MARCHA-PASSEIO EM SILVES:

Olhão, 2 de Maio de 2010.

Esta manhã, pelas 8,33h partimos do Largo da Estação de Olhão, no autocarro da Câmara Municipal com destino a Silves.

Eram 8,22h quando aqui chegámos para tomarmos parte numa Marcha-Passeio organizada por esta cidade.Silves, antiga Xelbe muçulmana, capital do Al Gharb, o ocidente Andaluz, dizia-se ser dez vezes maior e mais forte que Lisboa. Cantavam-na os poetas por seus encantos e belezas, buscavam-na os homens ricos do Al-faghar e mesmo de Marrocos pelos prazeres que oferecia, Xelbe muçulmana, esplendorosa, opulenta, composta de casas magníficas e bazares deslumbrantes e gentes civilizadas, centro de cultura, pequena pátria de escritores e artistas, “pérola de Chencir”, a região de que era senhora. Ao cimo da colina o Alcácer Axarajibe, Palácio das varandas, morada dos príncipes que parecia ilustração viva das Mil e uma noites, fora construído pela grandeza romana e tocada pela elegância árabe, rodeado de poderosas muralhas e torres, impossíveis de escalar. Mas a reconquista cristã seguia o seu caminho, imparável e impossível de abrandar. Corria o ano de 1189, cercada por Portugueses e cruzados a caminho da terra santa, acabaria por cair nas mãos destes, que de pronto a saquearam, apesar do Rei Luso lhes ter oferecido riqueza para não o fazerem. Perante a brutalidade dos cruzados alemães e ingleses, viu-se D. Sancho I obrigado a mandar as tropas portuguesas pôr fim ao saque e obrigá-los a regressarem aos seus navios.
Retornou Xelbe á posse moura após invasão do miramolim de Marrocos que reconquistou o sul de Portugal até Évora. Só no reinado de Afonso III o Al-Gharb retornou definitivamente á posse de Portugal e se denominou de Algarve.
Ainda hoje o castelo de Silves encanta com as pedras vermelhas das suas muralhas. Xelbe, terra de mouros, terra encantada onde os cristãos viviam lado a lado com o Islão. Mas a terra clamava as suas origens e a cristandade voltou e ficaram as memórias e o passado comum da mourama, na sua arte, na sua cultura, nas suas portentosas muralhas derribadas e feridas… Xelbe ontem, Silves hoje.

Quando chegámos junto das Piscinas Municipais, local do encontro de todos os caminhantes vindos de vários pontos do Algarve, já o aquecimento se tinha iniciado.

Dez horas da manhã costuma ser a hora marcada para se iniciar a partida. Mas o povo é demasiado impaciente e parece que as organizações não têm (ou não querem) forma de controlar esta lusa ansiedade. Assim, com alguns empurrões os de trás forçaram os da frente a avançar e lá partimos 8 minutos adiantados, como sempre.

A Apolónia, mesmo de braço ao peito (fez uma cirurgia ao Túnel Cárpico) lá vai indo como ela gosta, com companhia para poder conversar.

Vamos circulando pela pista de ciclismo até chegarmos até chegarmos à Estrada Nacional 124.

Vamos avançando e apreciando a bela paisagem.Os testemunhos da presença humana recolhidos na região de Silves e ao longo do curso do Rio Arade, revelam a sua existência desde os tempos Pré-Históricos. Os monumentos megalíticos como os menires do Monte Roma, em Silves, e os menires da Vilarinha, manifestam actividade daquelas comunidades agrícolas do período Neolítico da Região. A exploração de minerais nas margens do rio Arade, parece ser uma realidade com as sociedades da Idade do Bronze que construíram a Necrópole da Alfarrobeira.Numa colina voltada a Norte do Cerro da Rocha Branca, localizada a dois Quilómetros a poente da actual cidade de Silves, existiram as ruínas de uma importante feitoria do 1º milénio a.C. Aquele povoado terá sido muito provavelmente a chamada Cilpes, que manteve relações comerciais com povos de remotas regiões do Mediterrâneo oriental, como os fenícios, gregos, cartagineses.

