CAMINHADA NO PARQUE NATURAL DA RIA FORMOSA EM GAMBELAS:

20/DEZ/2009 – Esta manhã quando me levantei o termómetro marcava 7 graus. Estava um frio dos diabos. A nossa temperatura nornal a esta hora da manhã geralmente anda por volta dos 15 graus. Portanto, hoje tinhamos um dia anormal. Lá nos metemos no carro e fomos até às Gambelas, próximo do aeroporto de Faro e junto à Universidade. Quando lá chegámos só vimos meia dúzia de gatos pingados.
 
Mesmo assim quando partimos fiquei muito admirado porque já éramos uns 70. Com o frio que estava lá nos metemos ao caminho resmungando com saudades do vale de lençóis que tínhamos abandonado.
 
Confesso que escolhi mal a roupa que trouxe. Falta de experiência neste tipo de tempo apesar de ter enfiado três camisolas e um fato de treino. Normalmente dou-me por satisfeito com uma T-Shirt e o fato de treino mas desta vez saiu-me tudo mal. O que vale é que ao fim do primeiro quilómetro o sol deu um arzinho da sua graça e pudemos descontrair um pouco. Felizmente o vento era muito fraco e a vegetação densa dos pinheiros protegeu-nos bastante.
 
Nos primeiros quilómetros o terreno que pisávamos era normal e não incomodava mas depois passámos por caminhos de areias revoltas e moles o que dificultou bastante a progressão do caminho. Mesmo assim era agradável a caminhada e o frio já não incomodava tanto.
 
Até que chegámos a um terreno mais elevado. Uma espécie de miradouro. A marcha parou e todos se reuniram esperando pelos mais atrazados. A paisagem era bonita e via-se ao fundo a Ria Formosa e as salinas. Uma funcionária do Museu de Faro explicou-nos tudo sobre a Ria, a fauna e a flora.
Já tenho feito muitas caminhadas mas ainda gostava de ver um dia alguém que nos fosse explicando os nomes das flores e plantas e das aves que fossemos encontrando pelo caminho. Creio que não deve ser fácil organizar um passeio assim mas era giro.
E lá seguimos caminho, agora descendo em direcção ao mar por terrenos moles. Há por aqui muitos caminhos com marcas de rodados de viaturas que suponho servem para diversão de viaturas de todo o terreno. Também havia muitas pégadas de cavalos que é outro meio de passear de gentes com outras posses.
 
Depois de atravessarmos uma enorme clareira por caminhos de areia como se pode ver esperáva-nos, ao longe as densas matas de pinheiros e de eucaliptos.
 
Aqui a paisagem mudou. Das clareiras e densos matagais de pinheiros passámos para um arvoredo mais alto e mais denso porque havia muitos eucaliptos que formavam túneis pequenos mas muito agradáveis.
 
E assim andámos os 7 kms com relativa facilidade. À chegada, somos sempre os últimos, porque a Apolónia anda devagar por causa dos bicos de papagaio mas chega sempre. Mas ainda chegámos a tempo de participar na ginástica de descompressão e alongamentos. Gostámos muito do passeio mas ficámos um pouco decepcionados porque não vimos bicharada nenhuma porque as zonas húmidas eram um pouco mais abaixo.
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