PASSEIO AO MOINHO DE MARÉ EM OLHÃO:

OLHÃO, 4 /Abril/2010 = Eram 10,35h quando saímos de casa para fazermos um passeio a pé até para lá da Quinta de Marim onde se situa o Moinho de Maré de Olhão. É um dos 3 Moinhos de Maré em funcionamento em Portugal e por isso vale a pena ver uma coisa que temos ao pé de casa.
 
E metemos pés ao caminho em direcção aos Bombeiros. Seguimos pela Rua de Olivença .
 
Aqui, ainda estivemos a apreciar estas belas flores. São Glicínias (Wisteria sinensis) e florescem por esta altura. E fomos andando até à Rotunda da Escola João da Rosa.
 
Atravessámos a avenida para o Bairro dos Pescadores e seguinhos sempre em frente.
 
E fomos apreciando as árvores floridas que nesta altura do ano são um espectáculo.
 
Passámos junto à velha escola primária que foi remodelada e aumentada tendo este brasão da cidade na parede. Estava feito o primeiro quilómetro.
 
E atravessámos esta ribeira, que por sinal estava bem seca o que nos facilitou a passagem.
 
E fomos atravessando os campos até chegarmos à estrada.
 
Viemos sair na Avenida do Parque Natural da Ria Formosa quase junto à entrada do Parque de Campismo dos Bancários.
 
E viemos por aí abaixo apreciando as flores e plantas das vivendas.
 
Até chegarmos à passagem de nível. Seguimos em direcção ao mar. Até aqui já estavam percorridos dois quilómetros.
 
Sempre apreciando as casas dos outros. Não é bonita esta entrada?
 
Continuámos em direcção ao mar por um carreiro estreito ao longo de uma vedação de arame.
 
E finalmente avistámos o mar. A maré estava muito vazia e por isso se viam grandes areais na Ria Formosa.
 
Fomos andando até áquele pontão lá ao longe.
 
Parece que por aqui há grandes lagos artificiais onde se pratica aquacultura e esta ponte é uma entrada ou saída de água para a Ria.
 
Chegámos ao tal pontão em muito mau estado, cheio de buracos muito perigosos. É preciso avançar com muito cuidado para não meter um pé nos buracos.
 
Mas a vista é bonita e vale a pena percorrer o pontão embora seja muito perigoso trazer crianças para aqui.
 
Finalmente lá consigo ver os habitantes naturais da Ria. Se não estou enganado deve tratar-se de um Carraceiro, nome esquisito desta ave.
 
Como a maré estava vazia este pai resolveu levar as crianças até perto da água andando pelo lodo e bisbilhotando o trabalho do mariscador.
 
Nós preferimos ir ao longo do pontão. A vista era melhor e também se apreciava mais as aves (poucas) que rondavam por ali.
 
Como esta Perna-Vermelha. Creio ser este o nome desta ave que mais parece uma perdiz.
 
E cá temos outro Carraceiro. Pelo menos são muito branquinhos. E foi tudo o que vimos de bicharada.
 
Barcos velhos apodrecendo ao sol e vedações destruidas não faltam por aqui. Parece que o Parque não tem capacidade para se cuidar o que não é de estranhar neste País desorganizado. Atendendo às circunstâncias o Parque até não está assim muito mal. Continuo é a não compreender porque é que o portão principal está fechado ao público aos Domingos quando toda a gente mais tempo tem para passear e depois as pessoas entram por buracos nas redes. Alguém compreende?
 
 Mas como não é para compreender enfiámos por este passadiço, por sinal, bem feito, atendendo que podemos ir andando sem estragar as dunas e ainda temos letreiros com informação sobre o que nos rodeia. "Na margem continental da laguna, onde nos encontramos, as dunas não são frequentes e quando ocorrem são pouco desenvolvidas. Tal resulta de, nestas águas abrigadas, o transporte de sedimentos ser reduzido. Temos uma situação bem diferente no cordão de ilhas-barreira, com cerca de 50 kms de extenção, entre o Ancão e a Manta-Rota, que delimita a laguna e constitui o PNRF. A acção do vento, das correntes e das marés arrastam geralmente centenas de milhares de toneladas de areia e modifica incessantemente o contorno das ilhas. Não nos esqueçamos que atravessamos um período de subida do nível dos mares, em que as ilhas-barreira tendem a recuar em direcção ao continente. Este fenómeno natural é reforçado pelas intervenções do homem sobre o litoral: construção de marinas e portos, instalação de esporões, etc. A construção (muitas vezes clandestina), o pisoteio e o tráfego de veículos (nas penínsulas), ao destruirem a vegetação dunar facilitam a erosão."
 
Chegámos ao final do terceiro quilómetro e o nosso objectivo já está à vista. A casa que se vê ao fundo é o Moinho de Maré que nos trás aqui. O Moinho é apenas um pretexto para nos tirar de casa. Precisamos de andar e se o fizermos de forma agradável é muito mais apreciavel.
 
Cá está parte da informação que vemos ao longo do caminho. Neste caso, podemos ver como funciona, ou melhor, como funcionavam estes moinhos: "Trata-se de um engenho destinado à moagem de cereais que tira partido da energia das marés: a água armazenada no grande reservatório junto ao moinho (caldeira) durante a enchente, é libertada na vazante, fazendo accionar as mós. O aparecimento dos moinhos de maré em Portugal data do século XIII, tendo subsistido até aos nossos dias com modificações mínimas. Em meados deste século muitos encontravam-se já abandonados, devido à concorrência das moagens mecânicas – e destino idêntico tiveram as azenhas e os moinhos de vento. Os moinhos de maré eram construídos quase sempre em estuários de rios e lagunas – na Ria Formosa chegaram a existir 30 destes engenhos. O Moinho Novo de Marim, construído em 1885, foi o último a ser encerrado, já em 1970. Foi restaurado pelo PNRF, sendo actualmente um dos 3 moinhos de maré em funcionamento em Portugal."
A maré estava bastante vazia pelo que quase nem se via água cá de baixo e os barcos jaziam quietos no lodo.
 
Umas escadas à bela maneira algarvia leva-nos à açoteia de onde podemos apreciar a paisagem da Ria Formosa.
 
Lá de cima deparamo-nos com mais um carraceiro aproveitando a pouca água para se ir alimentando.
 
Esta é a açoteia onde nem sequer falta a dita chaminé e a deslumbrante paisagem.
 
Vista deste lado tem ainda um caminho pelas dunas que nos podem levar mais além.
 
E que nós ainda percorremos um pouco até voltarmos novamente e apanhando o caminho de volta.
 
Como se pode ver, tão depressa estamos nas dunas como de repente podemos estar num pinhal como este.
 
Ou num Juncal: "Nos pontos onde as dunas bloqueiam o escoamento das linhas de água para o mar, podem formar-se pequenos charcos temporários de água doce, que estão a observar. Estes charcos secam durante o verão e a sua extenção e duração variam consoante o ano é mais ou menos chuvoso. A vegetação é dominada por várias espécies de junco e, em solos menos encharcados por tamargueiras. A fauna inclui libélulas, tritões, rãs, sapos, cágados, e cobras-de-água, o que constitui fonte de alimento para garças e cegonhas."
 
Neste passeio encontrei esta linda planta que aproveitei para apanhar uma pequena poda que irá para um vaso e sempre que a regar me lembar das boas caminhadas.

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