Vê-se que toda esta zona verde deve ter sido benificiada pelo programa Polis.Os vestígios da conquista romana fazem-se sentir no actual núcleo urbano da cidade de Silves. Provavelmente terão sido edificadas naquele remoto período, as primeiras muralhas de defesa de um núcleo urbano. A ocupação muçulmana do actual território algarvio e a prolongada permanência dos povos árabes e sua preponderância cultural mantiveram-se desde os séculos VIII a XIII, e marcaram profundamente a história e o urbanismo da cidade.A região foi primitivamente povoada por árabes do Mediterrâneo Oriental, amantes das artes e das ciências, permitindo o desenvolvimento deste importante pólo cultural e político do al-Gharb al-Andaluz, nos séculos IX a XII. Ficou na memória dos seus habitantes, a Medina Xelb conhecida, como a cidade de filósofos e poetas, Ibn Caci, Ibn Ammar ou o rei Al-Mutamide.

Saímos da zona verde e entrámos na Estrada Nacional 124 e seguiremos sempre em frente.A primeira conquista cristã acontece em 1189. As tropas portuguesas governadas por D. Sancho I foram assistidas por um contingente de Cruzados em trânsito para a Terra Santa, que aportara acidentalmente em Lisboa. A efémera sujeição durou apenas dois anos, Al-Mansur dota a cidade com fortes muros e infra-estruturas de aprovisionamento de água. A derradeira conquista cristã acontece em meados do séc. XIII. D. Afonso III, apressa-se a nomear um bispo para esta sede episcopal, e logo a cidade se tornou capital de todo o Algarve. No séc. XV o infante D. Henrique concentra-se nesta urbe, e impulsiona activamente a participação das suas gentes nas viagens marítimas dos descobrimentos portugueses.

Acabamos de passar mesmo junto ao Mercado Municipal como se pode ver neste brasão de pedra com as armas da cidade a encimar a sua porta principal.Com o século XVI surgem os primeiros sinais de declínio. O assoreamento do rio, principal via de comunicação com o exterior, a formação de áreas lodosas tornara a cidade insalubre. O prelado transladou-se para Faro em 1577, sob forte contestação popular, e esta transferência, foi seguida pelos influentes homens de negócios que animavam a vida económica da cidade. O Terramoto de 1755 foi o coroar das enfermidades que a urbe padecia, deixando pouco mais de uma dezena de casas habitáveis.

E passamos junto da Ponte Romana. A Ponte Romana de Silves ou Ponte Velha, cuja reconstrução data do século XV, podia já existir aquando da ocupação árabe, o que alguns autores justificam com a existência de vestígios de uma via romana nas proximidades.
Esta ponte tem o tabuleiro suportado por cinco arcos redondos, cujos pilares estão protegidos por talha-mares.

Passear por Silves é olhar a História do Algarve à nossa volta. A centúria seguinte foi marcada pelas invasões francesas, a fuga da corte portuguesa para ao Brasil e as convulsões sociais que lavraram um pouco por todo o país. Em Silves, as guerras entre liberais e absolutistas, tiveram na região importante figura local, o guerrilheiro absolutista Remexido. A segunda metade deste século importou para esta cidade interior do Algarve a indústria corticeira, assim como, todo o comércio e pequenas unidades fabris dependentes daquela manufactura. A região é igualmente premiada com o investimento estatal da expansão do caminho-de-ferro, que chega aos arredores da cidade nos inícios do século XX.

Passando junto ao Rio Arade ouvimos dizer que… Um dos factores que teve forte impacto no desenvolvimento da cidade de Silves no período de domínio árabe foi, sem dúvida, a sua proximidade ao rio Arade, então navegável até às suas muralhas.No ano de 1189, a pedido de D. Sancho I, uma frota de cruzados de que ia a caminho da Terra Santa, subiu o Rio Arade, juntando-se às tropas portuguesas que tinham vindo por terra com o intuito de conquistar a cidade, o que veio a acontecer, após prolongado cerco, no dia 3 de Setembro desse mesmo ano.O rio Arade, que motivou o desenvolvimento da cidade, veio a dar um contributo importante para o seu declínio, agravado pelo assoreamento do mesmo, que apenas permite a sua navegabilidade por barcos de pequeno porte.

Praça Ibn Al Mouhatamid em Abbad. (Praça de artes muçulmanas no Algarve). Esta Praça é dedicada a um dos fundadores de Silves, Ibn Al Mouhatamid, Governador de Silves e Rei de Sevilha (1051-1091).

Não vou muito com esculturas modernas mas confesso que estas me agradaram muito, pela simples razão de que são aquilo que parecem.

Continuando em frente pela mesma avenida, bem cheia de flores os caminhantes lá vão andando ouvindo a sua História:

Que tal estas lindas rosas vermelhas para alegrar a caminhada. Importante centro operário e industrial, prosperando em população e novas edificações, desenvolve-se política e culturalmente para as causas republicanas e sindicalistas que ainda hoje se reconhecem na toponímia das suas ruas. O Estado Novo põe termo ao ciclo industrial da cortiça. A decadência da agricultura assente na produção de frutos secos é substituída por uma prática agrícola apoiada no regadio e na produção de citrinos. Esta última consentida com a construção da Barragem do Arade e de importantes infra-estruturas de irrigação que elevam este concelho ao mais importante centro produtor nacional de Laranja. A indústria turística e as potencialidades que a bacia do Rio Arade proporciona, conjuntamente com o riquíssimo património histórico que o concelho de Silves conserva serão por certo mais uma vertente económica a ser desenvolvida e explorada.

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 Estamos chegando perto de um Monumento chamado Cruz de Portugal mas só o vamos ver a alguns metros de distância, do outro lado da estrada mas vale e pena falar dele. 
 De incontestável beleza, a Cruz de Portugal é um cruzeiro, classificado como Monumento Nacional desde 1910, com cerca de 3 metros de altura. Na face poente apresenta um Cristo crucificado opondo-se à Pietá, Cristo descido da cruz nos braços de sua mãe no lado oposto. O tronco da cruz é ornado por lenhos entrançados e podados.
 O enigmático monumento está a nascente da cidade de Silves. criado provavelmente no final do século XV ou início do século XVI, esculpido em calcário branco.Cruz de Portugal.                                                       J

    
 Passámos o Cemitério e viemos dar aqui perto do Castelo. Neste local havia a divisão de percursos. Quem fazia o percurso maior teria que subir até ao Castelo e quem fizesse o mais pequeno seguiria em frente. Nós optámos pelo percurso pequeno porque como é a subir a Apolónia não gosta nada.

 O Castelo
O castelo de Silves ocupa o topo da colina onde assenta a cidade de Silves. As muralhas que constituem a fortaleza apresentam a forma de polígono irregular com uma área aproximada de 12 mil metros quadrados. As defesas são erigidas em arenito vermelho, grés de Silves, tendo sido alteradas pelos vários sismos que assolaram a região, e consequentes reconstruções. A última ocorreu nos anos 40 do século XX, mantendo no entanto, o seu perímetro medieval. O monumento é composto por várias torres de planta rectangular, verificando-se a existência de duas de tipo albarrã, (torres afastadas da muralha ligadas a esta por um arco), situando-se as três maiores a Norte e Noroeste.

A poente encontramos quatro torres adossadas à muralha e as restantes três implantam-se a Sul. O interior do castelo guarda vários elementos arquitectónicos relevantes, destacando-se na Zona Norte, o "Aljibe", grande cisterna de planta rectangular, sendo coberta por abóbadas assentes em colunas quadrangulares. A Sul, apresenta-se a "Cisterna dos Cães", a nascente procedeu-se a trabalhos de investigação arqueológica, que mostram estruturas de habitações palatinas. A residência mais a Sul é composta por dois pisos, jardim interior, complexo de banhos, pertencentes ao Período Almoada (séc. XIII). Na área central da alcáçova, poderá observar silos, que correspondem a estruturas subterrâneas destinadas ao armazenamento de mantimentos.

