MARCHA-PASSEIO EM BARÃO DE S. JOÃO:

11/ABRIL/2010 = Partimos do Largo da Estação em Olhão às 8,00h da manhã e às 9,23h estavamos em Barão de S. João para iniciarmos mais uma Marcha-Passeio nesta localidade.
 
Como de costume a Profª Ana acompanha-nos sempre para nos orientar. E também como de costume vamos sempre no autocarro da Câmara Municipal.
 
Quando chegámos a Barão de S. João já havia bailarico e a Apolónia aproveita sempre.
 
Enquanto ela se entretém a dar ao pé eu aproveito para fazer o meu habitual reconhecimento das redondezas e como havia um morro tratei logo de o subir porque a vista lá de cima era espectacular.
 
Como se pode ver, lá de cima avistava-se toda a povoação.
 
E ao percorrer o alto do morro vou observando a flora. Que plantas serão estas? Parecem casulos que bandeiam ao sabor do vento. Ainda não tinha vista nada assim. Veremos se consigo descobrir o nome destas plantas.
 
Destas havia muitas e tratei de colher uma ramo para dar à Apolónia. Não é que eu seja muito de dar flores mas colhendo um ramo é mais fácil tirar uma fotografia como esta. Disseram-me depois que estas plantas se chamavam "Calcinhas de Cuco" mas não sei se é verdade. Tentei investigar na Net mas não encontrei nada com este nome.
 
Já os Cardos são sobejamente conhecidos mas com 4 bichinhos em cima é que já não é normal.
 
Estas lindas flores brancas estão a florir de um arbusto enorme mas também não sei o nome. Isto de flora é muito complicado.
 
Mais fácil são as chaminés. São todas bonitas e no Algarve é um fartote em qualquer lado. Reparem com estas duas gémeas têm um desenho diferente do habitual.
 
Esta tem aspecto de ter muito uso. Provavelmente aqueceu a casa durante todo o Inverno.
 
Já estas duas parecem iguais mas não são. Se observarmos bem as cúpulas são diferentes mas parecem ter pouco uso.
 
Tal como esta está muito branquinha. Possivelmente só é habitada durante o Verão e por isso não tem uso.
 
Aqui temos duas completamente diferentes. Imagino que a que está suja deve ser da sala onde deve estar a lareira e a outra da cozinha. Já ninguém cozinha a lenha, pelo menos por aqui no Sul.
 
E que dizer das mais antigas. São as mais bonitas. Já perderam o branco da cal mas ainda conservam a sua imponência… degradada.
 
Voltando à Marcha está quase na hora da partida. A Apolónia gosta de ser sempre a primeira porque normalmente é quase sempre a última a chegar.
 
Ficou contente com as flores. Porque será que as mulheres se derretem todas com umas simples flores silvestres?
 
Ao começarmos a Marcha encontrei esta árvore com umas flores amarelas muito compridas que parecem campaínhas. Disseram-me que se chamava "Fralda da Velha". Que raio de nome. Pois também não encontrei nada na Net com este nome. Estou cá desconfiado que estão a gozar comigo.
 
Mas voltemos à caminhada. Vamos já sainda da vila, ou será aldeia? Para mim será vila, não sei.
 
E toca de começar a subir. Começou aqui e fartamo-nos de subir. Muita gente dizia que se subiamos depois teriamos de descer. Pela lógica seria assim. Mas a lógica nem sempre tem lógica. Não sei porquê, talvez pelo esforço de subir a verdade é que as descidas pareceram muito pequeninas. Ilusão?
 
Visto daqui até parecia fácil com a estrada alcatroada.
 
Mas foi sol de pouca dura. Entramos em terreno de terra batida muito difícil de andar. Grande parte dos caminhos tinham tanta pedra que algumas pessoas caíram durante o percurso.
 
Mas eu presto mais atenção à paisagem e quase não me apercebo da dureza dos caminhos. Esta planta, por exemplo, que também não sei o nome, está agora a começar a florir e ainda não se vêm muitas abertas.
 
