MARCHA-CORRIDA EM FERRAGUDO:

30/Maio/2010 = Hoje temos uma Marcha-Corrida em Ferragudo.

Às 8,04h minutos o autocarro da Câmara saiu do Largo da Estação de Olhão para irmos participar de mais uma Marcha-Corrida desta feita em Ferragudo, mesmo em frente a Portimão, do outro lado do Rio Arade.

Eram 9,06h quando chegámos a Ferragudo e fomos andando até ao ponto de encontro.

Antes porém, começo logo por tropeçar com este monumento dedicado ao Pescador. Uma obra de Francisco Bronze a pedido da Câmara Municipal de Lagos em 1993. 

E finalmente chegámos ao local da concentração, a Praça Raínha Dª Leonor. Embora ainda não estivesse na hora da partida parece que chegámos atrazados pois estava a terminar o aquecimento.

Entretanto, nós aproveitámos para registar a nossa presença nesta linda manhã em que o sol já picava.

Como não podia deixar de ser a partida foi outra grande confusão como de costume os da frente empurrando os de trás. Os organizadores têm que controlar as partidas. Se houver alguém da organização que pegue num microfone (é coisa que nunca falta) as pessoas sentem que há alguém que controla e só por isso, aguardam.

Mesmo no início da caminhada deparo-me com este triste espectáculo. Uma horrivel estátua da Raínha Dª Leonor que pelo que diz a placa foi a fundadora de Ferragudo em 21-8-1520. Para fundadora da localidade merecia por parte dos seus habitante melhor consideração. Mas ela não tem culpa dos filhos que criou. Não merecia uma estátua digna na Praça com o seu nome já existente?

Mas porque a caminhada não pára, a malta já lá vai.

O sol já vai alto e as temperaturas para hoje prometem incomodar um pouco pois vão passar dos 30º.

A Apolónia já arregaça as poucas mangas que tem. Ela é sempre a primeira a queixar-se do calor.

Cá está a guarda avançada de Olhão. E ainda falta aqui a ‘lebre’. (Em termos de atletismo, ‘lebre’ é a pessoa que puxa pelos outros). Ela veio, mas já lá vai e ninguém a segura. Ai daquele que lhe passar à frente.

Mas nós, os mais velhos, que já não temos as pernas em boas condições, preocupamo-nos mais com o estado dos caminhos por onde passamos. E por enquanto ainda vamos em alcatrão. O pior é que já estamos a descer o que quer dizer que vamos ter que subir porque, como diz o povo: tudo o que sobe tem que descer.

E de repente aparece o abastecimento mesmo na hora pois já tinha a garganta seca.

E pronto, acabou-se o alcatrão. Agora há que olhar bem para o chão porque as pedras soltas são um perigo.

Mas a paisagem é bonita, os caminhos estreitos e o pó no ar vai-nos dando temas de conversa.

Esta eu não compreendi. Será verdade ou apenas o sarcasmo de algum brincalhão? Não me admirava nada que fossem as duas coisas.

A ser verdade porque é que nos presentearam com dois rebuçados? E umas senhas para um sorteio qualquer?Arrependeram-se e estão a pedir desculpa?

Vendo este segundo poste parece-me que aqui há brincalhões.

Mas nós temos mais com que nos preocupar. Começámos a subir.

Vá lá que não foram assim tão dificeis as subidas. Muito pior foi em Monchique. Mas agora que já passou até parece que foi fácil.

Vá lá que as flores sempre nos alegram um pouco e estes hibiscos em flôr estão mesmo bonitos.

E no cimo da subida temos uma agradável surpresa. Já conseguimos ver a mar. A entrada da barra ao fundo. Uma vista espectacular.

Com a Marina de Portimão do lado de lá do Rio Arade.

E agora é sempre a descer. Até que enfim vejo alguém a correr. Só podia ser o Helder.

Elas vão tão entretidas na conversa que nem reparam na beleza do postal.

