MARCHA-PASSEIO DE PECHÃO:

24/JAN/2010 – Eram 9,00h da manhã quando saímos do Largo da Estação de Olhão e dez minutos depois estávamos em Pechão onde se ía realizar a Marcha-Passeio deste domingo.

A Apolónia vai metendo a conversa em dia enquanto esperamos pelas outras camionetas que vêm de outros pontos do Algarve.

Nós tiramos o boneco do costume para mais tarde recordar.

E vamos assistindo às brincadeiras dos jogos tradicionais que a Junta de Freguesia de Pechão coloca à nossa disposição.

A Apolónia diverte-se no meio das outras pessoas. Só está bem no meio de muita gente. Feitios.

O Hélder (aqui de costas) gosta muito de meter toda a gente a mexer-se e não larga o microfone um segundo. Se pudesse, levava o microfone na marcha para puxar pela malta.

E a largada foi dada. É vê-los pela ladeira acima. Parece que todos querem ser os primeiros mas depois vão esmorecendo e alguns chegam com a língua de fora mas, nornalmente chegam todos.

Depois de tanta chuva o dia hoje estava bem bonito e foi um encanto ver que as amendoeiras já começaram a florir. Ainda são poucas mas já se vêm algumas.

E nós lá continuámos subindo, por caminhos de terra batida, umas vezes, e outras de alcatrão.

Mas a paisagem é sempre bonita. Vê-se e sente-se que a Primavera quer entrar e toda a gente danadinha para a receber de braços abertos.

O pelotão não parte e as pessoas vão andando alegremente porque o dia estava realmente lindo.

Até as amendoeiras vão alegrando a nossa caminhada.

E agora começa a vir o mais interessante. Virando a objectiva para este lado reparo que por aqui deve haver uma bonita igreja para se ver. Qual não é o meu espanto quando reparo que estamos nas traseiras e nem sequer passamos perto da frente. Eu nem queria acreditar. Os individuos que programaram esta caminhada não estão nada interessados em nos mostrarem as suas belezas arquitectónicas. Será possível?

Mas era mesmo possível. Tivemos a segunda surpresa quando passámos em frente e este monumento que ninguém viu. Passou ao lado de muita gente. Creio que só eu o vi, porque tenho o hábito de vasculhar tudo até onde a minha vista alcança. Trata-se de um poço de 1754 como reza a pedra inscrita que lá está. Nada mais sei porque ninguém nesta terra está interessada em divulgar seja o que for. Já agora Sr. Presidente da Junta de Pechão, era bom que soubesse que uma caminhada se tornaria muito mais interessante se Vossa Excelência deixasse que os caminhantes "vissem" as vossas preciosidades. Para isso, e tão só, bastava que nos fizessem passar junto delas. Bastava isso.

Como monumento desta terra restou-nos esta antiga nora. E se a vimos era porque não havia outra hipótse. Estava no nosso caminho. Assim estivessem as outras. Tirando este lamentável desinteresse pelos seus monumentos posso dizer que até gostei muito do passeio. Esperemos que para o ano que vem, se ainda por cá andarmos, o Sr. nos dê a oportunidade de apreciarmos melhor o que há de bom para ver nessa terra. E fica-me uma dúvida. Será que ainda há mais alguma coisa de interesse para ver e que não nos deixam ver?

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