Vejam só o espectáculo desta paisagem, mesmo a subir, lá vamos cantando e rindo.
 
O denso matagal desta zona é aqui bem visível, sempre a subir.
 
E não é que continuamos a subir. Ninguém desiste. Havemos de lá chegar.
 
E aqui está a minha surpresa do dia. São poucos os nomes das flores que eu conheço e esta muito menos, porque nunca vi nada igual. Escontrei esta beldade mesmo à beira da estrada. É muito rasteira e mal se via mas estava a querer florir sem pressas. Será que tem nome?
 
Parece que finalmente, chegámos ao cimo da subida. Será?
 
A Apolónia avisa-me de que há aqui água e fruta. Aproveitamos para refrescar a goela.
 
E não é que veja papoilas nesta altura do ano? Pensava eu que as papoilas eram plantas do Verão. Realmente isto deve andar tudo trocado porque quando eu era moço só as viamos lá pelo solarento mês de Agosto. Ou estarei enganado?
 
Já viram como um charco de água faz uma paisagem bonita? Até as pás dos moinhos novos agora entram e fazem parte das novas paisagens.
 
E lá vamos progredindo no caminho atravessando estas matas que por esta altura se tornaram muito barulhentas e poluídas pelos ruídos e pelo pó levantado pelos carros desportivos numa prova que se realizava aqui mesmo ao lado. O pó era tanto que não deu para fotografar.
 
Deixando para trás o ‘rally’ continuámos o nosso caminho por sítios muito empedrados como se pode ver. É claro que não estavamos à espera de um caminho todo asfaltado mas lá que foi difícil, isso foi.
 
 
Uma das poucas descidas aqui já com um caminho bem melhor.
 
Aqui acabou o pesadelo das pedras. A partir de agora até parece que vamos de patins, tal é a diferença.
 
E não é que esta azulinha me aparece sempre nos finais das caminhadas? Tenho que descobrir o seu nome. Acho que ando lá perto. Pensei que fosse uma Borago mas já vi que não é.
 
E o ‘rally’ também atravessa a localidade e como aqui não há pó já posso tirar o boneco. Pelo menos apanhei um.
 
O percurso da caminhada não era por aqui, mas fizemos um pequeno desvio para irmos ver a Igreja que é sempre o maior monumento que qualquer localidade tem e que nunca nos deixam ver. Nunca percebi porquê mas em todas as caminhadas que temos feito os organizadores dos percursos só nos deixam ver os monumentos se não houver mesmo outra alternativa.
 
Ao menos vamo-nos contentando com os pequenos monumentos.
 
E ao chegar aqui é sinal de que cortámos a meta. E apesar do desvio que fizemos para ir ver a igreja não fomos os últimos. Ainda nos deram umas bolachinhas de água e sal (não posso comer, sou hipertenso) e outra garrafinha de água.
E tratámos de ir aliviar as águas e fizemo-lo num sítio com estas lindas flores a olhar para nós.
Eu hoje estou em maré de apanhar flores, coisa que nunca fiz na vida. Vinhamos para o autocarro e reparei  neste lindo molho amarelo e vai daí pensei que ficaria muito bem com as outras que a Apolónia já tinha e que durante toda a caminhada não as largou.
E não é que o ramo ficou mesmo lindo.
Como sempre faço, no final de cada caminhada aqui registo os despojos do dia. Água, bolachas-de-água-e-sal, ancores, o jornal e uma pode de uma suculenta que apanhei algures.
E por último temos o destino das flores apanhadas durante a caminhada.
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1 Comentário (+add yours?)

  1. João
    Ago 03, 2011 @ 17:24:12

    O aubusto que chamaram fralda de velha é; nome cientifico, Datura arborea

    pode conseguir alguma informação sobre ele no sitio http://www.interhomeopathy.org/fr-themes-of-datura-arborea-solanaceae

    Responder

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