UMA CANA DE PESCA PARA O MEU AVÔ de Gao Xingjian:

A 13/JAN/2010 acabei de ler este pequeno livro (94 páginas) de um autor chinês, Prémio Nobel em 2000, que não conhecia. Na verdade, creio que nunca tinha lido nada tão leve. A sua escrita é tão leve que até parece que estamos a ler para crianças, o que é muito curioso. Gostei muito.
     "UMA CANA DE PESCA PARA O MEU AVÔ (1986) é um conjunto de seis relatos do autor vivo mais prestigiado da literatura chinesa. Exceptuando INSTANTÂNEOS, acabado em 1990 e acrescentado mais tarde, estes contos foram escritos antes do exílio do autor em França eda escrita da sua obra expoente, A MONTANHA DA ALMA. Não obstante, já anunciam grande parte do universo temático de Xingjian: a infância, a memória, a idealização da natureza, o conflito entre modernidade e tradição, etc. Com um estivo em que sobressaem a sensualidade e a sobriedade retórica, em UMA CANA DE PESCA PARA O MEU AVÔ, Gao Xingjian brinda-nos com pequenas histórias  repletas de ternura, bem como situações do quatidiano que convidam a reflexões gerais sobre a situação da sua China natal e, em última instância, sobre a condição humana."
     GAO XINGJIAN foi o primeiro escritor chinês a receber o Prémio Nobel. Nascido em 1940, teve de enfrentar as terríveis consequências da invasão japonesa, durante a sua infância e adolescência. Intelectual e escritor precoce, Xingjian estudou a língua e literatura francesas, não tardando muito a fazer parte da lista de "indesejáveis" do regime durante a Revolução Cultural, ao ponto de ser internado num campo de "reeducação", entre 1966 e 1976. Em 1986, foi proibido de publicar na China e, no ano seguinte, decidiu pedir asilo político à França. Actualmente, reside neste país e tem nacionalidade francesa. A obra mais conhecida de Xingjian é A MONTANHA DA ALMA, escrita entre 1982 e 1989, na qual relata a peregrinação de um etnólogo pela China Setentrional, durante a Revolução Cultural, em busca de culturas minoritárias. O seu ENSAIO PRELIMINAR SOBRE AS TÉCNICAS DA FICÇÃO MODERNA (1981) suscitou uma violenta polémica acerca do Realismo Social. No ano seguinte, obteve um grande êxito com SINAL DE ALARME, a primeira peça de teatro experimental a ser levada à cena em Pequim, depois de muitos anos de proibição. Foi a outra obra dramática, PARAGEM DE AUTOCARRO (1983), que o tornou, definitivamente, um inimigo declarado do regime. Recebeu o Prémio Nobel em 2000.
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