Apresenta espaço unificado, com cobertura em abóbada de berço, cinco altares colaterais e dois púlpitos. Na capela-mor, observam-se telas da autoria da pintora Maria Fernanda Toscano Rico.

 

Já estamos cá em baixo e são horas de ir andando para o autocarro que nos levará para outras paragens.

Ainda damos uma última vista à paisagem que neste local tem uma vista fantástica. E agora vamos até à Amieira.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: