MARCHA-PASSEIO A CASTRO MARIM:

OLHÃO, 29/Março/2010 = A Marcha-Passeio de hoje foi em Castro Marim, mais própriamente na Reserva Natural do Sapal.

Ás 8,30h da manhã, conforme o combinado quase toda a gente se apresentou em frente da Estação da CP. Mas como esta noite os relógios adiantaram uma hora houve uma grande confusão de horários e acabámos por sair eram 8,45h.

Metemos pela Via do Infante e 35 minutos depois entrávamos em Castro Marim. O autocarro foi parar muito perta desta Igreja, aliás Ermida de São Sebastião.

Entretanto, a malta foi-se reunindo lentamente junto ao Pavilhão Municipal.

Havia por ali uma tenda que oferecia bolinhos secos e umas bebidas que eu não costumo aproveitar porque provocam umas filas enormes em que eu não posso perder tempo nelas.

O dia estava bonito e apetecível para caminhar. Um professor lá da terra começou a fazer o aquecimento.

Faltavam 2 minutos para as 10h quando os impacientes do costume resolveram começar a andar mesmo sem ter sido dada a partida. É sempre esta impaciência de alguns que provoca falsas partidas e que os organizadores não conseguem controlar por muito que peçam para esperar pela ordem de partida.

E aí vamos todos a reboque dos impacientes. Como se pode ver a moldura humana até era bonita mas não me pareceu muita gente.

Existem variadissímas razões para muita gente não vir mas creio que uma delas eram os 3,5 de percursos pequeno. Pelos comentários que ouvi as pessoas achavam o percurso demasiado pequeno.

A Apolónia fez questão desta fotografia e como nunca se pode dizer não a uma mulher, ela aqui está.

Chegados aqui havia que decidir qual dos percursos nós iriamos. Optamos pelo percurso maior por 3 razões. A primeira porque também achámos muito pequeno o percurso menor. A segunda porque todo o terreno era plano e portanto seria fácil de caminhar. A terceira porque estava interessado em ver os tais flamingos que no seu discurso o vereador nos prometeu. Eu já devia ter idade suficiente para não acreditar em politicos e a verdade é que não vi uma única ave em todo o percurso.

Tirando esta que tem vista previligiada lá de cima, não vi mais nenhuma.

E assim lá metemos pernas ao caminho e fomos atrás dos outros.

Atravessámos esta ponte e entrámos no Sapal.

Estava um lindo dia e nós aproveitámos bem para caminhar por um local completamente diferente do habitual.

Terreno muito plano sem uma única árvore e arbustos muito rasteiros com muitas valas e grandes voltas mas de rara beleza.

Parece que por aqui ainda se fabrica o sal artezanalmente como se pode ver por este monte branco lá atrás.

E com tanta voltinha lá vamos progredindo no terreno.

Quilómetro após quilómetro lá vamos andando.

O terreno até que não estava nada mal, apesar de alguns buracos estava perfeitamente transitável para peões.

Esta planta, que me parece uma Sarcocornia parece haver muita por aqui. Ao princípio pareceu-me uma Suculenta e tratei logo de apanhar uma poda para colocar num vaso mas não me parece que tenha sido boa ideia porque investigando a planta vim a saber que se dá em terrenos salobros e portanto não deve dar em vaso. Veremos.

Lindo o terreno e não só pelo colorido.

Todo o caminho é um espectáculo.

Estamos a chegar ao fim do Sapal pelo que já começam a ver-se árvores.

E outro tipo de terreno, esburacado e com poças de água.

Ma a água ainda marca presença nestas paragens. Vejam a beleza destes Juncos misturados com outras plantas aquáticas.

Já chegámos à estrada e saímos do Sapal. Agora vamos pela estrada em direcção a Castro Marim que ainda fica a 2kms. Da estrada até já se vê a Ponte sobre o Guadiana.

Agora que estamos fora do Sapal vamos vendo outro tipo de vegetação. Tal como este Piorno Branco.

Ou estas lindas flores azuis que ainda não descobri o nome.

Os Cardos já são mais conhecidos e começam agora a florir.

Lá no cimo temos um Castelo todo pintadinho de branco. Ainda não compreendi muito bem porque é que Castro Marim tem duas Fortalezas. Este de branco e um Castelo mais antigo. Não chegava um?

Lá no alto temos a Igreja de Santo António. É uma pena nunca incluirem o mais bonito de se ver nas Marchas-Passeios. Esta mania de que a gente vem só para caminhar não me entra na cabeça.

O que vale é que estamos sempre a tropeçar com as flores. Não é bonita esta Alfazema (Lavandula Officinalis)?

E isto, o que será? Um coreto? Talvez sim, talvez não.  É que só consegui tirar a foto com o ‘zoom’ e portanto de longe.

O mesmo aconteceu com este bonito moínho. Já agora, senhor vereador, deve ter sido o senhor que organizou este percurso e se me permite deixo aqui uma sugestão. O percurso pequeno que era apenas de 3,5kms podia ser aumentado com uma passagem por estas belezas no alto de Santo António. Que lhe parece? Não ficava uma Marcha espectacular? Claro que sim.

A vista por aqui também é bonita.

As casas são outra coisa digna de se ver e por aqui até as casas simples são bonitas.

Outro cantinho muito agradável e um monumento em homenagem a todos os músicos e compositores do Mundo. O painel de azulejos foi o único que encontrei. Deve haver mais mas não tive a sorte de os ver.

E como de costume aqui deixo os despojos desta caminhada. Água, laranja, bolos secos, jornal e a famosa Sarcocornia. Foi um belo passeio numa bela manhã de Domingo numa bela povoação do Algarve.

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