MARCHA-PASSEIO NA CARRAPATEIRA (Aljezur):

7/MAR/2010 – Eram 8 horas da manhã quando deixámos a Estação da CP em Olhão, em autocarro da Câmara e seguimos directamente para a aldeia de Carrapateira, em Aljezur.

1 hora e meia depois chegámos aqui para participarmos numa Marcha-Passeio à beira-mar. Só que o tempo não nos dava descanso. Prometia molho.

 

Dez minutos depois de termos chegado deu-se o que temiamos. Começou a chover. Pronto. Tínhamos a caminhada estragada. Mas passado um bocado parou de chover e a esperança renasceu.

Até que o pessoal se reuniu no pequeno anfiteatro no centro da aldeia e o individuo de mão no peito ao centro da foto teve a palavra. Deu as boas-vindas e enalteceu a sua terra.

Os caminhantes escutaram mas muito mais preocupados em saber se ía chover. Com esta aglomeração de pessoas já estavamos a pensar que íam cancelar a Marcha. Mas não. Esta gente daqui já está habituada a este tempo e por isso foi dada a ordem de marcha. Felizmente, de momento, não chovia.

E lá vamos nós de partida. Até começou a fazer um pouco de sol o que alegrou a malta.

Felizmente, parecia que não ía haver subidas, pelo menos subidas difíceis.

Pelo contrário, até estávamos a descer. E o sol a brilhar encheu-nos de coragem.

Vamo-nos distanciando da aldeia. Parecia que ía ser uma caminhada interessante.

Até encontrei narcisos silvestres. Era bom sinal. Com tanta chuva as flores têm escasseado.

E a aldeia cada vez mais longe. A estrada pelo meio das dunas dava um bom andar. Mas…

O tempo começou a ficar escuro. Estavamos a adivinhar chuva.

Quando chegámos ao abastecimento da água e da laranja já foi preciso abrir os guardas-chuvas.

Ainda espreitei para ver o mar mas a chuva e o vento não me deixavam.

A chuva depressa alagou a estrada com facilidade porque os terrenos já estavam saturados de tanta água.

O que dificultou bastante o nosso andamento e acabámos por ficar encharcados e cada um teve que se desenrascar como pode.

Como já estava completamente molhado não me preocupei mais com a água e resolvi arriscar um pouco mais para me chegar junto das falésias para poder fotografar o mar.

E por sinal, o mar estava mais calmo do que em terra. E como se pode ver as vistas eram espectaculares.

Em terra é que eram elas. Lutavamos para conseguir andar às voltas com os chapéus de chuva que se viravam constantemente com o vento e a chuva.

Enquanto lá em baixo até parecia outra coisa.

Eu entretinha-me a apreciar a paisagem marítima.

Até os barquinhos descansavam da tempestade em terra.

Esta caminhada num dia bonito seria espectacular. Apesar do mau tempo deu perfeitamente para ver que era um belissímo percurso. Pode ser que para o ano que vem tenhamos mais sorte.

E lá ao fundo já se vê a praia onde será o final dos nossos tormentos. Porque desistir está fora de questão.

Por falar em desistir, o organização colocou várias viaturas ao longo do percurso para aqueles que quizessem desistir. E alguns aproveitaram.

Mas outros lá se aguentaram e seguiram em frente.

E não é que ao passarmos esta zona, a chuva começou a abrandar.

E em boa hora o fez porque deu para olhar a flora. Já viram bem esta linda flor?

E esta maravilha. Havia muitas e outras que provavelmente não vi devido à chuva.

Cá estão outras amarelinhas. Depois do vendaval é muito agradável ver como as plantas se aguentam.

E já estamos na descida para a praia. Este carro está distribuindo uns bolos secos que animam a malta.

E a Apolónia está contente por estar a chegar. Ela não gosta nada de chuva mas reconhece que o percurso devia ser bonito noutras condições.

E, como de costume, aqui está o registo da nossa presença.

Mas o passeio ainda não acabou. Vejam só esta espectacular suculenta. É uma SEDUM SEDIFORME e num vaso do meu terraço já lá tenho uma poda que daqui levei.

Vamos descendo, agora mais lentamente, porque o tempo melhorou e ainda há muito para ver nas redondezas.

Digam lá que não é bonito. Até parece neve.

Estas florinhas cor-de-rosa também estão em plena floração por todo o lado e pode-se ver as bolinhas castanhas de outra espécie.

Enquanto os atrazados não chegam a malta vai aproveitando para conversar com gentes de outras terras.

Entretanto eu reparo nesta flor de chorões. Vi muitos chorões ao longo do caminho mas esta foi a única flor que vi. Será a primeira?

E pronto. Agora é que acabou mesmo. Vamos para casa porque o pior está para vir. É que para chegar a casa ainda temos 1 hora e meia de caminho e teremos que secar a roupa no corpo. Faço votos que isto não traga consequências.

E por último aqui vão os despojos do dia: água, laranjas, o jornal do costume, bolinhos secos, o programa da festa (apanhou chuva) e as podas da suculenta que já estão num vaso.

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