E chegámos à praia. A Apolónia leva na mão um ramo de pistáchio para o nosso filho tentar fazer um Bonsai para juntar aos 50 que já tem. Ao fundo pode ver-se o castelo.

Castelo de Ferragudo (Forte de S. João do Arade).
As suas origens remontam a uma torre de vigia erguida no reinado de D. João II (1481-1495).
Após algumas transformações, no final do século XIX foi utilizado como salão literário e mais tarde vendido em hasta pública por 600$000 réis.
No séc. XX foi pertença do poeta Coelho Carvalho que o remodelou como residência dando-lhe a actual aspecto. Este ano voltou a beneficiar de grandes melhoramentos. Esperemos que não volte a cair no esquecimento!

Pisar a areia já tem sabor a saudade… desde o ano passado.

Passámos junto à Praia do Grelo, que parece não haver restrições no uso de roupa embora não vissemos ninguém em pelota. Ou as estrangeiras ainda não vieram ou as portuguesas fazem um buraco na areia.

Como não temos tempo para averiguar a falta de nudistas vamos em frente que já se faz tarde.

Mas a paisagem é um espectáculo com a Marina de Portimão ao fundo.

E a cidade do outro lado com belas praias de areia branca muito convidativas.

Mas nós estamos em Ferragudo e vamos andando ao longo da sua avenida.

Abrindo caminho por entre as artes pescatórias espalhadas pelos passeios.

Passamos por este monumento dedicado à Operária-Conserveira com 4 belos painéis de azulejos em seu redor.

E chegámos ao fim da caminhada. Regressámos ao ponto de partida.

Agora preciso de explorar as redondezas. Enfio por esta rua acima em direcção à Igreja.

Mas antes de chegar à Igreja chama-me a atenção esta bonita rua estreitinha. Trata-se da Rua Dr. Luiz António dos Santos.

         

Também me deparo com um monumento que me fez recordar a minha infância. Este homem que vemos pintado na parede é BADEN POWELL (1857-1941). Militar inglês, Tenente-General e Chefe Mundial do Escotismo. Ele simplesmente inventou o escutismo. Mas fez muito mais do que isso. As suas aventuras em Banda Desenhada fizeram-me sonhar durante toda a minha juventude.

E chego finalmente à Igreja de Nossa Senhora da Conceição,

A primitiva construção do século XVI ficou profundamente danificada pelo terramoto de 1755, tendo posteriormente sido reconstruída, sem que fosse mantida a traça original. No seu interior destaca-se um conjunto de de imagens dos séculos XVII e XVIII e uma bela representação de dupla face do século XV representando a Nossa Senhora e o Senhor Crucificado. Tem também uma magnífica colecção de ex-votos de marinheiros e pescadores.

 

Na parede, fora da igreja, tem esta imagem que penso ser de Nossa Senhora da Conceição.

Ainda na parede exterior tem este painel de azulejos representando Nossa Senhora das Almas.

Do átrio da igreja podemos avistar ao fundo a cidade de Portimão, ali tão perto.

E também a foz do Rio Arade.

Aqui podemos apreciar a fachada da Igreja. Em 1520, a Rainha D. Leonor viu as potencialidades do local e procurou garantir aos moradores os meios indispensáveis de segurança, que possibilitassem a sua continuidade e a fixação de outras pessoas. Os privilégios então concedidos foram idênticos aos atribuídos aos habitantes de Silves. O Bispo do Algarve foi uma das personalidades que se instalaram na zona.
É ao Bispo de Silves D. Fernando Coutinho que se deve a edificação, entre 1502 e 1537, da muralha que protegia a povoação bem como do castelo onde provavelmente residia aquando da sua morte.

Terminada a visita à Igreja regresso  por outras ruas para ver outras coisas.

Como estes bonitos batentes, que no Algarve se diz ‘manitas’.