E nós continuámos subindo esta rua, apreciando a paisagem e a História. A primitiva ocupação humana da colina de Silves remonta à pré-história, acreditando-se que, no primeiro milênio a.C., navegadores Fenícios tenham penetrado no rio Arade, navegável até fins da Idade Média, e que, posteriormente, tenha conhecido a presença Romana, que aqui explorou uma jazida de cobre, conforme os testemunhos arqueológicos. Alguns autores pretendem que teriam sido estes os responsáveis por uma primeira fortificação, entre os séculos IV e V, também atribuída aos Visigodos que se lhes sucederam.
A partir do século VIII, diante da Invasão muçulmana da Península Ibérica, os novos senhores desta região iniciaram a fortificação de Silves (então as-Shilb), como o confirmam as recentes escavações. Graças à posição geográfica privilegiada a povoação cresceu com rapidez. Por volta do século XI, quando conheceu o apogeu, ultrapassando Ossónoba em importância, foi palco de inúmeras disputas entre príncipes
muçulmanos vindo a ser conquistada pelo rei-poeta Al-Mutamide (1052), tornando-se sede de uma taifa.
Embora uma historiografia clássica afirme que as forças de Fernando Magno conquistaram e saquearam a povoação em 1060, a realidade desse evento tem sido modernamente questionada.
Acredita-se que data deste período a configuração genérica do perímetro muralhado, envolvendo uma área de cerca de doze hectares. A muralha ameada, rasgada por três portas, era reforçada por torres de planta quadrangular. Internamente a povoação era definida por duas ruas principais, constituindo dois eixos. Junto à porta principal (Porta de Almedina, Porta de Loulé) erguia-se o vasto Palácio da Varandas, hoje desaparecido, que conhecemos pela poesia de Al-Mutamide.
A povoação encontra-se descrita na crônica de Xelbe, ao final do século XII, como um dinâmico centro urbano, comercial e cultural do mundo islâmico. Data do início do século XIII a reforma Almóada das suas defesas, empreendida pelo último rei muçulmano, Ibn al-Mahfur, que lhe conferiu as linhas gerais que, com alterações, chegaram aos nossos dias.

Agora é sempre a descer. Para baixo todos os santos ajudam.

Passamos por umas ruelas estreitas.

E daqui vê-se a Torre da Sé Catedral mas não passamos ao pé dela. É difícil precisar com exactidão a origem da catedral, e se esta terá sido erigida sobre uma mesquita após a reconquista da cidade aos mouros por D. Dinis, mas sabe-se que o edifício actual terá sido iniciado entre meados e finais do século XIII. Vários terramotos foram deteriorando o edifício ainda inacabado, e este acabou por ser reformulado a meados do séc. XV, seguindo uma estrutura gótica mais simples. No século XVIII, após o terramoto de Lisboa de 1755, e com a destruição de vários dos seus elementos, a catedral foi alvo de novas alterações em estilo barroco, que se podem observar na zona superior da fachada principal a terminar em volutas, no portal sul e na nova torre sineira. A partir de 1938 a DGEMN procedeu a restauros no edifício de modo a acentuar as suas características góticas.A catedral apresenta uma planta em forma de cruz latina, com cruzeiro abobadado no cruzamento dos braços da mesma, rematada por uma abside em grés vermelho na extremidade onde se encontra o altar-mor. A nave, com uma altura máxima de cerca de 18 metros, apresenta duas naves laterais com altares decorados a talha dourada barroca, divididas da nave central por sólidos pilares octagonais. O portal principal da catedral, inserido num alfiz (elemento rectangular em pedra onde se insere todo o portal), é formado por um arco quebrado composto por arquivoltas dispostas em degraus. Os capitéis são possivelmente contemporâneos do Mosteiro da Batalha, edifício que mais influênciou a catedral que se tornou o maior exemplo da arquitectura gótica no Algarve. A fachada sul da catedral apresenta um portal barroco/rocócó de 1781, designado por Porta do Sol. O seu interior alberga no pavimento diversos túmulos de bispos e de famílias nobres de Silves, assim como a pedra tumular de D. João II, falecido e aqui sepultado em 1495, e que acabou por ser posteriormente transladado para o Mosteiro da Batalha.

E viemos dar a esta porta antiga da cidade pela qual enfiámos.

E viemos sair na Praça do Município onde estas árvores floridas nos deixaram de boca aberta. Todas as árvores estavam floridas umas de branco e outras cor-de-rosa. Não tenho a certeza mas creio que as árvores são Magnólias lindissímas a decorar esta bela Praça onde também se situa o pelourinho.

Vejam só este espectáculo. Além das árvores floridas podemos ver um repuxo no centro com 4 altas palmeiras.

Este é o espectáculo cor-de-rosa.

E estas sãs as brancas que nos fazem arregalar os olhos.

Esta Praça vista do lado contrário continua a ter a mesma beleza e ao lado direito do repuxo pode ver-se o pelourinho. Não é lá muito visível mas é outro monumento dentro de uma cidade cheia de monumentos.

