MARCHA-PASSEIO DE SANTA LUZIA:

31/JAN/2010 – Saímos de Olhão às 9 da manhã e meia-hora depois estávamos em Santa Luzia, perto de Tavira, para nos integrarmos na Marcha-Passeio ou Marcha-Corrida ou Caminhada. Afinal qual será a palavra exacta? Eu, cá por mim, vou mais por Caminhada, porque é isso mesmo que nós fazemos. Marcha não me parece. Não vejo ninguém a marchar e Corrida contam-se pelos dedos de uma só mão aqueles que o fazem.
Quando lá chegámos já estava a decorrer o aquecimento e como estava um pouco fresco era mesmo o que nós precisávamos.
O pessoal continuava a chegar, cada vez éramos mais e os autocarros também. Mudar a concentração para este local pareceu-me uma muito boa ideia porque o espaço é maior e cabia lá tudo. Até os autocarros. As casas de banho é que continuam a ser um grande problema em todas as terras. Mas a malta lá se vai desenrascando como podem.
Parece-me que o síndroma das partidas é outro problema em quase todos os lugares. O pessoal está todo com o nervoso miudinho e com uma vontade danada de ir estrada fora. Desta vez até deixaram o Presidente da Câmara a falar sózinho. Há por aqui muito por limar ainda, especialmente no que toca a educação cívica. Senhores organizadores, tomem o exemplo das Caminhadas em Portimão. Começam sempre no mesmo sítio. Debaixo daquele insuflável e há sempre alguém para dar a partida. Nunca vi lá ninguém a partir antes de ser dada a partida. Na grande maioria das terras ninguém dá a partida e a desorganização é evidente pois as pessoas partem quando lhes apetece.
Caminhar em estradas de dois sentidos é outro grande problema. As pessoas precisam de ser orientadas para seguirem sempre pela direita e não em toda a largura da estrada como aconteceu aqui. Ainda só vi uma terra, em Porches, onde as pessoas foram devidamente orientadas e cumpriram. É que facilita o trânsito e evitam-se sustos ou acidentes.
É claro que aqui nestes caminhos estreitos é outra conversa. Embora mais estreitos os caminhos são muito mais seguros e a paisagem muito mais bonita. Reparem que até as amendoeiras nos fazem respirar fundo.
Digam lá se não é bonita esta paisagem rural do Algarve?
Nem parece que estamos muito perto da beira-mar. Este é um dos prazeres enormes de uma boa caminhada. Aprecie a paisagem, inspire fundo e esqueça o cigarrinho.
Já viram bem a quantidade de pessoas que começam a apreciar as caminhadas? E hoje estavam muitas aqui em Santa Luzia. Eu diria mais de mil e não devo estar engado.
A Apolónia já foi às laranjas. Ela leva duas na mão mas uma é para mim. A meio do caminho há sempre alguma coisa à nossa espera.
E como estamos a entrar no percurso urbano vamos apreciar outro tipo de paisagem. Observem só as casinhas novas e velhas que são um regalo para a vista. Quem sabe se você não tira alguma ideia para a tal modificação que quer fazer na sua fachada?
Mas não se esqueça de virar a cara para o outro lado onde está a Ria Formosa porque a ria tem muito para ver e quanto mais não seja vá sentindo a maresia pelo nariz acima.
Vê o que faz você ir com os olhos no chão? Passou por aqui mas nem sequer reparou neste lindo banco de jardim todo forrado de azulejos.
E aposto que também não viu estas lindas chaminés novas ou velhas, tanto faz. A verdade é que estão pintadinhas de branco e são um regalo para a vista.
Mas olhem que na ria os barquinhos são mais que muitos e todos juntos fazem um lindo postal.
E estamos quase a chegar. A Apolónia lá vem, mesmo com bicos-de-papagaios desta vez nem sequer é a última. Já começa a ser ‘pró’ nestas coisas.
E não é que temos uma surpresa? No fim da Caminhada ainda nos dão uma camisola. E até se pode escolher o tamanho.
E chegou a altura de tirar o ‘boneco’ para mais tarde recordar. Foi um belo passeio. Foi dos mais fáceis que já fiz e a Apolónia diz o mesmo. Não custou nada e divertimo-nos muito.
Já agora, só um concelho. Se você é reformado, como nós, divirta-se com as flores, por exemplo. Veja só estas duas preciosidades que eu encontrei pelo caminho. Lindas, não são?
Mas não são só as flores que nos podem distrair. Há muita coisa: azulejos, janelas, portas, batentes (que no Algarve chamam ‘manitas’), calçada portuguesa, coretos, monumentos, etc.
As Igrejas, esta em Santa Luzia, são outra grande diversão. Não deve haver terra portuguesa que não tenha uma. Eu nem sequer sou católico mas entro em todas porque há sempre muito para ver.
E as casas típicas, esta em Santa Luzia, são outro fartote que não se pode nem se deve perder.
Já viu como uma pessoa se diverte numa Caminhada? Não basta apenas caminhar. Levante a cabeça e aprecie tudo ao seu redor. Eu bato todo o terreno até onde a minha vista alcança, raramente perco alguma coisa. Já viu as camisolas que eu e a Apolónia ganhámos?
Mas ainda não acabou. No fim da caminhada há sempre um jornal, umas laranjinhas, umas garrafitas de água e uns galhos de plantas para espetar no meu jardim. Às vezes pegam.
Agora vem outro divertimento. Coloco todas as fotografias no computador e vou reapreciando todo o passeio. Escolho algumas e coloco no meu blog. (http://jjsvalentim.spaces.live.com/blog/).

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