MARCHA-PASSEIO NA CONCEIÇÃO DE TAVIRA:

OLHÃO, 21/MARÇO/2010 = Como sempre a Câmara Municipal de Olhão colocou à nossa disposição o seu autocarro para nos levar até Conceição de Tavira.

Eram 9 horas da manhã quando saímos do Largo da Estação e metemos pela Via do Infante.

Meia hora depois estavamos na Conceição de Tavira prontinhos para caminhar pelas suas ruas e campos. Assim o tempo o permitisse. E permitiu. A primeira coisa que fiz foi bater as redondezas e reconhecer o terreno. E não é que me apareceu pela frente esta linda igreja.

A Igreja, pertinho da Escola, tem um pórtico espetacular, com uma cornija sustentada por 2 cães e ainda um conjunto de 5 colunelas em arquivolta (4 lisas e uma complexamente trabalhada com representações tardogóticas de silvas, carrancas e dragões mordentes).

A Igreja é bem recheada de azulejos. Tem muitos e variados azulejos como se pode ver em cima e em baixo.

A pia e os azulejos circundantes são lindos.

A Igreja em si não tem aqueles floreados dourados que é costume ver-se em muitas igrejas do País mas é atraente e tem muita luz.

O edifício foi construído no 1º quartel do séc. XVI, mas no séc. XVIII ganhou sobre o pórtico um brasão barroco da Ordem de Santiago.

Mas voltando ao principal que é a Marcha-Passeio a malta lá se foi reunindo toda na Rua 25 de Abril em frente ao edifício da Junta de Freguesia e Casa do Povo do outro lado.

Depois das boas-vindas lá foi dada a partida, mas… deram a partida 5 minutos antes da hora. Já sei que me vão dizer que eu sou chato mas tem a sua razão de ser. Senão vejamos. Toda a gente sabe que a grande maioria dos caminhantes é tudo gente de uma certa idade (hoje em dia não se pode chamar velhos aos velhos, dizem que fica mal) e nós aguentamos pequenas viagens de 1 hora aproximadamente para aqui chegarmos. É evidente que ao desembarcarmos em qualquer terra deste Algarve a primeirissíma coisa a fazer é perguntar pela casa de banho. As pessoas sabem (e contam com isso) quantos minutos faltam para a partida. Se as partidas forem dadas antes da hora acontece que muitos, que ainda não aliviaram ou estão para o fazer, quando chegarem à rua já não vêm ninguém e depois desistem porque não têm coragem para dar uma corrida. Também toda a gente sabe que as instalações sanitárias não são muitas o que por vezes obriga a grandes filas de espera. É só um pouquinho de paciência…

E com a conversa o pessoal já lá vai…

Vá lá que hoje não havia subidas.

Pelo contrário, começámos a descer ligeiramente.

E eu voltei a passar em frente à Igreja. Normalmente eu costumo tirar um tempinho antes para fazer o reconhecimento do terreno, porque há muitas terras que fazem os percursos longe dos monumentos e eu não gosto de perder nada. As caminhadas não é só andar. É preciso mostrar às pessoas aquilo que as terras têm de bonito para se ver. Só assim uma caminhada se pode tornar agradável. Vá lá que hoje tive o prazer de verificar que aqui esta regra foi respeitada.

Esta passagem foi assunto de muito falatório. As pessoas perguntavam como é que ainda havia esgotos a céu aberto em terras como esta. Diziam que até cheirava mal. É claro que eu não estou de acordo. Para já não me cheirou mal e depois pareceu-me mais uma ribeira do que um esgoto. É evidente que não tenho a certeza porque agora chove muito a a água tudo lava. Será que no verão tudo será diferente?

A mim pareceu-me que levaram os caminhantes por ali apenas por uma questão de segurança. De qualquer forma a duvida mantém-se: será esgoto, será ribeira? Bem vistas as coisas, o que é que isso nos interessa?

Estão a ver? Aqui tudo é bonito. Aldeamentos novinhos em folha, espaços largos, muita verdura. Viver aqui deve ser um espectáculo.

Nesta altura do ano é que os turistas deviam vir. Já viram as cores dos nossos campos. Até as favas aqui plantadas devem ser mais felizes.

E depois quando é que há mimosas em flor no verão? Assim as caminhadas até têm outra graça.

Observem bem este espectáculo campestre.

Ou este. Aqueles que ficam de manhã na cama não sabem o que perdem. Já ouvi dizer que Portugal é o país mais sedentário da Europa. Vamos ter que mudar isto.

Óptimos e bonitos caminhos para andar. Quem é que não gosta?

 

E chegámos às pontes da Ribeira de Almargem. Uma ponte de madeira que treme toda quando se passa nela.

Mas que tem uma vista que é um vistão. Só para ver isto valeu a pena vir aqui.

Depois da ponte o respectivo abastecimento: uma águínha, uma laranjita e dois bolinhos secos que dá para aconchegar até ao almoço.

E agora vamos ter de voltar para trás pelo mesmo caminho. Isto do mesmo caminho é que o pessoal não gostou. Ter de percorrer o caminho duas vezes não é nunhum drama mas também não é lá muito agradável. Eu não acredito que os organizadores não consigam fazer melhor. Dá a impressão de que nos estão a despachar. Será? Espero que para a próxima arrangem um percurso melhor. Tenho esperança nisso.

Ao fundo pode ver-se a outra ponte dos caminhos de ferro e a ponte é mesmo de ferro porque o bicho é pesado.

Ao voltarmos reparei que havia uma casa fora do vulgar. Um emblema do Sporting de um lado e um do Benfica do outro. É curioso, aqui não há rivalidades. Ou haverá. Pelo menos parece que se contentam os dois. Outra curiosidade neste beco é que o moderno e o antigo parece coabitarem bem.

E para finalizar aqui estão os despojos do dia que em matéria de flores foi um fartote. Já as plantei todas. Tenho um vaso de cada terra por onde ando. O meu terraço é um espectáculo e daqui por um ano será ainda melhor.

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