 

Os fragmentos do pelourinho estão patentes na Praça do Município. O único elemento original que resta é uma coroa decorada com elementos em forma de flor-de-lis que remata a actual composição. Esta procura reproduzir a original descrita. O pelourinho estava situado na actual praça do município de onde foi retirado em 1878, quando foi construída a estrada macadame que vinha de S. Bartolomeu de Messines. Foi desmantelado e as suas peças dispersas. A coroa e os ferros estavam depositados no museu Arqueológico Infante D. Henrique em Faro. A Câmara Municipal de Silves na década de 90 procede à sua reconstrução na Praça do município.Concelho desde 1266, Silves recebe nova carta de foral em 1504, na época do rei D. Manuel. Embora já nessa época possuísse por certo pelourinho, os restos do que hoje existe são dos finais do séc. XVIII, provavelmente do reinado de D. Maria I, como a Porta do Sol na Sé ou a porta principal da Igreja de Nossa Senhora dos Mártires. Restam hoje a parte superior e dois dos ferros originais. A sua antiga localização, por detrás da Câmara Municipal, deixou vestígios no nome da rua ali existente. (Rua do Pelourinho). 

Fomos seguindo por esta rua, curiosamente quase toda ela sem carros.

E viemos sair aqui junto da Ermida de Nossa Senhora dos Mártires. A sua fundação deve ser pouco posterior, ou ainda, da época da reconquista cristã. A sua invocação é em honra dos cavaleiros caídos pela conquista da cidade aos mouros em 1189 e ali, segundo a tradição, em parte sepultados. Talvez seja dessa época uma ou duas das pedras tumulares, entretanto retiradas do solo, que ali encontramos. O resto é a construção manuelina (séc. XVI) e a reconstrução após o grande terramoto de 1755. Os vestígios da época manuelina são essencialmente a capela-mor, interior e exteriormente. No interior, o arco que lhe dá acesso e o seu abobadamento. No exterior, os típicos merlões da época de D. Manuel I, as gárgulas fantasiosas. O terramoto de 1755 obrigou a refazer a fachada principal na qual se abre o pórtico em estilo rocócó (1779), muito semelhante ao da Porta do Sol na velha Sé.

Uma bonita gárgula na Igreja de Nossa Senhora dos Mártires, em Silves

Mesmo ao lado do monumento aos mártires da Pátria foi instalado um posto de reabastecimento aos caminhantes com laranjas e água, que dá um jeitão. Podiamos chamar a esta Marcha-Passeio a Marcha das Laranjas porque eu nunca vi tanta laranja numa Marcha só. Por alguma razão dizem que as laranjas de Silves são as melhores do País.

Neste Jardim aqui no Largo da República alguns caminhantes (eu incluído) fizeram batota e cortaram caminho talvez por falta de sinalização ou simplesmente por vontade de cortar caminho. Também não interessa, cada um faz o que pode ou o que quer fazer. Ninguém é obrigado a nada.

Passámos por esta escola, por sinal, com muitos e bonitos painéis de azulejos e curiosamente com a tal pedra negra que por aqui parece haver muita.

Já quase no final da caminhada passámos por aqui onde havia uma Feira de Gado e d’outras coisas. Amanhã falarei disto.

Bem me parecia que toda esta zona tinha sofrido uma valorização paisagística e aqui está a placa que confirma a minha suspeita.

Chegando aqui junto das Piscinas Municipais de Silves, inaugurada em junho de 2003, damos por terminada a caminhada de hoje. Foi um passeio muito agradável, muito bonito e de percurso rasoavelmente fácil. Gostei, sobretudo porque nos deixaram ver o que havia para ver. É claro que não vimos tudo, muito mais ficou para ver, mas dentro do razoável o percurso foi muito bom. A mim agrada-me muito andar mas se puder ir vendo coisas bonitas muito melhor. Os exercícios de aquecimento e alongamentos foram espectaculares com uma menina magrinha que brincava com aquilo que até parecia fácil. Veja na foto acima uma menina de camisola verde e calção preto. É a menina que pôs toda a gente a mexer. Ela tem jeito para isto. Esta foi uma das caminhadas que mais gostei e este ano já vou na 31ª.

Tenho por hábito apresentar sempre aquilo que eu chamo de "despojos da caminhada". Desta vez foram montes de laranjas e águas. A planta apanhei-a junto do rio para plantar num vaso no meu terraço. Quase sempre trago uma poda das terras por onde caminhamos. Qualquer dia tenho uma espécie de Terraço Botânico. Até Moncarapacho.

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