MARCHA-PASSEIO NO BAIRRO ECONÓMICO EM OLHÃO:

Olhão, 24 de Abril de 2010 = Hoje pelas 9,30 da manhã fomos até ao Bairro Económico em Olhão, para participarmos numa Marcha-Corrida, ou melhor, numa Caminhada porque a correr não foi ninguém.

Como era perto de nossa casa aproveitámos para vir a pé metendo por umas ruas pelas quais não costumamos andar.

Até que chegámos junto do Polidesportivo do Cassiano, como é conhecido por aqui. Tem este monumento muito vandalizado pela canalha dos Grafitis que não têm contemplações por nenhum espaço.

Nem mesmo a placa descritiva do evento escapou à ‘arte’ da rua.

Parece que o Cassiano foi um carola do desporto por estas bandas e as gentes daqui não o esqueçem e pelos vistos devia ser uma pessoa muito estimada porque o seu monumento está impecável, como se pode ver. Veremos até quando.

 Neste mesmo dia, mas logo pela manhã (10:00), alunos do primeiro ciclo disputaram entre escolas uma prova de atletismo organizada pela Junta de Freguesia de Quelfes, a que pertence esta zona da cidade, o que deu algum colorido a este largo.

Olhando em redor, enquanto esperava pelo início da Caminhada, fui observando as redondezas e as flores que por sinal até havia muitas pelos jardins das casas em redor mas esta, por ser anual e no alto de uma árvore chamou-me a atenção pela sua beleza invulgar.

Entretanto, a malta vai começando e chegar e vão-se juntando.

Estamos muito poucos. Como não havia autocarro para passear a grande maioria das pessoas não apareceu. Se o objectivo é andar não se compreende porque é que as pessoas precisam de um autocarro à porta para vir a uma Caminhada dentro da própria cidade.

Mas enfim, lá se consegui reunir apenas 19 pessoas e a meio do caminho ainda houve desistencias.

Desistiram alguns porque a organização quase não existiu. As pessoas não sabiam qual era o percurso porque não estava asinalado. Ninguém da organização nos acompanhou, ficámos entregues a nós próprios, ainda por cima, as pessoas da frente da Caminhada eram gente nova, com demasiado vigor e rápidos no andar que não têm contemplação pelos mais velhos que vão ficando para trás. As pessoas que vão ficando para trás sentem-se sózinhas no meio do campo, perdidas e angustiadas e com vontade de desistir mas não o fazem porque não sabem onde estão e também não sabem como voltar para trás. É sempre muito triste quando o egoismo de uns se sobrepõe à fraqueza de outros.

Nesta fotografia podemos ver o pelotão da frente.

Nesta podemos ver a beleza das chaminés algarvias que vamos encontrando pelo caminho.

E nesta também podemos ver os últimos da Caminhada. O homem deistiu porque não achou graça nenhuma à brincadeira. A Apolónia continuou sempre resgungando como é seu hábito mas desta vez tinha razão porque ela não conseguiu acompanhar a velocidade dos outros.

Que vão andando tranquilamente, como se nada fosse.

Até eu, que não me incomoda a velocidade, mas que me incomoda o sofrimento dos últimos quase não vejo as belezas a que devia prestar atenção se viesse tranquilamente caminhando. De qualquer forma ainda deu para ver estas flores. Sabem o que é? São favas.

E o grupo lá vai mais à frente… fugindo.

E olho para o lado e vejo… uma alcachofra? Um cardo? Não tenho tempo para verificar. Mas está numa fase bonita. Não tarda, abrirá a flor.

E esta, heim!! Algum habilidoso que por aqui passou, resolveu mostrar a graça da sua arte. Das folhas de uma piteira conseguiu fazer um coelho. Realmente, há gente com imaginação.

Esta piteira é diferente das outras. Deve ser outra espécie. Mas o que me chamou a atenção foi o tamanho dos seus figos. Embora não pareça mas cada figo tem a grossura da minha mão fechada.

Estou quase a apanhar o grupo da frente. Os que vêm atrás estão fazendo um esforço tremendo para se chegar à frente.

E não é que já há figos nas figueiras. Só na figueira do meu quintal é que nem vê-los.

Encontrámos este painel de azulejos pelo caminho. Diz assim: Nesta mata de Bela Mandil realizou-se em 23 de Março de 1947 por iniciativa do MUD Juvenil uma grande concentração de jovens vindos de quase todo o Algarve para manifestarem pacificamente o seu espirito de luta contra a Ditadura, a favor da Democracia. Surpreendidos durante a confraternização por uma força armada da GNR e da Polícia para as dispersar resistiram "unidos como os dedos da mão" e assim desfilaram mais tarde, cantando, vigiados pela GNR, que disparou, em desespero, uma rajada de tiros já dentro de Olhão, onde terminou esta inolvidável jornada."

E aqui consegui ultrapassar alguns caminhantes para poder tirar uma foto de frente.

Passámos junto a uma casa toda decorada com artefactos marítimos. Dizem-me que o dono da casa é marinheiro e por isso não admira a exposição.

Flores bonitas numa árvore à beira da estrada.

Estamos deixando o campo e entrando novamente na cidade.

A Apolónia fez um autentico contra-relógio para conseguir alcançar os mais atrazados e conseguiu. Quando parar é que vão ser elas.

Estamos entrando numa zona nova da cidade.

E vamos entrar agora no bairro onde começámos a caminhada.

Aqui pregámos uma pequena partida ao grupo da frente. Sem querer cortámos caminho e chegámos primeiro do que eles, só que eles não gostaram e desataram a correr para chegar em primeiro. Nós nem sequer nos mexemos mas ficou provado que certas pessoas fazem disto uma competição. Tenham juízo. Nós já não temos idade para correrias.

A mim, essencialmente, interessa-me isto. Olhar para coisas bonitas como estas lindas flores. Já não tenho forças para correr mas tenho olhos para ver. Agora já só faço coisas dentro dos meus limites.

E finalmente chegámos ao ponto de partida. Terminou a nossa 30ª Caminhada sossegadamente.

E no final, coisa que muito nos surpreendeu, um pequeno lanche. Pelo menos lembraram-se disso. Obrigado.

O dia esteve bonito. Não chuveu e fez sol. A menina que mais correu parece que está estafada por isso a sombra e a relva estão a refrescá-la.

E quanto a nós vamos andando porque a Apolónia não pára de resmungar e vou ter muito que a ouvir.

E para terminar vejam só o lanche que nos deram: uma sandes de queijo, um sumo e uma água. Nada mal. Até à próxima, talvez em Silves, se me deixarem ir.

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