Ferragudo é uma das mais belas silhuetas de vila à beira-mar que se podem encontrar em todo o Algarve. Debruçada sob as águas do Arade em atitude curiosa, a pacata povoação de Ferragudo, conserva a feliz conjuntura geológica que os homens souberam aproveitar em ruas íngremes e recortadas. Abraçada pelas águas do mar e do rio, a povoação de Ferragudo teria nascido por volta do século XIV. Pescadores que procuravam no mar o sustento para as suas famílias, instalaram-se nestas paragens, erigindo toscos e humildes casebres. No entanto, existem vestígios que nos atestam presença humana em Ferragudo no período da Pré-História. 

A foz do Arade foi, alvo de cobiça para os Fenícios e Cartagineses. Os Romanos assentaram arraiais, dedicando-se à pesca e à indústria da salga do peixe. A comprovar esta estada estão os achados arqueológicos encontrados junto ao Forte de S. João do Arade. Segundo fontes históricas, o topónimo Ferragudo provém da existência de um engenho de ferro (ferro agudo), implantado na Praia da Angrinha, cuja finalidade era a de elevar o pescado e as mercadorias das embarcações que ali acostavam. O crescimento da povoação e o seu consequente desenvolvimento conduziram Ferragudo, à condição de Freguesia no século XVIII.

Com o incremento da indústria conserveira, no início do século passado, Ferragudo tornou-se numa povoação próspera, disputando as primeiras posições no mercado nacional das pescas. Tempos áureos que terminaram com a decadência da indústria, atrazada, incapaz de acompanhar as novas tecnologias, tornando-se pouco rentável.  
A pesca continuou, assim, a ser a principal fonte de rendimento e sustento da população. Actualmente, Ferragudo continua a viver do mar mas numa perspectiva diferente. O turismo instalou-se, trazendo consigo o progresso e a riqueza. Às maravilhosas praias  e às excepcionais condições naturais que aqui se podem encontrar, aliaram-se as vilas, os aldeamentos, entre outras unidades de alojamento, tornando Ferragudo, uma região de reconhecida beleza, num lugar aprazível e ideal para umas férias tranquilas.

As lojas de artezanato e afins também por aqui proliferam bem arrumadinhas nas ruas estreitas.

Ferragudo é uma freguesia portuguesa situada no extremo poente do concelho de Lagoa, com 5,74 km² de área e 1 867 habitantes (2001). Densidade: 325,26 h/km². Foi elevada a vila em 13 de Maio de 1999.
Ferragudo, serve como "freguesia dormitório" de Portimão, uma vez que alberga habitantes que trabalham e que se movem diariamente para a cidade do concelho vizinho.
Juntamente com as freguesias de Lagoa e de Estômbar, constituíram o território do concelho de Lagoa após desanexação do concelho de Silves em 16 de Janeiro de 1773.
É uma terra de pescadores que desde sempre esteve intimamente ligada ao rio e ao mar. Hoje, embora mantenha a mesma ligação ao mar, a sua actividade económica está ligada à actividade turística.
Para além da vila, possui outros aglomerados urbanos em franca expansão, dos quais se destaca a Aldeia de S. Francisco, Vale de Azinhaga, Corgos, Gramacho, Presa de Moura e Vale de Lapa.
Possui ao longo da sua área territorial uma vasta extensão ribeirinha e marítima, da qual se destaca o seu pitoresco e belo cais de pesca, bem como uma pequena área de costa marítima na qual se destacam as praias: Angrinha, Caneiros, Torrados, Infanta, Afurada, João Lopes, Molhe, Pintadinho e a Praia Grande; assim como outras belezas naturais tais como a Ponta do Altar, falésias, furnas, algares e leixões.

O Helder anda sempre muito bem acompanhado. Quem o quer ver é sempre no meio das mulheres.

O time das camisolas roxas. Camisolas que sobresaem por tudo o que é canto. Até já fui assediado por raparigas que queriam a minha camisola e em mais do que uma localidade.

O calor aperta e ninguém tem vontade de entrar no autocarro, mas temos que ir andando.

Eram 11,18h quando deixámos Ferragudo e chegámos a Olhão precisamente uma hora depois.

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